Benfica – Curtas, Noite fria na Ucrânia

Regresso da Europa para o Benfica, e sem que os encarnados se tenham conseguido dissociar do difícil momento interno que atravessam

1º parte

  • Benfica no seu habitual 442, com Pizzi a fazer de segundo avançado, e Chiquinho no corredor – Provavelmente por não conseguir o transmontano garantir segurança nos momentos defensivos. Pizzi e Seferovic tentaram sempre fechar o espaço nas suas costas, para que o jogo interior do Shakhtar fosse desde cedo interrompido. Apesar disso foi sempre a equipa de Luís Castro quem foi protagonista, saindo desde trás ligando fases de forma consecutiva;
  • Dificuldade do Benfica para chegar e encontrar os seus jogadores mais avançados, sobretudo entre criação e finalização, contando apenas com um remate de Pizzi na 1ºparte, em mais uma exibição pobre em termos de criação;
  • Em momento de organização defensiva, Benfica sempre muito curto, linhas juntas, sem muito espaço entre linhas, mas demasiado passivos a encurtar distancias na portador da bola – para além de demasiado frágeis nos duelos… Defender não basta estar bem posicionado se no bom posicionamento não há imposição;
  • Demasiado evidente o momento menos bom que Ferro atravessa, sendo demasiado fácil passar por ele, voltou a demonstrar enormes dificuldades quando adversário está em 1×1. enquadrado e em progressão em velocidade;

2ºparte

  • Shakhtar mais rápido a circular bola, e com os seus jogadores a recorrerem a mais momentos de condução e drible, com isto os jogadores do Benfica foram demasiadas vezes ultrapassados, obrigados a coberturas sucessivas ao colega ultrapassado e acabaram por suceder oportunidades para finalização por parte dos Ucranianos – Diferença muito notória no talento individual dos diversos jogadores das duas equipas;
  • A equipa de Luís Castro , sempre mais competente em org ofe, mas foi através de mais um erro individual que chega ao 2-1, com Rubén a facilitar num lance nada habitual no central do Benfica.

Destaques

  • Alan Patrick – demasiado fácil jogar com ele, encontra soluções, têm chegada apra finalizar, um verdadeiro médio completo;
  • Chiquinho – chamado ao corredor, foi sempre dos mais equilibrados, ajudando Tomás, e com critério para sair quando ganhava bola;

Resumo

  • É urgente uma revisão da matéria, na equipa de Lage, 4 jogos com exibições menos conseguidas, que ditam resultados que já não se viam algum tempo. Numa fase critica da época, é um Benfica desequilibrado e com demasiados erros individuais, e muita passividade. Será uma tarefa árdua reverter a desvantagem no Estádio da Luz.
Sobre Zanetti 20 artigos
Treinador De Futebol, com passagens por clubes do Campeonato de Portugal. Licenciatura em Ciências do Desporto.

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