(Mais) Pressão e criatividade, novas oportunidades (Diogo e Pedrinho), a mesma finalização:

O Benfica fez uma exibição bastante completa frente ao Estoril onde, apesar de ter começado a perder, dominou 95% do jogo na Amoreira. Jorge Jesus desfez a dupla Darwin e Seferovic e a equipa mostrou-se mais solta, mais dinâmica, mais capaz de criar jogadas de perigo e de jogar em zonas onde não tem aparecido tanto, principalmente no corredor central.

Rafa e Pedrinho foram os melhores dos encarnados, contando com excelentes pormenores e passes chave, pecando apenas na finalização (o português teve oportunidades para um hat-trick, mas acabou sem golos). Sabendo da qualidade do Estoril com bola e das suas ideias ambiciosas que resultaram no primeiro golo (já falámos aqui da qualidade dos canarinhos), o Benfica voltou a subir as suas linhas, como já tinha feito com o Famalicão, e pressionou bastante alto, condicionando o plano do Estoril e recuperando várias bolas no meio-campo ofensivo que originaram inúmeras oportunidades de golo onde os encarnados deviam, mais uma vez, ter estado muito melhores na finalização. É estranho dizer isto num jogo que acabou 3-1, mas toda gente que assistiu ao jogo percebeu que esse poderia ter sido o resultado ao intervalo, dada a superioridade dos encarnados no jogo. Darwin e Seferovic souberam aproveitar as suas ocasiões para matar o jogo na segunda parte, mas deixamos aqui alguns exemplos da pressão forte e das melhores jogadas que originaram a superioridade dos encarnados neste jogo:

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Uma nota final para dois jogadores que pareceram agarrar muito bem a oportunidade que voltaram a ter na Taça de Portugal. Tanto Diogo Gonçalves como Pedrinho exibiram-se a bom nível, com o brasileiro a voltar a mostrar que na ausência de Waldschmidt, é o jogador mais criativo e com capacidade de passe no último terço deste Benfica (já tínhamos referenciado após o jogo com o Estrela) e tem feito por merecer as oportunidades, que até podem aumentar após uma bela exibição na posição de segundo avançado, onde rodou frequentemente com Rafa. Numa altura em que a dupla Seferovic-Darwin parece condicionar a criatividade benfiquista, o brasileiro pode ver mais oportunidades mesmo num contexto mais elevado de Liga Europa e campeonato. Ficam aqui os melhores momentos do brasileiro no jogo de ontem:

 

Sobre RobertPires 77 artigos
Rodrigo Carvalho. 23 anos, experiência como treinador adjunto e analista em equipas séniores em Portugal e nos Estados Unidos. Passou pela Federação de Futebol dos Estados Unidos no departamento de Formação de Treinadores. Em colaboração com a Proscout, trabalhou diretamente com equipas técnicas profissionais e produziu relatórios de jogadores. Podem seguir muito do seu trabalho em @rodrigoccc97 no Twitter.

1 Comentário

  1. Sem dúvida que este foi o melhor jogo do Benfica nos últimos tempos.
    E também acho que já não há dúvidas que não podemos jogar com os 2 avançados porque são os 2 muito fracos a dar seguimento as jogadas.

    Penso que já seja muito tarde, mas pelo menos se conseguir jogar assim a maioria dos jogos até ao fim do campeonato da outra imagem que aquela que temos visto nos últimos meses.

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