Pote, Nuno Santos e Matheus Nunes – O regresso do Sporting

Não foi com uma exibição de recorte qualitativo elevado que o Sporting de Rúben Amorim se (re)apresentou ao grande público, na vitória por 2 a 1 em Portimão.

Características antigas bem presentes no jogo rotinado que chega da temporada passada:

  • Organização Defensiva em 5x2x3 em zonas altas e intermédias, que se transforma em 5x4x1 em zona baixa
Organização Defensiva
  • Sporting muito mais preparado para ter sucesso no seu momento de Organização Defensiva – O sistema com três centrais facilita: a) Cobertura aos laterais – O espaço central – lateral, que tanta celeuma provoca nos dias actuais, está sempre ocupado por um dos centrais (Neto/Quaresma à direita; Feddal/Borja à esquerda); b) Saída aos adversários quando bola entra de frente para a linha – Decisão mais fácil de tomar, porque mesmo que alguém saia a linha vai manter-se a 4. Com isso – Maior agressividade em tal comportamento tático.
  • Extremo do lado oposto da bola no momento defensivo (Nuno Santos / Pote; Plata/ Jovane) um pouco mais projectado esperando momento do ganho da bola para disparar na frente e dar chegada mais rápida
  • Com bola os posicionamentos e movimentos habituais – Sporting pouco criativo, com pouca participação na construção por parte dos médios centro – Em Organização Ofensiva o Sporting demonstrou dificuldades para criar. No primeiro tempo algumas boas combinações entre Nuno Santos e Antunes, e no segundo bom aproveitamento do corredor esquerdo, fosse com Nuno Mendes ou Pote, foi tudo o que de melhor a equipa de Rúben Amorim criou.
Organização Ofensiva – Sporting na segunda parte

MAIS

Nuno Santos – Não recebeu bolas suficientes de frente para o jogo para partir para o desequilíbrio mas passaram por ele as principais chegadas à zona de finalização do Sporting. Combinou com quem surgia em cobertura, fosse Antunes ou médio centro e recebeu na frente onde procurou definir em cruzamento. Parece claro que o corredor esquerdo do Sporting será “utilizado” para pensar e definir por dentro enquanto acelera por fora (Nuno Mendes);

Pote – Entrou para o lugar de Nuno Santos e embora tenha estado pouquíssimo em jogo, permitiu com a sua presença interior libertar todo o corredor para Nuno Mendes, e na única oportunidade que teve para poder criar ofereceu o golo com a conta, peso e medida certa. Pouco interventivo mas demonstrando o quão útil poderá vir a ser.

Matheus Nunes – Entrada muito forte na partida. Pareceu bastante mais à vontade com a responsabilidade e com isso aliou à habitual capacidade para comer muitos metros de forma rápida, vencer duelos e roubar bolas, a acções com progressão em posse visando desequilibrar adversário, e ainda variou o corredor com bolas longas que proporcionaram condições para que o Sporting marcasse.

Inácio – Entrou para central do corredor central e fez-se notar pelo passe extraordinário que encontrou Pote no lance que deu a vitória ao Sporting. Jogou numa fase em que os leões estavam por cima e demonstrou potencial para a construção dos lances ofensivos leoninos. Um central que cresceu muito tempo como lateral e que terá no Algarve ganho pontos para integrar plantel leonino.

MENOS

Plata – Jogo verdadeiramente inacreditável de tão mau do extremo leonino. Cada bola que recebe é uma oportunidade perdida, ou ainda pior, uma bola perdida. Totalmente ineficiente, sem qualquer conceito sobre os mais simples gestos técnicos, destruiu quase todos os lances ofensivos do Sporting, e quando solicitado para finalização fácil, ainda ofereceu a bola ao guardião adversário

MAIS OU MENOS

Porro, Antunes, Feddal e Daniel Bragança – Alguns pormenores que deixaram a sensação de que há que voltar a percebe-los. Porro é veloz e procurou combinar, mas a presença de Plata destruiu-lhe a exibição. Antunes combinou bem com Nuno Santos, demonstrando critério mas sem a capacidade de explosão e desequilíbrio de Nuno Mendes. Feddal demonstrou bom posicionamento e boa orientação em cada situação defensiva, mas precisará de ser mais criterioso nas abordagens quando adversário não está de costas. Daniel Bragança não somou erros, embora algumas recepções iniciais tenham corrido menos bem, mas sem a capacidade defensiva dos concorrentes, terá de trazer para o jogo muito maior intervenção ofensiva para compensar ser a aposta num meio a apenas dois – Apenas por um momento ligou o jogo com o corredor mais ofensivo, mas percebe-se de cada vez que recebe a bola que tem uma eficiência tremenda nos seus gestos técnico .

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2 Comentários

  1. A organização ofensiva do SCP pareceu-me completamente emperrada. Até me parece que o sistema veio dar mais confiança aos seus jogadores, mas não sei como o Amorim vai desbloquear os jogos para ganhar. Talvez seja uma questão de défice de qualidade na criação e no um-para-um, mas não sei até que ponto o treinador não desbloqueia essas situações no treino. A ver.

  2. Boas!
    Não acham que o Daniel Bragança se enquadra naquilo que foi dito nos posts anteriores?
    A mim parece me que com bola é tremendo, mas sem bola falta lhe agressividade, recuperação do espaço e capacidade de sacrifício.
    Abraço

1 Trackback / Pingback

  1. Modelo Sporting – Lateral Esquerdo

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