3×2 – Defender em inferioridade – Meia distância

Há já algum tempo, escrevi por aqui como se poderiam abordar situações semelhantes à que apresento hoje. Na altura, Luisão dava a lição: https://www.lateralesquerdo.com/2017/03/18/condicionar-a-distancia-transicao-defensiva/

Desarme – Luisão – Transição Defensiva from Bruno Fidalgo on Vimeo.

O lance tem algumas semelhanças mas serve, sobretudo, para demonstrar que nem sempre a proteção do espaço central é a mais importante.

Num jogo em que apenas a trave impediu o Shakhtar de Paulo Fonseca de empatar, frente a um difícil adversário, foi num momento de inferioridade numérica que equipa ficou afastada da eliminatória.

Apesar não me parecer perfeita, a ação do central não expôs completamente a equipa. Ao manter uma distância igual entre o possível recetor e o local onde melhor taparia a progressão em direção à baliza, o central acabaria por condicionar a ação do portador, diminuindo-lhe as probabilidades de sucesso.

Não é zona mas também não é marcação – meia distância

Novamente, a meia distância a poder funcionar como arma para o posicionamento defensivo.

Bruno Fidalgo
Sobre Bruno Fidalgo 75 artigos
Licenciado em Ciências do Desporto. Criador e autor do blog Código Futebolístico. À função de treinador tem aliado alguns trabalhos como observador.

1 Comentário

  1. A situção do Luisão não é em nada semelhante, é um 3×3 e a solução onde o portador da bola pode criar o 2×1 é no lado do Luisão, daí a forma como ele condiciona o portador para o 2×2. No caso do Shaktar se o posicionamento fosse 1m mais para fora permitiria o 2×1 no corredor central ou bola no espaço entre os centrais. Mas é futebol e cada um tem o seu ponto de vista.

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