Curtas dum Benfica q.b. contra um humilde Gil Vicente

Julian Weigl

Foi um Benfica numa toada pouco diferente dos últimos jogos, contra um Gil Vicente valente, mas sem armas suficientemente poderosas para conseguir conquistar pontos.

  • Gilistas entraram em 4-4-2, com o avançado do lado contrário à bola a cair sobre Weigl (ou sobre Pizzi, caso tivesse havido uma permuta temporária de posição), ao passo que o outro avançado saía ao portador.
  • Quando o Benfica caía no corredor, o Gil Vicente conseguia fechar o lado da bola com muitos jogadores, concedendo poucas oportunidades aos encarnados de seguirem em frente.
  • Pelas circunstâncias do jogo, o Benfica foi quase que “obrigado” a explorar situações de cruzamento, logrando, dessa forma, os dois golos.
  • O Benfica continua a jogar um ritmo bastante lento, mesmo quando tem condições para acelerar e progredir.
  • Destaque para a forma como o Gil Vicente conseguiu criar perigo nos lances de bola para de que dispôs – incrível como Lucas Mineiro conseguiu, em três cantos consecutivos, ganhar sempre no ar aos jogadores das águias! Em organização ou transição ofensiva, os gilistas demonstraram várias limitações, mesmo enquanto atuaram com onze.

Destaques individuais:

  • Vlachodimos – nas poucas vezes em que foi chamado a intervir, brilhou. Dificilmente se poderia pedir mais.
  • Weigl – mais do que acertar o passe, é a forma como facilita a receção aos colegas. Defensivamente, foi poucas vezes posto à prova, mas demonstrou disponibilidade física para cobrir a sua zona e agressividade nas divididas. Fica a dúvida de como poderia ser o seu rendimento se o coletivo estivesse num momento diferente.
  • Darwin – tem condições físicas para dar muito mais. Tecnicamente, como já foi aqui mencionado, está longe de ser exímio; taticamente, há alguns movimentos em que se sobrepõe aos colegas e anula as vantagens da própria equipa. Talvez enquadrado de outra forma, e sem ser obrigado a realizar ações para as quais não está tão talhado, possa render muito mais! Hoje, teve, no mínimo, dois lances em que podia e devia ter atirado à baliza, mas preferiu assistir.
  • Everton – o movimento de fora para dentro continua lá. Ainda longe de ser o Everton versão Grémio, com qualidade para desequilibrar no um para um. Pese embora não tenha feito um grande jogo, fica o registo do bis que deu a vitória ao Benfica.
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6 Comentários

  1. “O Benfica continua a jogar um ritmo bastante lento, mesmo quando tem condições para acelerar e progredir.”
    Sem dúvida!

    Mas por exemplo lembro me do jogo com o Famalicão em que a velocidade do Luca e do Darwin fizeram a diferença no jogo mas parece que deixaram de saber fazer isso. Equipa com ritmo muito muito lento. Defesa parece que com o Jardel está mais segura.
    Cumps

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