O ano é 2026 e Portugal estreou-se no Mundial a vencer a Argentina… agora sem Messi

Estreia prometedora da selecção portuguesa no grande Mundial da Alemanha. João Felix empatou a partida ainda na primeira parte, e o recém entrado Tiago Gouveia sentenciou o resultado para a equipa de José Mourinho.

Destaques Individuais:

Max. Aos vinte e sete anos cumpre o que prometeu desde bem jovem. Foi uma barreira quase intransponível ao longo de toda a partida. Cresceu bastante no posicionamento defensivo quando a linha defensiva está alta, e ainda serviu como referência em cobertura ofensiva.

Diogo Dalot. Perdeu-se a conta ao número de vezes que percorreu o corredor direito em constante aceleração. Forte nos duelos defensivos, fechou o seu espaço e ainda surgiu incessantemente no último terço a alimentar a zona de finalização. Um prodígio físico com grande qualidade técnica. É um dos melhores laterais do futebol mundial e o nível a que se apresentou não foi uma novidade.

Rúben Dias. Aos 29 anos vive um período dourado. Impressionante a forma como se impôs em todos os duelos no seu raio de acção. Posicionamento sublime bem como a capacidade de movimentação. Se estar bem posicionado não é apenas ocupar o espaço, mas também ter o corpo bem orientado e rodar sempre de forma eficiente, Rúben Dias demonstra bem o porquê de tanta competência.

Eduardo Quaresma. Chegou ao Mundial depois de uma temporada sensacional na Premier League, o central formado no Sporting. Aos 24 anos demonstra a maturidade competitiva dos grandes talentos. Agilidade e destreza motora bem notória, foi o elemento do sector mais recuado mais capaz de dar sentido à construção lusa, iniciando ele próprio, tantas vezes em progressão, primeiro desequilíbrio ofensivo.

Guilherme Montoia. Aos 22 anos o canhoto formado no Benfica transpira elegância. Passada larga, destreza, gesto técnico e uma tomada de decisão de nível elevadíssimo que lhe permite ligar constantemente o jogo com os espaços interiores. Imbatível nas abordagens defensivas, Montoia foi o garante de segurança de todo o corredor esquerdo.

Dário Essugo. Autêntico “monstro” no meio campo luso. O médio formado no Sporting encheu, como sempre, todo o sector. A cadência de passada que lhe permite viajar e entrar em cada lance num piscar de olhos, a forma como se impõe em cada duelo, roubando dezenas de bolas e a qualidade assombrosa com que tira a bola da pressão sem erro técnico e sempre com decisão assertiva, não enganam. Dário estará brevemente num dos melhores clubes do futebol europeu e a prova maior é o nível a que se apresenta neste Mundial.

Rúben Neves. Aos 29 anos deu o toque de classe que o sector médio português precisava. Variou a preceito o centro de jogo e foi dos seus pés que a bola encontrou os jogadores mais adiantados prontos (com espaço e tempo) para desequilibrar. Sem se fazer notar colocou critério em cada saída para o ataque, e por baixo ou por cima, rasgou sectores adversários. O tiro de 30 metros à trave foi momento alto, que bem merecia ter tido outro fim.

Bernardo Silva. Continua a ser pura classe, por mais que os anos passem. Do corredor direito para dentro em condução, tem sempre a recepção mais eficiente e a decisão mais correcta. Um poço de criatividade capaz de em zonas de criação, no espaço entre linhas adversário encontrar os colegas em zona de finalização. Um portento quando decide arrancar com bola bem colada na sua bota esquerda na direcção do corredor central, enquanto de cabeça levantada descobre as entradas na profundidade dos colegas. Uma vez mais, Bernardo é candidato a figura do Mundial.

Vitor Ferreira. Aos 26 anos o médio formado no FC Porto que encanta no país vizinho com o perfume do seu futebol, voltou num grande palco a demonstrar a qualidade criativa do seu futebol. Ligou consecutivamente o jogo da construção com o último terço, e ainda surgiu nas costas dos médios adversários a executar com grande eficiência e eficácia. Com as costas bem protegidas por Dário, assumiu lado a lado com Rúben Neves cada ataque português e porque não erra, não perde a posse, contribuiu para a teia que Portugal montou no seu ataque posicional à selecção Argentina que nos permitiu ser dominadores o tempo todo.

João Felix. O prodígio chegou ao Mundial depois de uma temporada sensacional e procura no grande palco a consagração final. Alternou o espaço mais adiantado com o colega Rafael Leão. Fantástica a forma como saiu sempre dos espaços curtos com desequilíbrio feito. Foi o jogador mais procurado pelos interiores para que em zona de criação desequilibrasse o jogo. Com um belo remate à entrada da área restabeleceu a igualdade, e terminou o jogo com o passe de ruptura que descobriu o movimento de Gouveia para a vitória portuguesa.

Rafael Leão. Sempre entre linhas, próximo de João Felix, alternaram movimentos de ataque à profundidade com o pedir a bola no pé. Gerou espaço, e aproveitou o espaço que Felix gerou. As suas acelerações foram sempre causadoras de pânico na defensiva adversária, e tivesse estado mais inspirado no momento da finalização e Portugal teria facilmente obtido um resultado mais volumoso. No grande torneio da Alemanha, procurará enfim a consagração como um dos mais valiosos avançados da Europa.

Renato Sanches. Entrado nos últimos quinze minutos quando Mourinho decidiu fechar o espaço defensivo, dando-lhe maior vigor físico e capacidade para acelerar em progressão após o roubo da posse. Foi lançado para aproveitar o momento que era de Contra Atacar e demonstrou porque é hoje figura reputada na Premier League.

Tiago Gouveia. Substituiu Rafael Leão e tornou-se a figura da partida pelo golo que permitiu a Portugal vencer. O ex jogador do Benfica, que também passou pelo Sporting, demonstrou porque é aos 24 anos um dos extremos mais letais em zona de finalização de todo o continente Europeu. A sua capacidade de desmarcação não encontra paralelo com mais ninguém e desde que bem solicitado é garantia de golos. Entrou mesmo a tempo de ser decisivo.

Fábio Silva. Entrou nos minutos finais pelo extenuado João Felix e embora não tenha tido tempo suficiente para demonstrar porque tem tanta facilidade em somar golos, com a sua agressividade defensiva ajudou a selecção nacional a impedir crescimento desde trás do seu oponente. Os movimentos de ruptura a pedir bola no corredor lateral, permitiram a Portugal respirar nos últimos momentos.

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5 Comentários

  1. Boa iniciativa! No entanto faltam vos 2 jogadores, Tiago Dantas e Hugo Félix (já vários argumentam que ainda vai ser melhor que o irmão) 🙂

  2. Não me parece. Parece-me mais que João Felix não passa daquilo e que Fabio Silva irá arrancar definitivamente em 2021. Se for inteligente vai ao futebol Inglês depois de consagrado no Porto. E… daqui a 5,5 anos Ronaldo ainda estará para uma grande despedida.

    • Viva o clubismo ahaha! dizer que “não passa daquilo” sobre um jogador de 19 anos que em meia época fez 20 golos e 10 assistências e revolucionou completamente a forma de jogar de um grande (diga-me um jogador que com essa idade o tenha feito nos últimos 30 anos, o impacto está à vista com o SLB 19/20 sem ele) mas referir que Fábio Silva que joga 15′ de cada vez e ainda teve 0 impacto é a next big thing! Demais !

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