Eu Braga, me confesso

A palavra identidade, e a necessidade de a manter, está cada vez mais em voga no futebol. E o Braga, criador de uma identidade muito própria nos últimos anos, tem constantemente caído nos dois lados da tal ideia, muito em voga, de manter fielmente a identidade. Porém se, como já indirectamente assumido (mais em estilo de: nos próximos anos) o sonho de ser campeão é para ser uma realidade na Pedreira, a identidade terá de ser, pelo menos, ligeiramente diferente. Isto porque a mesma identidade que ainda não deu nenhum título, dificillmente será a mesma que nos próprios anos valerá um. Ainda que em futebol alguém que faça a mesma coisa sempre tenha alguma probabilidade de ver acontecer algo diferente, a possibilidade, convenhamos, é remota. A identidade é para manter, concordo. E, a identidade é para manter, discordo.

Isto porque há valores e princípios que, neste Braga, terão de ser mantidos. Não posso discordar. Mas há outros que terão de ser evoluídos, ou, se quisermos, transcendidos para que esse objectivo possa ser uma realidade. E nos jogos onde se aferem essas possibilidades (leia-se contra Benfica ou FC Porto, os crónicos candidatos dos últimos dez anos) o Braga mostra, há vários anos, um padrão recorrente. Incorrendo no síndrome underdog, o Braga sabe que tem plano e jogadores para poder aproveitar as fraquezas destes dois rivais. E, protegendo-se da pressão, inerente a quem quer ser campeão assumidadamente, ve os seus jogos contra estas duas equipas andarem a repetir-se, constantemente. Sem assumir totalmente o jogo, como o tal desejo que os bracarenses não querem assumir para fora (nem para dentro, com medo do que isso possa criar), qualquer dos tres resultados não será catastrófico. E o que acontece com esta(s) estratégia(s) é o Braga a confirmar que tem argumentos mais sólidos que qualquer equipa fora dos tres grandes. Mas que parece ter um medo do sucesso que lhe tira o foco na hora de converter em golo as (muitas) oportunidades que cria nesses jogos.

E no Dragão, este sábado, não foi diferente.

A matemática não era difícil. Até Paulo Bento, há uns anos, disse que se não sofresse golos, porque tinha Liedson, iria ganhar a esmagadora maioria desses jogos. E Abel, um tipo esperto e avisado, sabe da excelente organização defensiva que criou e do potencial da mesma quando de frente para o jogo. Sabe também, algo que vimos avisando por aqui há algum tempo: este FC Porto concede muito mais oportunidades de golo do que Sérgio Conceição gostaria. Contas feitas, o Braga apareceu no Dragão a tapar os caminhos a um Porto cada vez mais virado para a frente (e a tapá-los de forma excelente, conseguindo quase sempre vantagem numérica na hora dos duelos), e a sair para o ataque com o critério de quem sabe o que faz. Não foi por isso surpresa que o Braga conseguisse várias oportunidades que poderiam gelar o Dragão. Porém, se alguém ficou gelado, esses foram os gverreiros na hora de converter aquilo que criaram tão facilmente. E aqui, é hora de recordar o conceito de identidade.

Muitos dos problemas mundiais partem do princípio que certas coisas não podem ser corrigidas. São frutos do acaso, ou são intrínsecos, e que uma estrelinha (leia-se atitude, acção, ideia, acto) está no céu com um desígnio a conceder a uns e tirar a outros. Mas o problema da finalização em futebol – ou falta dela, neste caso – remete muito para o tema da identidade. E agora, perguntamos nós: Se este fosse um jogo contra o Estoril, contra o Paços, contra o Setúbal ou Nacional, seria a identidade dos jogadores que desperdiçaram oportunidades no Dragão, a mesma? Ou o jogo, com a responsabilidade do mesmo, criou reacções, sentimentos, que influenciaram os jogadores na hora do remate? Recordo, isto não veio deste jogo. Já não é a primeira vez o Braga consegue criar imensas chances contra Porto e Benfica e, quase por milagre ‘diabólico’ não as consegue materializar em golos que, porventura, lhe daria outros resultados, ou pelo menos outro controle sobre o jogo.

E se Abel sabia isso tudo sobre o Porto (as tais oportunidades que deixa conceder quando ve os seus caminhos fechados) também Sérgio sabia que quem não marca, porventura sofre. Continuou a insistir numa ideia que tem tanto de louvável, como de perigosa, e foi recompensado quando conseguiu levar o jogo para onde o campeão nacional mais gosta. Foi a pulso e baseado em algo muito mais difícil (desculpa, Abel, até porque a tua ideia também é bastante assinalável), foi a pulso e baseado em algo mais difícil, dizia, do que esperar pelo erro. Trabalhar constantemente a bola por uma entre uma organização defensiva de topo é das coisas mais difíceis em futebol. Mas quem quer ser campeão, assume isso em todos os estádios da Liga. É assim há anos. Sérgio sabe-o (foi lançando peça sobre peça até o jogo ficar como o Porto gosta) e a minutos do fim foi feliz. Porque sabe se-lo, porque isto está-lhe… na identidade. E ao Braga cabe-lhe analisar todos esses jogos (ainda antes de Abel) e tentar encontrar as reacções que eles provocam nos jogadores. Nelas estará a chave do porque da bola não entrar. Ou então, poderão culpar um velho de barbas que está no céu a atirar pozinhos de azar ou sorte. Qual destas os deixará mais perto de serem campeões?

FC Porto-SC Braga, 1-0 (Soares 88′)

22 Comentários

  1. O Sérgio sabe tanto que conseguiu perder uma taça a ganhar por 2 contra 10… Ah, já sei, evoluiu…

    Fazendo um exercício simplista, quantos jogadores do Braga teriam lugar no onze do Porto? Dyego e mais quem? De resto, é tudo paleio. O Porto teve uma oportunidade criada em todo o jogo…ou será que o Sérgio só quis ser feliz nos últimos 5 minutos?

    • Isso, se fosse um remate, saía pela linha lateral. Que tem algo do que disseste a ver com o texto, ou com um treinador ter estado a ganhar 2-0 e ter perdido?

      O Sérgio quis ser feliz o jogo todo, coisa que a excelente organização defensiva do Braga não permitiu, abrindo caminho para as tais oportunidades que o Porto vem concedendo a cada jogo. Não marcando o Braga ficou a um jeito que foi forçado pelas alterações do Sérgio.

      Diria eu que fora disto… é conversa para entreter egos

  2. Tem tudo que ver, porque o mesmo interveniente há uns anos teve outra sorte… O golo do Porto é um golpe de sorte. Como sorte foi o remate do Fransergio ir à barra.

  3. Dou a minha colherada, se me permitem..
    Não creio que o comentário do Sérgio seja feito na ótica do “fiquemos pela sorte”.
    Pelo menos não é assim que eu o leio.

    Mas eu sou tentado a dizer que a diferença no Dragão foi, sim, a sorte. O que não quer dizer que a sorte tenha sido tudo!

    Abel montou bem a sua equipa. Teve mais que chances para vencer. Controlou o jogo.
    Mas o futebol ainda é um jogo. Este blog faz um excelente trabalho para explicar a mecânica, estratégia, tática, processos, mentalidade, etc., que podem ser usadas para aumentar as chances de sucesso no jogo.
    Mas, repito, ainda é um jogo. E tal como em todos os outros jogos, há sorte faz parte.

    A bola rematada à trave por Fransergio (se não me falha a memória) não entra por falta de confiança ou porque os jogadores do Braga não estão mentalizados para vencer no Dragão ou na Luz. Diria até que é prova do contrário. O jogador do Braga arrisca no remate. E arrisca no remate colocado. Assume a decisão e assume-a de forma exigente e ambiciosa. Um jogador mal preparado “mentalmente” tentaria uma abordagem menos arriscada. Passava ao colega, chutava rasteiro e ao centro da baliza…

    A sorte – só pode ser a sorte – ditou que 5 centímetros não gelassem o Dragão.
    Do outro lado, Sérgio apostou, igualmente, na sorte. Na sorte que perder o controlo defensivo daria em golo. E que o Braga, rematando, não acertaria na baliza. Acertou, por 5 centímetros.

    Não nos fiquemos pela sorte. Mas também conta.

    Eu acredito que o Braga, continuando “assim”, chegará lá.
    E o campeonato ainda não acabou.

    • Percebo, sinceramente, percebo. Mas se fizesse parte da estrutura do Braga nunca podia pensar assim.

      O futebol há uns anos era mais ‘sorte’ que outra coisa. E hoje percebemos que não. Houve uma evolução tão grande na análise de certos aspectos que, falar em sorte ou em azar (em bolas perdidas, jogadores desposicionados, etc.) caiu em desuso. Acredito que chegará o tempo em que se poderá saber quais as reacções do jogador, ou equipa, que formam um padrão de ineficácia. Não se fala tanto disso, porque tem mais a ver com psicologia, sentimentos e reacções dos jogadores, individualmente ou colectivamente. A meu ver, o futebol caminhará para aí.

      Por isso, ainda que possa ser sorte, como dizes, é um padrão que já observei há demasiados jogos (e em várias equipas) para ser, no Braga, uma mera coincidência. E com certeza já terás ouvido falar em ‘medo do sucesso’. Esse ultrapassa-se da mesmo maneira que todos os outros: encarando-o e percebendo a irrealidade do mesmo. O que é o oposto de conceder a algo aleatório aquilo que é nossa responsabilidade.

      No caso do Esgaio seria sempre bastante difícil fazer golo dali, mas nas outras oportunidades há um claro ‘fechar de olhos’ que o Soares não teve, por exemplo – mas que teve na época passada em Belém e que os de Silas não tiveram.

      Observar o Belenenses de Silas, contra os grandes, é bom para se perceber isso. Aproveitam toda e qualquer oportunidade para marcar contra os mesmos. E isso, para mim, está ligado ao discurso muito positivo dele nesses jogos.

  4. O texto está bem escrito, disso não tenho dúvidas.
    No entanto, discordo do ponto em que o Sérgio tenha procurado ser feliz.
    É óbvio que qualquer treinador quer ser feliz, mas para ser feliz é preciso moldar a equipa para criar mais ocasiões que o adversário, e moldá-la para não conceder ocasiões ao adversário.
    E não me parece que isto tenha acontecido….
    Depender da ineficácia do adversário não é um bom presságio.

    É um treinador de garra, esforço, querer, sangue e em última instância de potência.

    Na minha opinião, não fosse a garra que incute nos jogadores e não teria tanto sucesso. O modelo de jogo baseia-se em iniciativas individuais dos jogadores tecnicamente mais desenvolvidos e nas bolas nas costas para a potência dos avançados.

    Também lhe concedo mérito no aproveitamento nas bolas paradas.
    Não acredito que ser dominado em casa pelo Braga estivesse nos planos para marcar perto do fim.

    • O texto fala de um Porto a escolher ter a bola e o protagonismo, uma opção mais arriscada do que só defender bem e sair melhor. A dada altura pensei que Sérgio tinha de fazer algo parecido ao Jesualdo: dar mais bola ao adversário para ele se desposicionar a defender.

      O Porto viu o Braga desperdiçar no seus momentos mais fortes, e não desperdiçou quando teve o jogo ‘virado’ a seu favor.

      Ora, se por aqui falamos nas oportunidades concedidas como ponto a analisar por SC, também não me parece que esta abordagem do Braga seja a que mais perto os deixará de serem campeões.

  5. O Braga controlou o jogo? Teve azar, teve. Merecia outro resultado, merecia. Agora dizer que controlou o jogo… não confundam análise com wishful thinking.

    • Claro que o Braga não controlou o jogo. Tal como o Porto não o fez. Foi um jogo dividido em que o Braga teve mais e as melhores ocasiões. Foi a equipa que apareceu mais vezes em superioridade no ultimo terço, revelando que não se desposicionou e apenas concedeu 2 verdadeiras oportunidades ao adversário: lance do Brahimi e o golo. E neste último é um lance bem ganho pelo Soares na área.

      O Braga cresceu imenso para a capacidade que tem. Se dá para ser campeão? Acho difícil mas discordo que estão no caminho errado. Até considero que nos últimos 5 anos passaram o Sporting. Falta lhes a estrelinha e talvez conseguir o plantel certo para isso. Tal como aconteceu com o Leicester.

  6. Já aqui tudo foi dito sobre a sorte. É um factor aleatório que, como muitos outros, foge ao controlo do treinador. A sorte que faltou ao Braga no Dragão teve-a frente ao Sporting e terá novamente e faltará novamente. Agora julgo que Abel tenta organizar para depender cada vez menos dela, contudo pode cometer um pecado: achar que é suficiente. Aí julgo concordar com o Laudrup. E mais concordo na parte em que é aflorada a psicologia: o discurso do coitadinho não rima com campeões, julgo.

    • Mas qual é o discurso do coitadinho do Braga? Ainda na antevisao do jogo o Abel falava em lutar pelos 4 primeiros lugares e esses sao e serão os objectivos do clube nos próximos anos, muitos anos. É mais fácil o Braga descer patamares competitivos do que tirar um dos grandes do poleiro em que são postos.

      • Não estava a referir-me especificamente ao jogo Porto x Braga e concordo plenamente com a parte final da tua intervenção quanto ao ser mais fácil perder competitividade do que “ocupar” um lugar no meio dos três. Eu quis dizer que concordo com o Laudrup na parte da carga psicológica na motivação do atleta e da equipa. É óbvio que todos nós reagimos de maneira diferente consoante os estímulos – por exemplo, lembro-me de ler Malcolm Allison dizer que António Oliveira foi o melhor que alguma vez treinou, mas que, para render, tinha necessidade de ver o ego afagado constantemente, do estilo “és o melhor…sabes que és o melhor”. Aquilo que funcionava para Oliveira poderia ser um motivo de pressão e de efeito contraproducente para outro jogador – mas de um modo geral e dando por assente que a “mensagem” tem efeito sobre a equipa, sou da opinião que vale mais um discurso positivo do que a lamúria. O Abel, por diversas vezes e não obstante o discurso ultra-cauteloso dos “4 primeiros”, já fez referência às diferenças de orçamentos, ao facto de serem mais pequeninos e não sei quê…era mais a isso que me referia. Não querendo armar-me em filósofo (mas armando), nos idos tempos em que Robson foi substituído por Queiroz no Sporting, não creio que o Sporting tenha perdido o campeonato, porque a qualidade de jogo se deteriorou ou porque se perderam processos, mas essencialmente fruto de uma carga psicológica negativa que se abateu sobre a equipa eventualmente com base em vários aspectos, mas à qual certamente o discurso de Queiroz (por comparação ao de Sir Bobby Robson) não é alheio. Eu já estou a ser chato e a desviar-me do tema, mas só para terminar, eu não acho mal nenhum em que um treinador (seja o Abel, o Jaime Pacheco, o Keizer, o Silas ou um José Mota qualquer) diga um dia de peito aberto “somos candidatos”. Se perderem…perderam, paciência. Na história pode ficar muita coisa, mas julgo que o discurso é secundário. Esse, quando muito, pode marcar quem o ouve no balneário.

          • Eu posso não ter entendido na máxima plenitude…julgo ter entendido, só isso. Admito perfeitamente que me contrariem. Não tenho qualquer formação sobre psicologia, nem sobre treino de futebol, isto é sempre na “óptica do utilizador”, mas gosto de ver as coisas nessa perspectiva. Eu gostava de conhecer o balneário do Leicester campeão…o que é que se passou com um treinador que manifestamente não aprecio (Ranieri) para elevar a moral daqueles jogadores (razoáveis na sua generalidade) e transformá-los num tropa de elite? É um bocado com base nestes assuntos do “Psi” que eu, como sportinguista (e erradamente, se calhar, admito), tenho alguma esperança em que a sorte (ou alguma sortezinha…) possa sorrir ao Keizer quando tudo aponta no sentido contrário. Para quem tiver curiosidade de ler mais um comentário grande (se calhar é por isso que ninguém me responde:)) eu tenho o mesmo comentário repetido no vosso post sobre o Al-Jazira do Keizer e no vosso post sobre o Tiago Fernandes.

          • As discussões na blogosfera são sempre muito efémeras. É uma coisa do momento. Acho que dás pontos interessantes e pareces-me ter entendido o foco do meu texto. Toda a formação começa com vontade e interesse. É o ponto de vista de utilizador que torna o futebol um fenómeno gigantesco, e não me parece um problema que assim seja.

  7. Brian, Jorge, Daniel, David e Zé!
    Obrigado pelas respostas e pela troca de impressões! Bem saudável!!

    Claro que o Brian conhecerá muito melhor o que se diz e o que acontece num balneário de equipa profissional. Respeito!

    Mas insisto que se tenta teorizar em demasia sobre a sorte. Entendo a componente psi (roubado o termo ao Jorge). Tem que fazer parte e fará.
    Mas não sou capaz de dar o salto para isso justificar os 5 centímetros que separam a bola na trave e o golo. Não consigo!

    E acho também que há sempre uma visão distorcida da história, de qualquer história. Que, como George Orwell ensinou (tive que ir ver o autor) é sempre contada pelo vencedores. A vontade humana, racional, de encontrar… razão, faz-nos insistir que os vencedores são necessariamente vencedores por mérito, não pela sorte! Pelo que tentaremos racionalizar aquilo que, muito provavelmente, não é linear ou possível de exprimir em equação.

    Insisto: a discussão é boa. Acredito que algures no meio, como (quase) sempre, estará a razão. Entre o total determinismo das ações e o extremo completo do caos.

    Deixo para lerem, com base num extenso (not 😉 search no Google por “chaos theory and football”
    https://www.theblizzard.co.uk/article/chaos-theory

    Grande abraço e continuem o bom trabalho!

    • Uma vez mais, perfeitamente de acordo! O factor “Psi” foi invocado para fazer parte de uma “big picture” e não para justificar os tais 5cm que separam o golo da bola na trave!:) Quanto a esses, nada a fazer e até acrescento mais: por mais boçais que sejam os argumentos utilizados em discussões futeboleiras ditas “de café”, qualquer um de nós terá sempre muitas dificuldades em contrariar com sucesso coisas como “só contam as que entram”, “o que fica para a história é o resultado”, “é a vitória da eficácia”, “mais vale jogar mal e ganhar que jogar bem e perder”. Por isso, a mim, a ti, ao Laudrup, ao David, ao Daniel, ao Abel, ao Conceição e a todos os Sir Bobby, Michels, Shankly e afins que treinam no Olimpo…”é levantar a cabeça e continuar a trabalhar”!

  8. Acho que a análise do Brian é parcialmente boa mas esquece um ponto essencial que na minha opinião fez toda a diferença: A substituição que o Abel fez ao retirar o Paulinho para fazer entrar o Palhinha. Tudo o que o Braga tinha feito de positivo deixou de fazer. Tapar os buracos em zonas interiores ao Porto e sair em ataque rápido aproveitando os espaços concedidos.Desde a substituição o Braga nunca mais fez um ataque digno de esse nome muito menos um remate. Acabou aí o jogo. A entrada do palhinha fez a equipa recuar e ficar confusa no mio-campo e viu um porto crescer sem ter feito muito por isso até que chegou ao golo. Falhar golos acontece. O que não pode acontecer, o que não pode acontecer é um técnico falhar redondamente na sua análise do jogo num momento tão importante. Ao Abel faltou-lhe tomates e pagou o preço por isso. Essa foi a grande diferença psicológica que existiu

    • Concordo, parcialmente também. Foquei-me demasiado na finalização, ponto que resolvido (marcasse o Braga as que teve) relegaria para 2.o plano essa substituição. Não acontecendo esses ‘golos’ essa alteração foi chave para o jogo ficar ao jeito do que o Porto mais gosta e onde é mais competente. Deveria, por isso, ter-lhe dado mais relevância – estás totalmente certo nesse aspecto.

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