O individual que dá o salto para o colectivo

Recentemente (aqui) falou-se sobre a importância de potenciar o individual para que o jogo colectivo possa ter sentido / sucesso desejado.

Um dos exemplos dados foi:

Um defesa central tem de saber posicionar-se, orientar o corpo por forma a poder reagir mais rápido, mas se não souber como saltar – aplicação da força – não adiantará estar tudo certinho em tudo o mais, porque o ponta de lança irá fazer golo de qualquer das formas, saltando por cima do bem posicionado central.

Ao rever o Tottenham x Leipzig da presente edição da Liga dos Campeões, não foi necessário mais de um minuto de jogo para encontrar um lance que traduz perfeitamente o exemplo que foi dado. Quanto maior é o contexto competitivo, mais diferenciador é o rendimento e a capacidade individual. Mesmo nos pequenos pormenores como a forma como se salta a uma bola, é o individual que faz o colectivo funcionar. Ou não. Porque nos dias de hoje, e sobretudo em solo Europeu e nos principais campeonatos, não há propriamente equipas que não saibam ou conheçam princípios colectivos, mesmo que umas sigam por uns estilos e outras por outros.

Ganhar aquela bola no ar parece tantas vezes irrelevante, mas é, por exemplo, o que permite poder pressionar mantendo o adversário fechado no seu meio campo defensivo, quando esta é a forma que ele procura para sair do pressing.

Foram longos os primeiros 90 segundos de jogo em Londres para o Tottenham. Encurralado no seu meio campo sem encontrar saída por baixo nem por cima, perante a competência colectiva de um Leipzig bem preparado tacticamente e “armado” individualmente para contrariar a equipa de Mourinho.

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