E tudo o tempo levou

À medida que o Benfica se afasta dos comportamentos tácticos e dos jogadores que o levaram a um histórico tetra campeonato, This content is only available to subscribers. Please contact us at lateralesquerdo.com@gmail.com for details or visit our Patreon page

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Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3416 artigos
Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã" da PrimeBooks. Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

8 Comentários

  1. E aqui neste site ainda se defendeu a manutenção do Vitória… Mesmo tendo sido explicado e evidenciado qual o contexto, este senhor não merece a cadeira que tem.

  2. Não li o post e como tal desconheço o conteúdo exato, mas ainda assim gostava de comentar aquele que me parece ser o tema de uma forma algo abrangente,

    ERA JJ:

    O JJ tinha todas as épocas, exceto na primeira onde tudo parecia fluir, uma enorme dificuldade em ter a equipa a jogar bem nos primeiros meses da época e assim aqui no LE se começou a dizer que as equipas do JJ apenas em janeiro começavam a mostrar verdadeiramente as rotinas criadas.

    A segunda época do JJ no Benfica foi horrível. E o Porto do AVB não basta como justificação. Acima de tudo foi a soberba do JJ e do clube, o achar que quase tudo já estava feito com o que se fez na primeira época para “derrubar” de vez o Porto. O Quim foi corrido (por vontade do JJ) e veio o Roberto e muitos dos problemas estiveram na total insegurança que a baliza transmitia à equipa e às bancadas, entre outros erros incríveis.

    Vimos o Benfica na Champions a ter alguns anos abaixo do que podia ter sido mas também a encontrar espaço para brilhar na Liga Europa.

    Vimos um JJ que, para substituir saídas, precisava sempre de compras caras (até fazia pressão nas conferências de imprensa) mas com um tímido investimento na formação do clube. O próprio disse em público que teriam que nascer 10 vezes para terem a qualidade do Matic o que gerou uma rutura quase definitiva com alguns jogadores, entre eles o Bernardo Silva. Sabendo todos nós que, independentemente da qualidade do Matic, aquela era uma posição mais abrangente e agora todos têm à vista provas que qualidade é coisa que não falta na formação do Benfica.
    Pessoas ligadas à formação do Benfica vieram dizer que o JJ não reunia com elas, não obtinha dados diretamente nas fontes sobre os jogadores da formação.
    Estes episódios juntamente com várias posturas, teimosias e escolhas do JJ, levaram-me na altura a opinar aqui no LE que o JJ tinha dificuldade em lidar com jogadores com mais anos de clube que ele, rapazes bem formados desportiva e pessoalmente, com uma sensação de conforto e de estarem em casa no clube que quase irritava o JJ, que o levava sempre a preferir jogadores que vinham aqui procurar uma passagem para um grande europeu e como tal estavam dispostos a quase tudo, inclusivamente até a um certo tipo de trato.

    Sempre aqui disse e mantenho que o JJ ajudou bastante a levar o Benfica para outro patamar e vice-versa (recentemente finalmente ele o reconheceu), mas ká não soube ele mesmo adaptar-se para tentarem juntos subir ao patamar seguinte (porque se achava o “cérebro” da estrutura, entre outras patacoadas que disse quando ainda achava que ia para o Sporting ser campeão e ver o Benfica em 3º ou 4º).
    Por esse motivo, houve uma fase em que tive aqui trocas de argumentos com o Maldini e o Baggio, em que eu defendia que tinha que haver um modelo adaptativo e que o JJ no Benfica o podia ter feito porque tinha qualidade suficiente à disposição para isso, tendo-me sido respondido, às vezes quase de forma insultuosa, que não era possível sistematizar o treino para tal, para agora, desde há algum tempo, lermos aqui que vivemos a nova era da estratégia, etc, etc, etc, era essa que sempre existiu, a dificuldade está no quão o treinador é capaz de o fazer e no quão o clube dá o suporte e as condições para tal e sobre este aspeto o JJ não se podia queixar do Benfica mas o Benfica podia-se queixar do JJ dada a sua teimosia e aparente ausência de perspetiva adaptativa e abrangente.

    ERA RV:

    Quando o RV chegou ao Benfica, aqui no LE foi dito que bastariam algumas semanas, alguns meses no máximo, para as rotinas do JJ serem perdidas e a equipa ficar à deriva.
    Curiosamente foi até o Guardiola que, depois disso veio elogiar nuances defensivas do Benfica do RV – algo que rapidamente foi tentado colar por alguns a uma espécie de mind games para assim tentar dizer que o Guardiola estava a ser algo entre o bom de ouvir e o falso.

    Curiosamente, também, na época passada o RV em determinada altura muda para 433 e assistimos provavelmente ao melhor período do Benfica de RV até se lesionar o Krovinovic, isto mesmo depois de ter perdido quase toda a defesa com o guarda redes (de topo) incluído. Certamente não vamos atribuir este mérito ao JJ, ou vamos?

    Entretanto tem enfrentado períodos de lesões de vários jogadores chave e tem tido muita dificuldade em demonstrar que tem um plano coerente.

    MOMENTO ATUAL E FUTUROLOGIA:

    O RV parece depender mesmo muito das individualidades e em vez de ter um modelo claramente adaptativo (o que seria bom) parece tem um modelo titubeante (o que parece mau).
    Como já escrevi em comentário a outros posts, acredito que, caso o RV continue, os regressos de Jonas e Krovinovic, com o tempo e com os miúdos Felix e Gedson, aqui e ali, o jogo interior evolua e “lá para janeiro” (parafraseando os defensores do JJ no Benfica) as coisas evoluam.

    O RV tem limitações, mas é aparentemente menos exigente e menos estridente para com o clube, tendo alinhado no transporte dos talentos do Seixal para a equipa principal. Mas falta ali qualquer coisa que permita ter um modelo adaptativo com sistematização de processos que demonstrem haver um fio condutor mesmo quando o jogar B tem que substituir o A, etc.

    Caso a direção do Benfica queira substituir o RV e se quiser ser coerente com a estratégia de gestão anunciada, tem que encontrar um nome que tenha capacidade de, em paralelo com o planeamento, treino e sistematização da equipa principal, terá que ver o futebol global do clube em linha com os objetivos da direção e que fomente um trabalho com o scouting e com a formação alinhado com essas mesmas premissas, etc, etc, ou seja, tem que ser um verdadeiro futebol manager e não apenas um coach.

    A hipótese que muitas pessoas colocam de o JJ regressar ao Benfica leva-me a achar que, das duas uma: Ou essas pessoas acreditam que o JJ mudou muito, ou acreditam que o projeto do Benfica irá mudar muito!
    Se por ventura nessas pessoas estiver incluída a direção do clube, ou de facto têm projeto muito bem delineado com aspetos que me estão a escapar (e desde já assumo que isso seja possível), ou diria então que o RV está alinhadíssimo com a direção do clube no que ao titubeanço diz respeito!

      • Za-Piuinha ( piada 🙂 ),
        Ultimamente não tenho comentado os comentários aos meus comentários, mas neste caso apetece-me dizer que não procuro ofender tal como não gosto que me tentem ofender a mim.
        Debate de ideias, troca de argumentos, com frontalidade e com memória de debates passados.
        Se vens cá há pouco tempo, sugiro que visites o passado do blog, que tal como o Benfica, tem também várias fases :), mas que, não obstante algumas coisas menos coerentes, tem sido a meu ver um ponto de paragem essencial para quem gosta de futebol.

  3. Reparem no símbolo do Benfica escolhido pela estrutura directiva. Vê-se acima do emblema do Benfica uma excrescência, na forma de várias estrelinhas. Quantas estrelinhas? Contem-mo-las: uma, duas, três. Porquê três? Ao menos que fossem duas, duas vezes campeão da Europa de Clubes. Mas não, são três, a celebrar mais de três dezenas de vitórias de um campeonato nacional limitado a três equipas e que insulta o espírito desportivo, a vontade de justiça. Pelo menos já correm, desde que a vitória vale três pontos, porque antes, há pouco mais de vinte anos atrás, o jogo era lento! E atrevo-me a dizer que a melhoria do nível da selecção nacional teve também a ver com isso. Voltando ao assunto presente, assim temos a verdadeira ambição de um clube, a partir da qual se define a escolha dos treinadores. Se ganha aos fracos, então serve.

  4. oh GV, nao me sei expressar em termos de modelos e taticas, mas uma coisa sei, a impressão geral que tenho de ver o Benfica jogar à bola.

    Sim, as grandes embirrações com Roberto e Emerson irritavam-me de sobremaneira, porque nem sequer era preciso ser profissional da bola para perceber quais eram os botões que se deviam pressionar para colocar esse Benfica em apuros, mas…

    diz-me sinceramente, gostas mais deste Benfica?

    Recuamos para aquele Benfica que qualquer equipa com menos recursos desmontava, defendendo com muitos e esperando pela altura certa para nos colocar em cheque. Com JJ, não me lembro disso!
    Lembro-me do chocolate que dávamos!

    Quanto à questão da formação, deves ser dos poucos que ainda vai na cantiga do Rui “o formador” vitória. Só lançou o Lindelof e o Ruben, quando já nem sequer o Lisandro estava disponível. Só lançou o Ederson quando o Julio César estava no estaleiro. Só lançou o Guedes quando o Jonas e o Salvio estavam indisponíveis, só lançou o Renato quando uma onda de lesões assolou o nosso meio campo…

    Para não falar no número de jogadores que estagnaram completamente quando chegaram às suas mãos, tipo Rafa ou Ziv, e até aqueles que parece que desaprenderam como o Samaris.
    Mas hey, aí se calhar o problema é deles, pois como o Professor Rui Carlos disse na FMH, jogador deste nivel que lhe chegue às mãos tem que perceber tudo que o escriva da “Arte da Guerra” pretende dos exercicios. O tempo é precioso para ele o desperdiçar a explicar exercícios.

    O JJ demorava todas as épocas a engatar? porque se calhar as peças fulcrais da equipa saíam dia 31 de Agosto, e só aí chegavam os reforços a sério. Enquanto algumas equipas estavam em pré-epoca desde 1 de Julho, nós começávamos a nossa na Liga dos Campeões.

    Acho que me perdi no que queria dizer mas pronto… o artigo, é sobre como os comportamentos defensivos da equipa não são como um tabuleiro de Xadrez em que todas as peças se protegem umas às outras e todas defendem a casa do Rei para evitar o cheque-mate…Se nos comem um Bispo lá na frente, abrem logo uma avenida em direção ao Rei.

    • Bruno,
      Não deves ter percebido que,
      1. Eu não gosto deste Benfica tal como está mas que isso não me leva a achar que a solução seja o regresso do JJ.
      2. Eu não disse que o RV é formador, disse sim que ele aceitou melhor a politica de transportar jogadores do Seixal para a equipa principal que é a politica definida pela direção (mal ou bem).
      3. Eu não estou a defender o RV, estou apenas a alertar para a existência de vários aspetos, porque é muito normal as pessoas quererem roturas quando as coisas não estão bem mas na maioria das vezes olham para as árvores e esquecem-se das florestas.

      Cumps,

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