A pressão alta e o desbloqueador Trincão

Vivemos numa era em que o olho destreinado acredita que em todo e qualquer momento se deve pressionar o adversário em cima. Encara-o como um sinal de vitalidade e de força. Porém, demasiadas vezes é apenas resultante de um processo de pouca inteligência tática. Porque a manta não se estende pelo campo todo e quando do outro lado há competência para furar tal pressão, o campo abrir-se-à para que avançados com boas qualidades físicas, técnicas e cognitivas já tenham espaços para explorar.

Decidir pressionar em cima depende portanto das qualidades defensivas dos teus jogadores, mas também das qualidades ofensivas dos jogadores adversários. O individual guia o plano colectivo. Ser pressionante com Henderson e Wijnaldum que vão e voltam num segundo e ainda interceptam e roubam bolas num piscar de olhos não terá o mesmo resultado de ir pressionar com dois sornas. Assim como apertar Messi não terá o mesmo resultado defensivo que ir apertar o Bas Dost. E é no equilíbrio e na percepção do possível resultado do pressing que se devem tomar decisões.

Porque quando estendes a equipa, é bom que estejas consciente de que terás de vencer todos os duelos, sob pena de em caso de algum perdido, o campo se abrir para um ataque rápido adversário.

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1 Comentário

  1. Vocês passam a vida a relembrar que os leigos não percebem nada de bola, revelando “pouca inteligência táctica”, “pedem chutão”, “não percebem nada de bola”.
    Claro que não percebemos, somos leigos. Escrever bem é difícil, mas enjoa tanta petulância para o comum adepto, aquele que sustenta e alimenta o maior e melhor desporto do mundo.

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