Derby Encarnado

Depois de uma entrada muito forte do Benfica na partida, o jogo acabou por e equilibrar e resolver no detalhe. Detalhe expresso em mais qualidade menos erro.

Errou Ferro no Benfica mas Camacho não aproveitou. Errou Ilori, ignorando momento para subir acompanhando linha defensiva leonina e Rafa por duas vezes penalizou o Sporting.

Weigl e Gabriel estiveram em destaque no derby. O Alemão competente em todas as situações, é um garante de fiabilidade defensiva pela forma como ocupa o espaço e recupera interceptando passes adversários, mas sobretudo pela qualidade do seu gesto técnico. É um elemento que vai ganhando preponderância cada vez mais não apenas na construção mas até nas saídas rápidas após recuperação, pela velocidade a que descobre colegas em situação mais vantajosa e pela capacidade que tem de lá colocar a bola.

Deu bastante nas vistas Gabriel Pires pelo número de bolas que recuperou – Muitas das boas possibilidades encarnadas vieram dos duelos que venceu sobre os médios leoninos. Ao contrário do alemão, Gabriel vale sobretudo por esse trabalho defensivo de excelência na recuperação da posse. Porém, e ao contrário daquilo que comumente se valoriza no médio, não é um jogador de equipa grande em posse. Doze perdas em Alvalade, percentagem abaixo dos setenta porcento de passe ainda na primeira parte – subiria para os oitenta – impedem qualquer equipa de se instalar consecutivamente no meio campo ofensivo, pois obriga todos os elementos a um esforço redobrado para voltar a ocupar as posições defensivas.

Termina assim a primeira volta com um Benfica em fuga, e agora reforçado com a recuperação de Rafa Silva, Chiquinho e a chegada de Weigl.

Bruno Lage terá conseguido ultrapassar a tormenta da Liga dos Campeões – Prova que tem sistematicamente enfraquecido injustamente a imagem dos treinadores dos encarnados, e o Benfica tem agora condições para ir à procura do bicampeonato.


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1 Comentário

  1. Não percebi esta analise, em função da anterior “Mais um jogo de nível baixo de Gabriel. As suas constantes perdas de bola foram a razão pelo qual o Benfica sentiu dificuldades para ser uma equipa de Organização, ao contrário de Vinícius”!
    – Destaco do lado do benfica o A.almeida, cervi e vinicius.. Quem acho que esteve abaixo foi o chiquinho, ferro (novamente e apenas erro dele na abordagem) e weigl.
    – Não concordo com a vossa analise do weigl, pois atualmente, e cingindo-se apenas na questão defensiva, quer o florentino, quer o samaris, penso que dão muito mais à equipa, pois já estão rotinados nos equilibrios posicionais.. Volto a frisar que não discuto a qualidade dele, mas acho prematuro estar a ser lançado a titular e injusto para os colegas (tino-samaris-fejsa (este ultimo caso ainda conte!)). Refiro isto, pois na dupla gabriel/weigl fica a duvida de quem é a posição 6. Começa o weigl, falha, e têm de ser compensado pelo gabriel, com claro prejuizo para a equipa.
    – Saliento outro aspecto negativo no GR, que nas saidas na baliza tremeu um pouco, e com a defesa subida têm de dar mais segurança como libro e recolher as bolas, ao inves de ficar entre os postes.
    – Ganhou o benfica, com a posição do cervi e a forma como condicionaram a saida de bola e forçaram a sua perda.
    – Ganhou o benfica, pois o sporting não explorou a lacuna sistematica do benfica, talvez por não ter conseguido sair em posse logo na sua 1ª linha, onde dou mérito ao benfica pela sua pressão.
    – Do lado do sporting não analisou, pois o meu clube é o benfica e gosto de ver a busca da perfeição… embora ache que o sporting precisa de 2 homens do centro do terreno, um extremo e dois avançados. Claramente que o braga têm melhor plantel que o sporting e fico na duvida face ao famalicão!

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