Curtas de Alvalade

  • Entrada forte e eficácia – Grande passe de Phellype e finalização de Wendel colocaram o Sporting em vantagem – Erro grave de enquadramento de Claudemir, mas porque perante um ultra competitivo Bruno Fernandes, valeu o segundo golo e mesmo numa partida até então sem desequilibrio demasiado evidente, o Sporting conquistou vantagem importante que valeria os três pontos;
  • Jogo incrível de Mathieu – Não apenas com o critério habitual com bola, mas defensivamente em todas as fases a deixar marca – Ora encurtando a equipa, ou saindo para impedir criação. Também na resposta aos cruzamentos foi verdadeiramente gigante;
  • Sporting organizado em campo da mesma forma com que se havia preparado na pré temporada – Corredor direito a dois, com lateral mais baixo e Raphinha mais adiantado, e corredor esquerdo todo para o lataral (Acuña), enquanto que ao redor do ponta de lança em zona de criação aproximava-se Bruno Fernandes e Diaby que vinha de fora para dentro;
  • Enorme segunda parte do Sporting de Braga, a encontrar com tremenda facilidade o caminho até ao último terço – Sporting incapaz de estancar as saídas para o ataque arsenalistas e cada ataque bracarense terminou em possível situação de perigo;
  • André Horta jogaria em qualquer clube do futebol nacional! Que recital em Alvalade – Dos seus pés tudo sai a brilhar;
  • Incapaz de estancar a chegada, Keizer reforçou a linha defensiva com Neto – Não impediu criação, mas fortaleceu última linha para responder às possíveis finalizações do Braga;
  • Vitória muito importante e perante um Braga que competirá pelos primeiros lugares, mas ainda um Sporting ofensivamente à espera de momentos avulsos para vencer, nas asas de recortes individuais, e defensivamente sem capacidade para controlar o jogo;
  • Que potencial tem Wendel para um jogo de transições – E com definição sempre que chega à área adversária!
início de Construção – Quando inicia progressão, começa a dinâmica (ver imagem 2) de movimentos – Subida de Acuña; Diaby procura espaço dentro e Wendel vem tocar mais baixo
Corredor Assimétrico e Bruno Fernandes com Diaby no Corredor Central, entre linhas, com Phellipe que se mostra para tocar nos colegas de frente

3 Comentários

  1. Coloco uma questão que me surgiu diversas vezes enquanto via a segunda parte do jogo de ontem: tendo em consideração que, mais coisa, menos coisa, este será o 11 base do Sporting (será apenas uma questão de tempo até Thierry e principalmente Diaby saírem dele), o que fazer para estancar as transições dos adversários? Trabalhar a reacção à perda? Dinamizar as posições defensivas no sentido de subirem para encurtar espaços? É que se, de facto, há mérito do Braga em chegar com facilidade à área do Sporting, na minha opinião há grande demérito do Sporting nesse aspecto, porque sempre que não tem a bola o Sporting aparenta ser uma equipa apanhada desprevenida (mesmo quando tal não sucede) e em regime de “bombeiros”, ou seja, os jogadores estão mais preocupados em travar o adversário à medida que ele avança, do que em arranjar um processo, algo coordenado e sistemático para prevenir que isso aconteça.

    Dois apontamentos só para acrescentar algo que ontem partilhei com amigos meus enquanto via o jogo e que de certa forma vi aqui mais ou menos abordados: os irmãos Horta são mesmo bons jogadores e tivessem passado eles no Benfica com Lage e não teriam saído de lá; se Wendel apurar mais o “saber estar” defensivo, a sincronização com os companheiros da linha de trás vai ser um portento no espaço de um/dois anos.

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