Óliver Torres, o “Quarterback”

No último jogo no Dragão, o espanhol Óliver Torres deu uma lição de como fazer a bola chegar ao último espaço do campo (costas das defesas adversárias). Contra linhas defensivas verdadeiramente numerosas e como tal capazes de cortar possibilidades de a bola entrar em ruptura por baixo, o nível absurdo de Óliver a romper… por cima!

Porque o jogo com o Vitória não foi caso virgem, eis Óliver, o quarterback, só no último mês…


Sobre o jogo (planos, modelos, estratégias) e o treino estaremos um dia inteiro a falar com mais de uma dezena de profissionais, no Fórum do Lateral Esquerdo, com mais de uma de dezena de convidados do alto rendimento, para que todos possamos continuar a crescer.

INSCRIÇÕES PARA O FÓRUM JÁ ABERTAS (AQUI)

Com o apoio da CM Paredes e da Parjovem, com o patrocínio do CGD e da Prozis, e com o RECORD como media partner. – Brevemente divulgaremos mais convidados que se juntarão a: Nuno Manta, Manuel Cajuda, Fernando Valente, Rui Quinta, Ricardo Sousa e Bruno Fidalgo.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3583 artigos
Pedro Bouças - Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã" da PrimeBooks. Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

4 Comentários

  1. Continuo a achar esta forma uma das melhores para chegar a área adversário, uma boa coordenação dos “invasores” com o “passador” (sendo que este tem que ter qualidade, como tem Oliver) e cria-se imenso perigo pois quase sempre gera situações de vantagem ou igualdade numérica dentro da área adversária. Todos os jogos me pergunto como não se faz mais disto hoje em dia.

  2. A desvantagem das bolas aérea é que, se forem menos tensas, dão tempo para a defesa se recuperar enquanto a bola sobrevoa, ou seja a bola leva mais tempo para chegar ao destino.

  3. “To become a great quarterback, there must be instincts and intuition. This is the area that can be the difference between a very solid quarterback and a great quarterback. This isn’t an area you can do much with as a coach. You can certainly bring a quarterback up to a competitive standard, but to reach greatness the quarterback must possess that inherently (…) a quarterback must have physical, mental, emotional and instinctive traits that go well beyond the mere ability to pass a football. Still, if he can’t pass, he obviously won’t be a good quarterback either. For now, let’s assume our quarterback candidate has shown an ability to throw the ball. Now, he must be courageous and intensely competitive. He will be the one on the field who is running the team. His teammates must believe in him or it may not matter how much physical ability he has. If he is courageous and intensely competitive, then other players will know and respect that. This will be a foundation for becoming a leader. Naturally, he will have to perform up to certain physical standards to maintain that respect and become a leader. Arm strength is somewhat misleading. Some players can throw 80 yards, but they aren’t good passers. Good passing has to do with accuracy, timing, and throwing a ball with touch so it is catchable (…) The ability to read defenses is not something that players have learned to a high degree coming out of college. Even if they have, the pro defenses are very different. But most systems require quarterbacks to look at primary and secondary receivers, usually based on the defense that confronts him. You can see if he locates that secondary receiver – or maybe even an emergency outlet receiver – with ease or with a sense of urgency.
    (…) The single trait that separates great quarterbacks from good quarterbacks is the ability to make the great, spontaneous decision, especially at a crucial time (…) vision, mobility and what we will call spontaneous genius. He makes something good happen. This, of course, is what we saw in Joe Montana when he pulled out those dramatic victories for Notre Dame.”

    — Bill Walsh, https://maiorapremunt-adacta.blogspot.com/2011/03/tecnica-em-futebol-o-saber-fazer-que.html

    Maldini, isto lembra-me os primórdios do teu blogue e os tempos nos quais pensava ‘mas porque é que o Maldini está sempre a repetir o termo ‘decisão’. Como eu gostava que ele não o fizesse.’ Isto é semântica, claro, pouco ou nada importante já que a ideia por trás do termo escolhido foi sempre muito clara.

    “This should work like a natural progression, not a situation where it’s “Oh, now I must look over here … no, over there.” Se a ‘decisão’ é espontânea então não falamos de uma decisão (escolha), antes, de um dom que resulta de um entendimento perfeito onde tudo faz sentido e onde tudo é natural, fácil e instintivo. Instintivo, Óliver, e não é só no jogo com bola: O espanhol é provavelmente (não faça a mais pálida se é ou se não o é) um dos jogadores do FCP que quando joga mais se movimenta, estando constantemente a ler o jogo e a movimentar-se nesse sentido, algo que ele não conseguiria parar de fazer nem que tentasse. Mais, algo que faz dele um óptimo recuperador de bolas, sendo para aqui irrelevante se os números reflectem ou não essa inata característica deste jogador. Se não reflectem, é porque o treinador dele é um nabo.

    Um abraço enorme.

  4. E por se falar em espanhol, o Bruno Fernandes lá / já empatou a eliminatória em Valência. Maldini, se o Sporting ultrapassar o Villarreal, Keizer ver-se-á profundamente elogiado, em associação à recente vitória sobre o Braga, quando a leitura correcta seria / será a de que o Sporting se viu eliminado por exclusiva responsabilidade do seu treinador, e de mais ninguém.

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