Lição ofensiva do Sporting em Baku

Soma e Segue! No segundo jogo de Keizer no comando técnico do Sporting, eis que mais uma vitória para o treinador holandês, num jogo em que a equipa leonina voltou a demonstrar qualidade nos momentos ofensivos, e agressividade nos momentos de perda de bola contra um Qarabag demasiado preso às referências individuais na sua organização defensiva.

Em Baku, o Sporting voltou a mostrar sinais de crescimento no que toca ao seu momento ofensivo, quer pela forma como furou pelo corredor central através de combinações, quer pela forma como utilizou sistematicamente o princípio do terceiro homem para encontrar o homem livre e ligar o seu jogo nas costas dos sectores adversários. Foi uma equipa extremamente capaz de conectar o seu jogo desde trás, com paciência e critério por parte dos centrais e ainda, capaz de atrair dentro para juntar opositores e libertar fora (ver o lance da grande penalidade).

Na transição defensiva, o momento do jogo em que a equipa leonina poderá sentir mais dificuldades pela quantidade de jogadores que coloca à frente da linha da bola no seu momento ofensivo, o Sporting esteve extremamente agressivo nos segundos seguintes à perda. Foram raras as vezes que o Qarabag conseguiu sair da pressão após recuperação, com muito mérito dos leões na pressão após a perda. Além disso, Gudelj a condicionar homem-homem a saída em transição ofensiva pela referência da equipa do Azerbaijão e sempre muito próximo da zona da perda.
Como referi na análise ao jogo para a Taça de Portugal, o Sporting tem muito para crescer em todos os momentos do jogo. No entanto, o cenário é bem animador e os números de Keizer são bem demonstrativos disso mesmo. Dois jogos, dez golos marcados e uma agressividade ofensiva completamente diferente. A subida de rendimento abrupta de jogadores como Wendel, Bruno Fernandes, Nani e até Dost não é de estranhar dada a qualidade de jogo do Sporting desde a chegada do treinador holandês.

8 Comentários

  1. O Sporting, que era uma equipa de constante ataque pelas laterais, cruzamentos em catadupa e futebol de chutão, ganhou uma dimensão diferente com Keizer. O futebol interior floresceu, golos como o de Nani e o 2º de Bruno Fernandes são exemplo disso. Um dos jogadores que vai beneficiar muito desta forma de jogar será o Raphinha, um extremo com faro de golo que terá imensas oportunidades de aparecer mais ao centro para marcar. Uma nota para Wendell, que passa da Bancada para o Campo. Neste último jogo foi o motor do Sporting, tanto com transporte de bola como com passes rápidos.

  2. De facto este reinício de sporting está com bom aspeto.
    Ainda é muito cedo para tirar conclusões, mas desde logo é um reinício para o Nani (que infelizmente para o futebol tem tendência a desmotivar-se com o tempo como se se entediasse com as rotinas…) e é um regresso (diferente) do Bruno Fernandes que se arriscava a perder influência no jogo da equipa após a saída do JJ.
    É cedo, até porque foram dois jogos com adversários atípicos, mas os sinais são para já interessantes.

  3. E dizia o lord Péseiro que “jogar bem leva tempo”. “Mais lá prá frente”, “quando for possível”. “Para já o importante é ir ganhando”. Um autêntico meme de incompetência – em Alvalade, em Braga, em Guimarães e no Porto. Bem vindo de volta Sporting.

  4. Não tenho grandes dúvidas que o meu Sporting será campeão nacional, temos um plantel de boa qualidade, talvez o melhor desta década, semelhante ao Porto e superior ao Benfica e o Marcel Keizer parece-me ser um treinador Top Mundial, ao nível dos melhores do Mundo.

    Incrível como em 3 semanas consegue colocar o Sporting CP a jogar um futebol tão dominador, futebol super apoiado, sempre ao 1º e 2ºtoque, setores sempre juntos em organização ofensiva, diversos apoios ao portador de bola, muita gente na frente e uma pressão tremenda no pós perda.

    Falta alguma coordenação no momento de transição defensiva,quando a 1ªfase de pressão falha, mas é impossível uma equipa estar totalmente equilibrada, jogando sempre a 30 metros, com tanta gente na frente, não existem modelos perfeitos, mas este é o modelo de jogo que mais aproxima um clube das vitórias.

    Não ficaria admirado se vencessemos algum jogo por 7 ou 8, com este modelo vamos trucidar algumas equipas da 1ªLiga, vamos sofrer alguns golos, mas marcar muito mais, com melhor qualidade de jogo, valorizamos melhor os jogadores, teremos melhores resultados e mais gente no estádio.

    Acho que com Peseiro ou Tiago Fernandes podíamos ser campeões, mas dependeriam mais do mercado de Janeiro, com Keiser acredito no título mesmo sem reforços de valor em Janeiro, vai ser uma luta renhida com o Porto, mas acredito que seremos campeões, a não ser que hajam 2 ou 3 lesões graves.

    O Plantel tem algumas lacunas como todos tem em Portugal, precisamos de mais opções para a zona do miolo, Gudelj, Wendel, Bruno e Sturaro é curto, nas alas falta-nos 1 jogador como Raphinha, Diaby, Jovane e até Nani não são jogadores para nós e claro de pelo menos 1 PL, Montero e Castaignos não tem nível para este clube.

  5. A beleza (e a desgraca?) da internet ‘e que se pode dizer que se ‘e sem se ter de provar que ‘e. Aqui o ‘Bruno’ fala como sportinguista, mas nao sei se ‘e, so’ ele pode dizer, mas tenho duvidas. O que nao tenho duvidas ‘e que percebe 0 de futebol. Mas pronto, reserva-se-lhe a liberdade de expressao, eu reservo o meu direito de nao ligar.

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