Com distinção – Que venha o Luxemburgo

O adversário tudo permitiu é certo – E é importante afirmá-lo para que os primeiros dez comentários na caixa não sejam a referi-lo – mas a selecção nacional que no Algarve deu um passo importante (falta outro) para estar no Europeu esteve a um nível elevadíssimo.

  • A facilidade em passar no 1×1 – Não apenas, mas sobretudo Bernardo Silva, foi determinante para que cada ataque trouxesse um lance de perigo
  • Para lá da facilidade em “desembrulhar” 1×1 em espaços curtos, a chegada com muita pausa ao último terço, manteve jogadores sempre muito próximos e com isso: – Combinações sucessivas a romper pelos espaços vazios; Melhor reacção na perda da bola
  • É quando se pode comparar com todos os outros na hora de finalizar que se percebe ainda mais as valências de Cristiano Ronaldo. A diferença de eficácia absurda de Ronaldo para Paciência, que teve até mais bolas claras de golo que Cristiano construiu o resultado, e permite a quem tiver ainda dificuldades em entende-lo o porquê de continuar a alimentar discussões importantes
  • Combinações constantes e chegada com espaço à área adversária – Sem correria insípida, com ideias e aproximação conjunta – A Lituânia pode não ter dado réplica, mas Portugal escolheu muito bem as suas rotas ofensivas
Posicionamento médio do 11 titular – Fonte: SofaScore: 6 – Fonte; 4 – Dias; 15 – Ricardo; 18 – Neves; 16 – Bruno; 19 – Mário Rui; 21 – Pizzi; 10 – Bernardo; 7 – Ronaldo; 14 – Paciência
Entradas para Criação com muita proximidade conjunta
  • A segunda parte trouxe o que a primeira havia prometido – Muitos golos – Excelentes recortes individuais e combinações colectivas num jogo de sentido único.

Hoje, no “Futebol a Sério” do Canal 11, estarei a apresentar o momento em que o Luxemburgo, o último obstáculo entre Portugal e o Europeu, mais problemas poderá trazer à nossa selecção.


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Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3699 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

4 Comentários

  1. O aspeto que retenho do jogo é que acho que foi a primeira vez que o FS meteu um onze declaradamente de ataque. O resto acho que foi a qualidade individual a sobressair potenciado pelo onze escolhido com destaque para o Bernardo.

  2. Finalmente, Bernardo, Neves, Pereira e Pizzi juntos.

    Poderia acrescentar Fernandes, mas está, declaradamente, hoje em dia, abaixo dos outros.

    Não olhar a nomes dá nisto: qualidade.

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