A besta e a velocidade do jogo

A grande diferença é que hoje o jogo é muito mais rápido

Abel Ferreira

Uma nova tendência que vai despertando no futebol actual é a impressionante velocidade de alguns defesas centrais. Sempre nos habituámos a ver na posição jogadores de grandes capacidades condicionais, mas no que concerne à velocidade, tempos houve em que a triagem realizada logo nas camadas jovens impelia os mais rápidos para o corredor lateral.

O jogo não é mais rápido porque os jogadores são apenas mais velozes na passada. Tudo se vai modificando maioritariamente pelo aperfeiçoar do lado cognitivo, pela melhoria da tomada de decisão que traz a eficiência de cada gesto. Mas, também por isso, intensifica-se a procura por quem chega primeiro porque mais veloz na passada.

Mohammed Salisu, defesa central do Valladolid desperta as atenções na Europa do futebol, e o apelido de “besta” desvenda desde logo não apenas a sua robustez física, mas também as suas impressionantes capacidades condicionais.

Com conceitos sobre como orientar o corpo já muito bem apreendidos – Dos posicionamentos laterais, à decisão sobre como rodar o corpo em cada mudança de direcção – Vai desenvolvendo o lado táctico da posição, e aos 21 anos prepara-se para chegar e ter impacto num patamar superior.

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