A primeira pressão do Gladbach vs Bayern Munique

O Borussia Monchegladbach recebeu na última jornada o Bayern Munique e tentava defender a liderança da Bundesliga. O treinador Marco Rose estruturou a equipa no habitual 4x4x2 losango e começou a pressionar alto a saída de bola do Bayern que não desfez o 4x2x3x1.

O médio ofensivo do Gladbach, Stindl, encaixava em Thiago com os avançados à entrada da área prontos a sair na pressão aos centrais. Os médios ocupavam posições interiores saltando à pressão quando a bola entrava nos laterais, sendo que nesta circunstância o médio oposto ao lado da bola tinha a preocupação de fechar junto do pivô. Mas já aqui a superioridade numérica do Bayern era evidente com Stindl a ter de lidar com 2 médios adversários

A ideia de pressão não resultou porque o Bayern foi capaz de fazer a bola andar por um de dois espaços: as costas de Stindl (visível na imagem acima – com Goretzka ou Tolisso a juntarem-se a Thiago e a criar superioridade numérica) com lateral a ligar jogo com médios no corredor central, ou o espaço nas costas do médio interior seja com passe vertical para os homens da frente ou condução do lateral (mais frequente quando Hofmann ou Bénes chegavam atrasados à pressão ou fechavam linha de passe para o meio, “convidando” a jogar pelo corredor lateral).

Enquanto o Borussia Monchegladbach pressionou desta forma, o Bayern conseguiu chegar ao último terço em boas condições por duas vezes (nas restantes a intensa pressão aos homens da frente que recebiam entre linhas e a má definição, dos jogadores do Bayern nesse espaço, ao teimarem na procura do homem à largura fez com que o Gladbach controlasse). No lance abaixo Kimmich encontra Thiago entre linhas ainda no meio-campo defensivo e o espanhol tem espaço e boas condições para definir e dar em Tolisso, que já no último terço faz a bola chegar ao lado contrário a Lewandowski através de Coman. O lance termina com remate ao 2º poste mas ao lado

Por volta dos 25 minutos o Borussia Monchegladbach alterou a forma de pressionar a 1ª fase de construção adversária. O 4x4x2 losango em bloco alto, deu origem a um 4x2x3x1 em bloco médio. A A estratégia pareceu passar por levar o jogo para os corredores laterais e criar uma zona de pressão, à entrada do meio-campo do Borussia Monchegladbach. Com as linhas compactas, e especial atenção a fechar a linha de passe para Thiago no corredor central, assim que a bola entrava nessa zona, o extremo ou lateral do Gladbach saia na pressão (quem estivesse mais próximo) auxiliados por um elemento do duplo pivô e central. Ao contrário da formulação anterior, a defesa do espaço interior foi prioritária, uma vez com a bola fora quem saia à pressão tinha cobertura que dificultava ao máximo a bola de entrar em espaços mais centrais.

Com esta distribuição foi mais complicado ao Bayern chegar ao último terço do campo. Conseguiu-o quando após recuperar a bola o Gladbach não estava plenamente organizado. Nesses momentos a equipa recolhia e defendia próxima da sua grande área onde foi tendo uma excelente resposta a cruzamentos.

O Bayern acabou por ser superior e o Borussia teve a sorte do jogo, no entanto, é de notar as alterações efectuadas por Marco Rose que permitiram equilibrar a partida, quando percebeu que o plano inicial não estava a funcionar

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