Depressa e bem, afinal há quem – A transição ofensiva do Dortmund na final

Antes de entrar em detalhes sobre como o Dortmund de Terzic praticamente derreteu o Leipzig na final da Taça da Alemanha, algumas notas bibliográficas mais teóricas antes:

  • Segundo Oliveira (1996), podemos considerar quatro momentos dentro do jogo. O momento de transição ofensiva é caracterizado pelos comportamentos que se devem ter durante os segundos imediatos ao ganhar-se a posse de bola. Nesse momento, as equipas encontram-se desorganizadas para as suas novas funções e o objetivo é aproveitar as desorganizações adversárias para proveito próprio.
  • Segundo Queiroz (2003), na transição de um momento defensivo para um momento ofensivo, o objetivo fundamental é progredir em direção à baliza adversária, de uma forma rápida e eficaz, aproveitando a desorganização posicional do adversário.
  • Segundo Mendes (2002), na transição defesa-ataque, o primeiro passe é predominantemente para a frente, raso e curto/médio, para os diferentes métodos de jogo ofensivo. Segundo Castelo (1996), caraterizando o passe quanto à sua direção e sentido, um passe realizado para uma zona lateral pode identificar uma forma indireta de sair, assim como, um passe que seja realizado para uma zona frontal pode identificar uma saída direta.

Em relação ao jogo propriamente dito, o Dortmund saiu vencedor desta final por uns expressivos 4-1 frente à equipa do futuro treinador do Bayern e fê-lo massacrando o bloco do Leipzig ao sair da sua zona clássica em organização ofensiva para transições vertiginosas com princípios bem definidos: após recuperação, tomada de decisão do portador invariavelmente no sentido de orientar para passe vertical (e não condução) com intuito de progredir (e não lateral ou para trás para entrar em organização apoiada), chegada com 3/4 elementos em vaga e aplicação dos princípios específicos ofensivos de penetração + mobilidade para ocupação racional dos corredores, chegada veloz sobre a última linha ainda em desequilíbrio (situações de 3v1, 3v2, 3v3, 4v3, etc.) e procura do homem livre para finalizar. O resultado, está abaixo em vídeo.

Juan Román Riquelme
Sobre Juan Román Riquelme 59 artigos
Analista de performance em contexto de formação e de seniores. Fanático pela sinergia: análise - treino - jogo.

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