

O andamento Champions do FC Porto não tem comparação com qualquer outra equipa em Portugal. Sérgio Conceição, alvo de muitas críticas pelo perfil de jogo que dá primazia, voltou a responder a alto nível na prova maior do futebol Mundial.
Grujic e Uribe ligados à ficha o jogo todo – O colombiano viu-se forçado a levar um cartão amarelo para corrigir um erro de Corona, e possivelmente só por isso se viu substituído.
Sem receios, Sérgio Conceição fez retornar o 4x4x2 e passou a mensagem de que a melhor defesa era a pressão sobre o adversário. Com Toni Martinez e Taremi na frente de ataque, e Otávio sempre muito agressivo nas recuperações defensivas, enquanto do lado oposto o FC Porto esperava o talento de Diaz à solta, o FC Porto manietou por completo as intenções ofensivas do Atleti.

Terá porventura maior capacidade para acompanhar as investidas de Diaz para que o FC Porto pudesse para lá de anular por completo o Atletico, tornar-se uma equipa mais capaz de ligar possíveis contra ataques.
O Wanda Metropolitano viu um jogo entre equipas que se anularam por completo, com especial mérito para a equipa de Sérgio Conceição que do outro lado enfrentava a chegada sobre a sua última linha de jogadores como Carrasco, Llorente, Felix e Suarez.
Mais díficil se tornou a partida quando Simeone mudou as agulhas táticas da partida, resgatando a sua linha a 4 – Entrou Correa, Griezmann para a frente de ataque, enquanto De Paul e Kondogbia ficaram de frente para a linha média azul.
Foram dez minutos em que o Atleti deu mostras de poder fazer melhor, aos quais Sérgio respondeu com a alteração do seu sistema. De 4x4x2 passou a defender com linha média a 5. Oliveira e Vitinha entraram, e Toni Martinez saiu.
Fechou o Porto numa Organização Defensiva robusta, num 4x1x4x1, com Grujic a controlar espaços nas costas de Oliveira e Vitinha.

Não se acanhou ou coibiu de tentar ferir o Atleti no Wanda Metropolitano e uma infelicidade tremenda de Taremi que depois de desviar a bola de Oblak, caiu desamparado e de forma fortuita viu a bola que ia valer o triunfo azul ressaltar-lhe na mão.
Até ao fim, sabendo sofrer defensivamente, mas lançando sempre gente para a ofensiva, o Porto segurou o resultado na capital Espanhola contra uma das mais poderosas equipas europeias dos últimos anos.

O que motivará esta diferença que vemos no Porto?