Fórmula Champions nas botas de Tecatito

Porto's Moussa Marega, center right, celebrates after scoring the opening goal during the Champions League group C soccer match between FC Porto and Olympique de Marseille at the Dragao stadium in Porto, Portugal, Tuesday, Nov. 3, 2020. (AP Photo/Luis Vieira) Portugal Soccer Champions League
Notas do site SOFASCORE.COM

As três primeiras jornadas azuis ficaram marcadas por um cedo adiantar no marcador, e a partir daí iniciativa dada por completo aos adversários. Se em Manchester dificilmente poderia ser diferente, em vantagem ou não, nas duas recepções na Champions um Porto mais preocupado em fechar a sua baliza. Ninguém poderá afirmar de forma peremptória de que assim seria se o golo cedo não tivesse aparecido. Contudo, o jogo desta noite faz prever que o plano inicial já assim o contemplava.

O regresso do 4x4x2 teve ainda a particularidade de ser um Porto mais colectivo no momento de defender. Depois de perder vários jogadores capazes de ser completamente dominantes nos duelos, a equipa de Sérgio teve de focar-se em retomar organização que encurtou espaços – Mais do que nunca teve linhas próximas no momento defensivo, nunca se desorganizou com bola e tais premissas foram a razão principal para que o Marselha, à excepção de uma grande penalidade mal cobrada, nunca tenha sequer estado próximo de ameaçar o FC Porto.

Mais rigor no posicionamento – Menos Espaços entre Sectores

E do ponto de vista colectivo, a forma como neutralizou adversário quando não teve bola e como se preocupou em nunca perder bolas em zonas de possível ataque rápido adversário foi o ponto maior de uma exibição que valeu bastante mais do ponto de vista ofensivo pelo que as individualidades azuis fizeram.

Corona fez a noite azul. Se no primeiro golo teve a sorte consigo que lhe permitiu ficar em condições de definir o lance – mas que bem o definiu ! – O golo que oferece a Luis Diaz é uma obra prima de como progredir, ameaçar e soltar no colega. Pelo meio sofreu o penalty que valeria o segundo golo do Porto. Três em Três, portanto.

Com percentagem de passe próximo dos 90 por cento, Uribe destacou-se bastante mais pela forma como fechou o espaço, não perdeu um posicionamento de protecção à linha defensiva, desarmou e permitiu que o Porto não apenas estivesse seguro e tapasse entradas adversárias, mas pudesse também sair em transição – momento onde tudo investiu. Não é um jogador espetacular, mas é um espetáculo de jogador, afirmou Sérgio Conceição em tempos. Dá-se à equipa, tem a agressividade e rotatividade do futebol moderno e não erra.

A robusta vitória aproxima decisivamente o FC Porto dos oitavos – Não ganhou apenas vantagem pontual mas parte para confrontos directos com Olympiakos e Marselha com um conforto de dificilmente perder a posição de apuramento em caso de empate pontual – 2 a 0, e 3 a 0, obrigariam a catástrofes fora de casa para colocar em causa a classificação. Os seis pontos para o Marselha, dificilmente deixarão de ser sete, e os três para o Olympiakos poderão ser quatro.

Quando se começa de novo e se cai… há que voltar a gatinhar até chegar a confiança. Foi assim que Sérgio preparou o Porto para enfrentar o Olympique. Sem estética mas consciente do actual momento. O registo de sete vitórias caseiras nos últimos sete jogos da Liga dos Campeões no Dragão é um marco incrível para qualquer clube de realidade portuguesa.

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