O Dedo de Sérgio Conceição numa Noite Épica para os Dragões

FC Porto's Portuguese head coach Sergio Conceicao (C-R) reacts at the end of the UEFA Champions League round of 16 second leg football match between Juventus Turin and FC Porto on March 9, 2021 at the Juventus stadium in Turin. (Photo by Marco BERTORELLO / AFP)

Poderíamos destacar o inacreditável Pepe, Sérgio Oliveira ou Marchesin, mas preferimos realçar a importância de Sérgio Conceição (e da sua equipa técnica claro) para uma passagem épica dos Dragões em casa de uma das melhores equipas do mundo. No momento defensivo, o FC Porto apresentou-se ligeiramente diferente do habitual com os dois extremos a baixar em simultâneo para fechar corredores laterais à Juventus e Marega baixava em relação a Taremi sobre o corredor direito para fechar Alex Sandro.

Com mais bola para a Juventus mas sem baixar em demasia a última linha para se manter afastado da área (local onde Ronaldo e Morata são fortíssimos), o FC Porto controlou defensivamente as entradas por fora da Juventus e esteve muito confortável ao longo da primeira-parte. Nos momentos em que teve a bola, a equipa portista conseguiu chegar com perigo à baliza adversária, em ataque posicional (onde manteve a estrutura habitual) mas principalmente em transição ofensiva como aconteceu no primeiro golo.

Na segunda-parte, a toada do jogo mudou. A boa entrada da Juventus (completamente apagada na primeira-parte) e a expulsão de Taremi trouxeram novas dificuldades aos Dragões. Mais um momento de grande competência de Sérgio Conceição, onde foi capaz de reorganizar a equipa num 6x2x1. Na verdade, o 6x2x1 do Porto não foi capaz de impedir a chegada à área da Juve, sobretudo através de situações de cruzamento. Aliás, o treinador portista iria substituir Otávio por Sarr logo no inicio da segunda-parte para travar as chegadas de Cuadrado a zonas de cruzamento. Não foi a tempo de evitar o segundo golo da “Vecchia Signora” que até se procedeu de uma situação de cruzamento de Cuadrado e que poderia intranquilizar a equipa portuguesa.

Foi exatamente o oposto que aconteceu! Após quinze minutos iniciais do recomeço de jogo fortes da equipa italiana e mesmo com dez jogadores, o Porto conseguiu crescer no jogo, reduziu para 2-1 e até poderia ter empatado o encontro. E o jogo manteve-se nesta mesma toada, não só até ao final dos 90 minutos, como também do prolongamento.

Muito mérito para Sérgio Conceição, cujo valor do mesmo só será devidamente reconhecido quando este chegar a um clube com uma dimensão ainda maior que a do FC Porto. Mérito não só expresso na forma como o técnico português preparou a sua equipa para um jogo dificílimo, mas também a soube reorganizar para reequilibrar o jogo e superar as inúmeras adversidades que a partida foi colocando aos Dragões.

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