Werner e a defesa do City – Dicionário dos movimentos de um avançado

Numa antevisão daquilo que poderá vir a ser a final da Liga dos Campeões, o Chelsea foi a Manchester adiar a festa do título dos citizens com uma vitória por 1-2 em mais uma exibição personalizada dos londrinos frente a este mesmo oponente (já na Taça tinham feito um jogo de enorme qualidade). Apesar da grande capacidade coletiva que os comandados por Thomas Tuchel demonstraram, é importante também identificar o papel das individualidades e o destaque desta vez recai sobre Timo Werner. Se o alemão tem sido criticado pela relação difícil que tem tido com o golo, também se deve dar mérito ao que oferece ao jogo num trabalho de grande desgaste sobre as linhas defensivas contrárias, forçando-as a jogar num permanente desconforto pela variabilidade do seu jogo seja em ameaça à profundidade ou mobilidade à frente da linha. Este jogo não foi exceção e Werner deu mais um tratado sobre como se deve mover um avançado sobre a linha defensiva e um desses movimentos resultou mesmo na assistência que selou o triunfo dos Blues.

Werner tem sido incansável. Ele realmente quer ganhar e estou muito satisfeito com o que tem vindo a fazer. Está a trabalhar como um cão. Trabalha realmente arduamente. Werner deu muito trabalho ao Manchester City.”

Thomas Tuchel, no pós-jogo
  • O tipo de movimento adotado – pode variar entre uma rutura diagonal agressiva quando o movimento é feito de trás para a frente sobre a linha defensiva ou movimento circular para fugir à armadilha de fora de jogo e voltar a ganhar a profundidade em contra-movimento com a linha.
  • Identificação do posicionamento global da linha – percebendo se existe algum tipo de desdobramento da linha devido a encurtamentos à frente por parte dos elementos da mesma que aclarem o espaço central-central ou central-lateral para um movimento de rutura de ataque à profundidade.
  • Ler os centrais e o portador – perceber se o movimento deve surgir nas costas pelo lado cego do central ou chegar pela frente do mesmo e ainda o timing de alternar para a aceleração, identificando no portador as condições para solicitar (ou não) a profundidade.

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Sobre Juan Román Riquelme 67 artigos
Analista de performance em contexto de formação e de seniores. Fanático pela sinergia: análise - treino - jogo.

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