O Reforço dos Corredores Laterais e a Magia de Vítor Ferreira num Final Feliz

“Hoje tivemos sorte no jogo. Espanha fez um jogo muito bom, como sempre. A sorte bafejou-nos. Estamos na final. Injusto para Espanha, justo para Portugal. Sabemos que com Espanha temos sempre de saber sofrer. Tínhamos de nos aguentar no momento de maior pressão deles. Alterámos para 4x3x3 e a partir daí as coisas serenaram um bocadinho.”

Rui Jorge, in conferência de imprensa pós jogo vs Espanha

Apresentada no seu habitual 4x4x2 losango, a Seleção Portuguesa sentiu muitas dificuldades para vencer a Seleção Espanhola como confirmou o selecionador português após o jogo. Dificuldades expressas na forma como defendeu que a empurrou para trás durante a maioria do jogo e essas dificuldades iniciaram-se na construção adversária, onde a Espanha conseguiu sempre ultrapassar a primeira linha de pressão portuguesa com muita facilidade composta por Rafael Leão e Danny da Mota que condicionavam os centrais adversários de fora para dentro.

Ultrapassando esta primeira linha de pressão composta pelos avançados portugueses, mas também, por Fábio Vieira que foi o vértice mais adiantado do losango de Rui Jorge. Batida a pressão, restavam apenas 7 jogadores portugueses (4+3) que revelaram imensas dificuldades para controlar a largura defensiva. Com bastante facilidade, a seleção orientada por De La Fuente foi chegando ao último terço durante toda a primeira-parte, sobretudo pelo corredor esquerdo onde Dalot foi várias vezes submetido a situações de inferioridade numérica. Durante quase toda a primeira-parte o meio campo português andou atrás da bola quando não têm características físicas para o fazer, à exceção de Gedson.

A segunda-parte iniciou-se na mesma toada e nem a entrada de Florentino aos cinco minutos conseguiu equilibrar a equipa portuguesa. Só mesmo, a partir do minuto 65, com as entradas de Jota, Tiago Tomás e Romário Baró, Portugal estabilizou após a mudança para 4x3x3 (4x1x4x1 no momento defensivo), fechando os corredores laterais à seleção espanhola. A partir deste momento, Portugal conseguiu-se equilibrar e até ter aquilo que até então, não conseguia ter… a Bola! E com bola, Portugal tem vários jogadores com uma qualidade acima da média, capazes de fazer a diferença a qualquer momento e assim aconteceu. Vitinha (Quem mais poderia ser?) a brilhar e a colocar um passe soberbo em Fábio Vieira que colocaria a 10 minutos do fim, Portugal na frente do marcador.

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