Jamor sofrido

Curtas de um jogo onde para o Benfica, o resultado foi bastante melhor que a exibição.

  • Entrada tranquila no jogo não faria prever as dificuldades gigantescas que a equipa de Bruno Lage sofreu na etapa complementar – Marcou numa recuperação alta, situação que garantidamente havia estado presente no plano de jogo como opção estratégica, afinal é por ali que o Famalicão tem vindo a oferecer consecutivamente golos aos seus opositores;
  • O golo em Transição tem o excelente e habitual movimento de Vinícius de dentro para fora para receber na profundidade e usar o pé esquerdo para procurar colegas na área, e um toque genial de Franco Cervi para facilitar a finalização a Pizzi. Depois do golo, praticamente não houve mais Benfica. Mesmo quando tentou manter a posse (e na primeira parte foi quem mais a teve), foi perdendo bolas por parecerem os seus jogadores estar algumas velocidades a menos do que o próprio jogo – Pizzi é um caso óbvio de quem defensivamente ou não ocupa o espaço convenientemente, ou quando está, é sempre batido sem causar grande dificuldade aos adversários. O seu corredor é uma fonte de desequilíbrios que obriga toda a estrutura a readaptar o seu posicionamento;
  • No corredor esquerdo não mais é possível esconder as debilidades de Ferro e Grimaldo no momento defensivo (Tantas vezes referenciadas cá, bem antes dos golos sofridos do Benfica). Um clube grande que tem obrigatoriamente de em muitas situações num jogo ter a sua última linha a defender espaços largos, sofrerá sempre em demasia quando há individualidades muito fracas nos duelos. Com a qualidade de execução que ambos têm, é precisamente tudo o que é defensivo que os trai e impede de serem jogadores atrativos para outras Ligas;
  • Segunda parte de elevada capacidade de criação do Famalicão. Cada ataque chegou a zonas de finalização, e de forma bem perigosa. Mexeu tarde Bruno Lage com a entrada de Samaris. O Benfica foi ao longo de toda a segunda parte incapaz de suster a entrada para zona de criação do Famalicão e exigia-se a entrada de Samaris e a mudança para um sistema com uma protecção à linha média a 4 bem antes de tamanho sufoco. É certo que o resultado (Benfica em vantagem) foi permitindo deixar adiantar o tempo sem fechar o campo, mas as dificuldades no jogo estavam a fazer adivinhar o que poderia ter acontecido mais cedo;
  • Regresso de Florentino marcado pela simplicidade habitual com bola – Pouco erro, mas sem conseguir carregar a construção, e maior incapacidade no momento defensivo do que outrora. Continua a ser um jogador de potencial imenso, mas que claramente está hoje atrás dos colegas;
  • Enorme exibição do Famalicão, que mesmo com erros em zonas importantes, que valeram o golo ao Benfica, e outros poderiam ter acontecido, foi capaz de chegar a zona de finalização como nenhuma outra – Nem mesmo o FC Porto – na realidade nacional.

2 Comentários

  1. Foi um jogo terrível do Benfica, completamente descontrolado, estendido no campo em largura e comprimento, sem ganhar duelos, sem força, sem ideias, e ao contrário do que dizem sobre o Pizzi a equipa jogou foi sempre com uma mudança acima, essa ideia de lhes apertar na saída ppara depois ser tudo rápido, rápido, rápido por vezes mete nojo, viu-se bem na primeira parte em duas transições do Rafa (parecia uma galinha a correr sem cabeça, fez um jogo lamentável) e outra do Taarabt que a pressa de isolar o colega é quase sempre inimiga do sucesso. O Benfica neste momento é uma equipa estropiada quando tenta pressionar, mesmo quando ganha algumas vezes a bola, sobretudo contra equipas com qualidade na construção. A menor competência do Ferro e do Grimaldo também é potenciada por uma equipa que os atira aos leões de 72 em 72 horas. Quando o jogador com mais cabeça e coragem é o Cervi está quase tudo dito.

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