Feio, forçado, mas Darwin desbloqueia

notas sofascore.com

Mais um jogo “aborrecido” deste Benfica, que a espaços chegou a estar perto da baliza do Tondela mas quase sempre sem chegar ao momento da finalização. Num jogo em que o Tondela mostrou ter mérito sem bola, pela maneira como montou o seu 4-4-2/4-5-1 a defender, sempre com 3 jogadores a fechar no corredor, muita entre ajuda e bons momentos coletivos na pressão, com bola a equipa de Pako Ayestaran fez o que pode com as armas que tem, chegando apenas por um par de vezes com qualidade ao meio-campo ofensivo.

O primeiro golo do Benfica acabou por chegar através de uma jogada de muita insistência, e onde Pizzi-Everton se encontraram em zonas interiores e encontraram Darwin numa excelente posição dentro da área para servir Seferovic. Sempre que a equipa encarnada chegou mais perto da baliza contrária foi através de Gilberto, Pizzi e Everton, que não tendo grande destaque foram dos mais ativos na posse (quase sempre passiva) dos encarnados. O alemão Weigl foi um dos melhores dos encarnados, num jogo que passou muito pelo meio-campo encarnado e pela prevenção de transições, o alemão esteve impecável com e sem bola. Otamendi esteve também em bom plano defensivamente, e até com perigo no momento ofensivo, seja através de progressões com bola ou lances de bola parada. Quem tem Darwin tem sempre agitação e agressividade no ataque e o uruguaio, apesar das limitações técnicas que tem, criou alguns lances de perigo, incluindo um golo anulado e duas assistências, e ainda desperdiçou alguns lances com potencial.

Chegada à grande área

Fica a nota que, numa segunda parte em que se pedia controlo no ataque e estabilidade, o Benfica nunca conseguiu impor-se após o primeiro golo, e as entradas de Taarabt e Waldschmidt não trouxeram a segurança com bola que Jorge Jesus pretendia. Os últimos 10 minutos acabaram por confirmar a vitória, com o golo do alemão a selar o jogo e a garantir o regresso às vitórias dos encarnados, não sem antes o Tondela ter estado muito próximo de empatar o jogo a quatro minutos do seu término.

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Sobre RobertPires 55 artigos
Rodrigo Carvalho. 23 anos, experiência como treinador adjunto e analista em equipas séniores em Portugal e nos Estados Unidos. Passou pela Federação de Futebol dos Estados Unidos no departamento de Formação de Treinadores. Em colaboração com a Proscout, trabalhou diretamente com equipas técnicas profissionais e produziu relatórios de jogadores. Podem seguir muito do seu trabalho em @rodrigoccc97 no Twitter.

4 Comentários

  1. Boa noite,

    Falando apenas da questão individual, Darwin tem espaço nesta análise pelo que consegue, quando na minha opinião o deveria ter por tanto que não consegue (ainda…). Pires, dá um toque, “nas desperdiçadas”…mas no global é muito isso…e isso é muito.

    Com outro avançado, outros avançados digo, jogo estaria desbloqueado mais cedo e por ventura não seria tão forçado ou feio como definem no título?

    Em termos coletivos, acredito que em organização ofensiva, mesmo com uma melhor construção… será difícil fazer mais com o nível/performance de Everton, Darwin Seferovic. Waldschmidt é quem mais paga… não será que é necessário entende-lo melhor?

    Cumprimentos

    • Excelente comentário! Acho que a primeira parte e a segunda mostram o que Darwin ainda é: muitas limitações técnicas, capaz de não dar sequência a boas jogadas (1a parte), mas a sua capacidade física, poder de arranque e desmarcações que cansam e arrastam defesas acaba por tornar lances sem grande elaboração em oportunidades de golo (2a parte). Com outros avançados poderia estar desbloqueado mais cedo, mas esses não existem no plantel, pelo menos melhores que Darwin. Daí a presença de Waldschmidt me parecer muito importante, e esta dupla Seferovic-Darwin não render tanto.

      Em OO, parece-me haver um excesso de tentativas para encontrar Everton e Rafa no corredor central, com pouca mobilidade quando isso não acontece.
      Abraço

  2. Viva,
    Darwin tem muito por onde crescer e evoluir parece a todos óbvio, no entanto acho que este modelo em que ele se desgasta a batalhar e ir as bolas todas a fazer também o corredor esquerdo vezes excessiva (que tem dado em assistências algumas das vezes), desgasta o imenso e também ajuda a falta de discernimento em muitos lances …
    O everton tem sido uma desilusão não se vê lances em que rasgue pela linha e tudo jogada individual a flectir pro meio ou passe atrasado, torna se previsível a jogada é fácil também de defender parece me …
    Uma palavra pra weigl ontem várias vezes se viu a descer pra linha a 3 mas ficava baralhado muitas vezes com a troca de bolas entre centrais ficava na dúvida se subia linha ou não para dar posse a frente e via se muitas vezes a olhar pro banco, é uma pena este jogador não subir uns furos pra ajudar a circulação de bola do Benfica
    Abc

  3. Darwin tem ainda algumas dificuldades técnicas, são muitos os passes, supostamente simples, mal executados, e várias decisões erradas: às vezes passa quando pode rematar, outras remata quando deveria passar. Julgo que é normal em alguém de 21anos que veio da 2a divisão espanhola, os níveis de exigência aumentaram muito.
    Dito isto, prefiro as dificuldades técnicas dele, que são compensadas com uma entrega total e absoluta a todas as jogadas, do que o Everton, que pode ser muito bom ténicamente, mas faz tudo a passo de caracol…ontem, foram mais uns 5 ou 6 lances, em que ganha a linha, tem a oportunidade de centrar com pé esquerdo ou avançar para dentro da área, e puxa a bola para o pé direito, permitindo o defesea recuperar a posição. Comparemos com o Rafa, que é capaz de pegar na bola no meio campo e criar situações de perigo, obrigando o adversário a estar sempre atento…com o Everton, muitas vezes só tem um marcador, e é mais do que suficiente.
    Cada vez gosto mais do Weigl, agora percebo a sua contratação, é o jogador mais seguro com a posse de bola, raramente falha passes e até já tem começado a criar espaço…se tivesse jogado assim na época passada, Benfica teria sido campeão. É o aspecto que irrita um pouco nas contratações recentes do Benfica, dificuldades de adaptação, quando custam vários milhões. Aguardo a adaptação do Lucas, que já vi jogar melhor no princípio da época…porque quem o viu jogar pela seleção alemã, sabe que a qualidade ali não falta.
    Continuo a achar que o problema do Benfica está nas alas, e a dificuldade constante em criar superioridade nos flancos para se centrar ou faz jogo curto de penetração. Tanto Darwin como Seferovic parece que caem mais vezes para o lado esquerdo, enquanto que Lucas cai mais para o lado direito. Mas depois os alas e laterais são incompativeis. Rafa é rápido, Gilberto lento; do outro lado, Everton lento, Grimaldo rápido. Os melhores momentos do Benfica foram com o Rafa no lado esquerdo, porque ele e Grimaldo criam desequilibrios com movimentações rápidas, e o Everton e Gilberto no mesmo lado conseguem criar o espaço com finta…mas precisam do apoio de um dos avançados.
    Enfim, gostei do Benfica da 2a parte, apesar de ter sido pior ofensivamente a criar lances do que na 1a, a atitude que tiveram para recuperar a bola, a intensidade constante, foi de louvar, quando comparado com os dois jogos anteriores, Portimonense e Santa Clara, que tinham dificuldade em recuperar a bola.

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