O regresso do imperador Müller e do jogo cognitivo.

A chegada de Hans Flick ao comando do Bayern reestruturou a equipa e devolveu a essência vencedora ao campeão alemão. Com Flick ao comando, a equipa voltou a ser dominadora, a controlar o jogo com bola e a fazer brilhar os seus craques. Uma das evidências dessa identidade é o já experiente Thomas Muller, que tem um papel de destaque neste Bayern, tanto no campo como fora dele.

Aos 30 anos, Muller é um jogador diferente do que era quando apareceu, mas beneficia de um músculo que tende a melhorar com a idade: o cérebro. O craque alemão controla e compreende todas as ações com bola do Bayern, antecipando cada lance através do seu posicionamento, orientação corporal e movimentações que permitem criar espaço para quem o rodeia (Gnabry, Lewandowski e companhia beneficiam muito da inteligência de movimentos de Muller).

Jogando quase sempre a um ou dois toques, Muller tem lugar cativo no espaço entre a linha média e linha defensiva dos adversários, aguentando a posição, servindo como apoio e arrastando adversários com as suas movimentações. Esta semana, o craque alemão voltou a dar espetáculo frente ao Dortmund e mostrou detalhes cognitivos fantásticos:

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Sobre RobertPires 6 artigos
Rodrigo Carvalho. 23 anos, experiência como treinador adjunto e analista em equipas séniores em Portugal e nos Estados Unidos. Passou pela Federação de Futebol dos Estados Unidos no departamento de Formação de Treinadores. Em colaboração com a Proscout, trabalhou diretamente com equipas técnicas profissionais e produziu relatórios de jogadores. Podem seguir muito do seu trabalho em @rodrigoccc97 no Twitter.

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