Tirada a Ferros – Segue o Líder

Vitória arrancada a ferros em Alvalade! Primeira parte controlada com bola pelo Sporting, no entanto, sem criar qualquer perigo na baliza algarvia perante um Farense extremamente competente sem bola posicionado num 4x5x1 a retirar os espaços na profundidade que a equipa leonina tanto gosta de aproveitar.

Foi um Sporting sempre com dificuldades em criar situações de finalização, com muito mérito para a equipa de Sérgio Vieira que, para além de retirar o espaço nas costas através de um bloco médio/baixo, fechou espaços interiores com laterais fechados para impedir Pote e Nuno Santos de ficar de frente como, ainda, também foi conseguindo tapar as entradas pelos corredores laterais com o posicionamento baixo dos extremos. Aliás, as melhores oportunidades da primeira parte foram mesmo do Farense.

Na segunda-parte, o jogo manteve-se exatamente igual com uma maior aproximação do Sporting à baliza adversária. O Farense manteve-se sempre junto e o Sporting a sentir as mesmas dificuldades da primeira parte. A melhor oportunidade leonina chegaria numa situação em que, excecionalmente, o Farense permitiu uma transição ofensiva à equipa de Alvalade e que permitiu a finalização de Pedro Gonçalves.

Muito próximo do final, através de uma bola parada, momento do jogo onde o Sporting até nem aproveitou da melhor forma durante o jogo, conquista uma grande penalidade e conquista os três pontos. Sporting a demonstrar, mais uma vez, dificuldades em desmontar equipas que defendem mais baixo e a chegar com poucos a zonas de finalização.

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Sobre Pirlo 75 artigos
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1 Comentário

  1. Pois, podem lá dourar a pílula como quiserem e retirar a adjectivação pseudo-power que utilizam noutras ocasiões mas foi um jogo pálido do Sporting. Uma equipa bastante rija, que tem dificuldades em jogar à bola em espaços curtos e que repete praticamente os mesmos movimentos (ou charutos, como quiserem) até à exaustão. E não foi preciso nenhum castelo amorfo e amontoado sobre si mesmo – não é estética, é sentimento, estética é algo mais do que apenas visualizar – para desnudar isto (pelo menos até aos 60-70 minutos, quando o Farense começou a ter falta de gás). Como também se percebe a razão das equipas mais fortes contra-atacarem pouco, sim, não é só o Sporting, é mesmo porque os farenses da competição estão bem preparados para apagar esse momento do jogo. É a vida.

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