SL BENFICA – Quem melhor expressa a ideia de jogo – Deu a vitória a Lage

Um onze inicial que surpreendeu tudo e todos, mas tiveram de ser os jogadores que melhor expressam a forma de jogar desenvolvida por Bruno Lage para consumar a reviravolta na eliminatória!

SL BENFICA entrou em campo com um ½ campo inédito, Fejsa e Gabriel, uma frente de ataque ainda não vista – Jota e Rafa, e um lateral esquerdo, Yuri Ribeiro, que tem sempre a ingrata missão de substituir o craque Grimaldo.

Ideia clara de Bruno Lage: Gabriel e Fejsa lado a lado, movimentos interiores de Zivkovic e Pizzi e Liberdade para Jota e Rafa com, principalmente, envolvimentos de Yuri Ribeiro em profundidade no corredor esquerdo.

Porém, grande dificuldade de Jota e Rafa para jogarem em apoio, onde muitas vezes foram confrontados com movimentos “dentro da cabine telefónica”  e a ter de tomar decisões de costas para a baliza do Dinamo. Cá esta, adequação da forma de jogar, considerando o contexto e as características individuais dos teus jogadores.  Fica mais difícil.

Zivkovic lento a entender como explorar o espaço interior que o Dinamo de Zagreb lhe oferecia.

Em 1.4.1.4.1, a equipa Croata possibilitava que Zivkovic e Pizzi recebessem, na fase de criação, passes de Gabriel ou de Ferro e, sozinhos, orientados para a baliza do guardião Livakovic poderiam criar situações de perigo.

Muita ligação perdida, pouca capacidade de interação destes jogadores e uma 1ª parte muito aquém das exigências e responsabilidades do jogo.

Ao Intervalo, e com naturalidade, Bruno Lage lança Jonas e Grimaldo. Zivkovic e Yuri Ribeiro ficam no balneário.

As mesmas ideias, interpretes diferentes, mais adequados aos contextos e a qualidade sobe. Jonas com liberdade para receber a bola entre linhas e iniciar combinações com Rafa, Jota, Pizzi, mas também, naturalmente, para receber de costas e garantir qualidade nas interações.  

Grimaldo, com espaço para subir no terreno e até Gabriel ligeiramente subido, principalmente para garantir a cobertura ofensiva e defensiva ao lateral espanhol.

Com este comportamento de Grimaldo e Gabriel, existiu espaço para que Bruno Lage fosse constantemente dando indicações a Ferro para se libertar e poder ele fazer passes a queimar linhas ou até a progredir para criar desequilíbrios, atrair adversário e libertar espaço para Jota, Grimaldo, Jonas e Pizzi. Exemplo claro desta dinâmica no golo de Jonas.

A colaboração entre o Blog Lateral Esquerdo e a Coach ID pretende não só refletir sobre os aspetos do jogo mas também (uma vez que somos treinadores de Futebol),  propor um exercício que poderia ajudar na resolução de alguns problemas identificados na nossa análise.

No jogo de ontem, da Liga Europa, foram evidentes os problemas do SL Benfica em explorar o espaço livre deixado pelo Dinamo Zagreb na sua estrutura de 1.4.1.4.1. Zivkovic, Rafa e Jota não conseguiram utilizar com sucesso as zonas interiores por detrás da linha média do adversário.

Como tal, propomos o seguinte exercício:

Forma: GR + 7 x 8

Objectivo:

Org. Ofensiva – Ligação sectores com movimento interior dos Médios Ala.

Exploração do espaço em círculo vermelho.

Atração do ADV em círculo Amarelo. (deve ocorrer tanto em Fejsa como Gabriel)

Coordenação de ação entre Lateral, Ala e Médio de Organização, com dinâmica de profundidade dos 2 avançados móveis.

Capacidade de furar espaços entre linhas e procurar ações de finalização dentro da área (com movimentos de ruptura dos avançados).

Dinâmica:

Bola inicia-se sempre dos Vermelhos.

Atração do adversário por Gabriel e Fejsa. Momento de paciência para atrair adversário.

Momento de coordenação através de apoio de lateral dos vermelhos a Gabriel e espaço livre a aproveitar por ALA (Zivkovic).

Bola dentro em Zivkovic ou Pizzi, movimento de ruptura de Jota e Rafa e profundidade por Lateral.

Coberturas de 2 Médios centros e de Lateral do lado oposto, com subida do bloco.

Azuis se conquistam bola entre a linha da grande área e ½ campo, devem procurar fazer golo nas 3 balizas identificadas (sendo a amarela a mais valiosa /Petkovic).

Se Azuis conquistarem bola no espaço entre baliza e linha grande área, devem fazer passe para um dos médios centros, e procurar atingir balizas pequenas.  Vermelhos não deve permitir.

Esta é a 1ª publicação de uma parceria que nos satisfaz bastante, já que a premissa de ambos os projetos é procurar o desenvolvimento do treinador, clubes, jogadores e todos os intervenientes no nosso futebol.

Cá estamos a procurar concretizar esse propósito.

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Aproveitem!

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Um abraço

AcácioSantos

COACHID CO-FOUNDER

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2 Comentários

  1. Muito bom artigo, como já é hábito cá da casa. Tenho uma questão, ou reflexão que gostava de perceber a vossa opinião.

    Em relação ás balizas reduzidas nos exercícios. Como está exposto, uma baliza mais valiosa (a do corredor central) parece-me muito bem e aqui não tenho nada a dizer.

    Agora, faz-me uma confusão tremenda exercícios com duas balizas laterais (bem em largura). Qual é o objectivo? Explorar o jogo nos corredores? Mas e quem está do outro lado? Como defende? Como segue princípios para fechar o corredor central? E quem atacam que fecha os olhos ao mais importante corredor?

    Como estudante universitário, no intuito de me formar como treinador de futebol, são questões que vou reflectindo, pela confusão que me fazem. Gostaria de saber a vossa opinião, em relação a esse tipo de exercícios (com apenas duas balizas laterais)

    Na prática, pessoalmente, ao jogar com tais condições sinto-me verdadeiramente perdido. A defender, o chip é fechar o corredor central, e vejo-me constantemente a procurar fechar o corredor lateral, deixando buracos no meio…A atacar, vejo-me a fechar os olhos ao espaço central…

    Gostava de saber a vossa opinião…Porque a chama do futebol é mesmo esta: nada é exacto, tudo pode e deverá ser reflectido, questionado, melhorado…

    Abraço

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