Maxime López no Sassuolo (de vez) – Quando a criatividade sai barata

Apenas atrás dos históricos na classificação atual da Série A e com uma proposta de modelação apaixonante (principalmente em organização ofensiva em fase construção com uma saída muito ousada – vale a pena ver!), o Sassuolo de De Zerbi tem sido um dos destaques agradáveis da presente temporada e um dos jogadores que mais beneficiou com isso foi um jovem médio francês que recentemente foi automaticamente transferido para o emblema italiano por um valor irrisório para a medida do seu talento (2 a 3M de euros segundo a imprensa francesa), uma vez que cumpriu os objetivos da clausula de transferência obrigatória prevista no seu empréstimo pelo Marselha.

A verdade é que a variabilidade do modelo casou perfeitamente com a polivalência de Maxime López que, atuando seja como 2º médio de construção, interior ou como médio mais ofensivo, encontrou finalmente um contexto onde pode dar continuidade ao que não conseguia dar em Marselha (clube onde foi formado): partindo do seu baixo centro de gravidade (1.67m de altura), as capacidades coordenativas singulares conferem-lhe uma relação com bola muito particular (toca muito e suavemente na bola, a sensibilidade que distingue) e uma capacidade para a proteger que advém de anos a lidar com corpos maiores que o seu (a própria forma como se orienta para receber, quando dentro da pressão, para sair em progressão sem duelo mostra muito disso). Aliando assim este padrão motor à criatividade na tomada de decisão (quebra muitas linhas em passe vertical e combinações curtas), o jogo de Maxime torna-se muito agradável ao olhar e um acrescento de individualidade positiva à modelação coletiva ofensiva da equipa.

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Sobre Juan Román Riquelme 63 artigos
Analista de performance em contexto de formação e de seniores. Fanático pela sinergia: análise - treino - jogo.

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