Como Fonseca bateu o Shakhtar de Luís Castro

O duelo entre Roma e Shakhtar colocou frente a frente dois dos melhores treinadores portugueses da atualidade e do futebol europeu. Do ponto de vista tático, foi um jogo interessante de seguir. A Roma apareceu extremamente bem preparada para explorar os pontos fracos e os pontos fortes do Shakhtar. Mantendo o seu 5x2x3 em organização defensiva, a equipa de Paulo Fonseca preparou-se para encaixar na construção curta da equipa ucraniana, fechar os espaços que a mesma gosta de aproveitar (corredor central) e foi aí que começou a ganhar ascendente no jogo sobre a equipa de Luís Castro, ainda que, o campeão ucraniano tivesse conseguido retirar a bola à equipa italiana.

Os dois extremos saltavam (de fora para dentro) aos centrais, ao mesmo tempo que, os médios e Borja Mayoral encostavam nos três médios adversários. A isto juntavam-se os laterais que apareceram ligeiramente mais altos, para que, caso a primeira pressão pelos extremos fosse ultrapassada, pudessem saltar nos laterais do Shakhtar. A equipa de Luís Castro nunca foi capaz de encontrar o homem livre, optando por jogar mais longo e quando jogava curto, somava perdas em zonas de construção que procediam situações de transição ofensiva como o lance do segundo golo da equipa romana.

A equipa de Luís Castro apresenta-se, por norma, num 4x1x4x1 no momento defensivo com a sua última linha muito alta, tendo problemas a controlar profundidade devido à altura da mesma. Sabendo isto, a construção romana solicitou, mais vezes do que é normal, a profundidade seja através de ruturas no corredor central, mas também através de ataques à profundidade por fora, pelos laterais.

Também em transição ofensiva, e porque o jogo não se parte, a equipa de Paulo Fonseca beneficiou da sua excelente organização defensiva para explorar os momentos de contra-ataque, sobretudo quando El shaarawy entrou e finalizou a jogada do segundo golo que poderá ter sentenciado a eliminatória.

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