A “sorte” dá muito trabalho: o padrão nos cruzamentos do FC Porto que deu a vitória em Guimarães

Não foi um jogo nada fácil para a equipa de Sérgio Conceição frente ao Vitória, uma equipa muito organizada e bem orientada por João Henriques. Após uma primeira parte muito difícil, a entrada de Luis Diaz ainda antes do intervalo acabou por trazer rasgos de qualidade que salvaram os dragões com uma excelente reviravolta. Primeiro, com uma excelente assistência para Taremi (outro dos jogadores em evidência), e depois com um golo de craque, decisivo no centro da área. Recepção de qualidade elevadíssima, finalização rápida e prática que deu a vitória aos dragões.

Este golo de Luis Diaz e o seu posicionamento foram apenas “sorte” num alívio do defesa ou numa excelente recepção. Durante toda a segunda parte, os dragões controlaram muito bem os espaços quer queriam para atacar através do cruzamento e criaram bastantes chances desta maneira. O padrão visto no golo da vitória aconteceu durante grande parte do jogo e, numa jogada em que o cruzamento nem vai diretamente para um jogador do FC Porto (a tal “sorte”), este padrão que é de certeza treinado por Sérgio Conceição acaba por aproximar os dragões do golo.

O cruzamento é uma das ações mais ineficazes do jogo mas, quando trabalhado e interpretado num modelo de jogo, podem tornar-se não só uma fonte de oportunidades, como também uma vantagem psicológica perante a linha defensiva adversária. Para isso, é necessário priorizar as zonas de perigo, retirar adversários dessas zonas e criar superioridades (numéricas ou qualitativas) para os “jogadores alvo” da equipa. A repetição de movimentos deste género, como faz Marega a arrastar defesas, Taremi no centro da área ou Luis Diaz nas “zonas mortas” parecem muito mais fáceis e simples do que são: requerem muita concentração, espírito coletivo e interpretação do jogo e dos seus momentos. Trazemos então a análise aos tais movimentos dos dragões, que quase sempre pelo lado direito contaram com a inspiração (e dedicação) de Marega, Taremi, Luis Diaz e Corona:

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Sobre RobertPires 69 artigos
Rodrigo Carvalho. 23 anos, experiência como treinador adjunto e analista em equipas séniores em Portugal e nos Estados Unidos. Passou pela Federação de Futebol dos Estados Unidos no departamento de Formação de Treinadores. Em colaboração com a Proscout, trabalhou diretamente com equipas técnicas profissionais e produziu relatórios de jogadores. Podem seguir muito do seu trabalho em @rodrigoccc97 no Twitter.

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