Ir dentro para acelerar fora

Tal como tenho vindo a defender, hoje a esmagadora maioria das equipas defende com o mínimo de qualidade. E mesmo as que não defendem com tanta competência, fazem-no baixo, com muitos jogadores e jogadores que condicional e fisicamente são fortes, conseguindo criar dificuldades a quem ataca.

É por isso fundamental que quando uma equipa tenha a bola seja capaz de chamar a equipa contrária a uma determinada zona do campo para atacar por outra. Outrora era mais comum ver-se golos totalmente produzidos pelo corredor central, hoje em dia isso não é tão comum. As equipas têm maior preocupação em fecha-lo e muitas vezes o único caminho para zonas de finalização é pelo corredor lateral. No entanto, essa ida pelo corredor lateral não tem de ser algo previsível ou fechado. Aquela circulação em “U” em que a bola nunca entra no bloco adversário é relativamente fácil de ser defendida.

Trago-vos um golo do Dortmund, na Champions League, contra o Atlético de Madrid, de forma a ilustar o comportamento que pretendo realçar no texto. Um lance onde a bola entra no bloco do Atlético, no corredor central, chama-os dentro e rapidamente vai fora para por aí acelerar e entrar em zonas de cruzamento. Ou seja, ir dentro do bloco adversário, obriga-los a fecharem-se para surgir espaço fora que depois vai ser aproveitado para aí acelerar. Ir dentro, para acelerar fora. E, mesmo acabando a jogada por fora, este é um comportamento muito mais complicado de defender por parte do adversário, pois obriga-os a fecharem-se dentro para não ser magoados por aí e a ir rápido ao corredor, com ajustes, para que o adversário não consiga envolver e chegar à frente. Para além disso, se for uma bola rápida, como foi a do Dortmund, a linha defensiva tem pouco tempo para montar a defender o cruzamento, abrindo-se espaços para finalizar.

 

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