O Benfica que poderá vir a ser este Benfica – Detalhes da Equipa B com Veríssimo

A nossa ambição tem de ser jogo após jogo, queremos ter uma equipa muito competitiva. Individualmente temos jogadores com muita qualidade, dizemos isso aos atletas, mas temos de ter mentalidade vencedora, que nos tem caracterizado. Temos de ser muito competitivos em todos os momentos do jogo. Também temos de ser bons sem bola, nos momentos de transição defensiva, a defender. Temos de ser competentes e esse é o desafio. O percurso não vai ser fácil, sabemos, mas estou muito confiante e acredito muito nos jogadores”

Nélson Veríssimo, no lançamento da época 21/22 da Equipa B

O treinador Nélson Veríssimo vai assumir a equipa principal do SL Benfica depois da saída de Jorge Jesus, deixando o cargo da equipa B onde vinha a realizar um trabalho sustentado: à data da sua saída o Benfica B liderava confortavelmente a Liga 2 – um feito sempre de assinalar quando se compete neste contexto com uma equipa tão jovem – e mais importante do que isso e o principal objetivo de uma equipa B, potenciando jogadores que estavam às portas da equipa principal (casos mais flagrantes os de Paulo Bernardo e Tomás Araújo). Nesse sentido, fomos observar um pouco do jogar desta equipa, na perspectiva da possibilidade de Veríssimo transportar à equipa A algumas destas dinâmicas (sempre com a ressalva que a equipa B do SL Benfica representa ainda o último passo da área de especialização do Benfica Campus e que portanto carrega um modelo de jogo extensível às equipas imediatamente abaixo – Juniores e Sub-23, por exemplo – e que numa equipa A o rumo pode sempre ser outro).

  • Momento Ofensivo – a estrutura em organização ofensiva assenta num 1-4-3-3 com saída em construção em 2+1 com os centrais próximos permitindo que os laterais também se coloquem baixos num sistema que prevê dupla largura (tanto os extremos como os laterais abrem no corredor em simultâneo), permitindo que os extremos prendam a marcação no corredor deixando os laterais normalmente livres para receber. No centro, o meio-campo coloca-se em 1+2 e na frente há variedade dos movimentos do ponta (muito completo) que alterna o movimento de apoio frontal para tocar de frente no 3º homem dos interiores que depois aceleram ou ele próprio ativa-se em situações de ataque à profundidade (contramovimentos em que vem pedir e ataca a frente do defesa).
  • Momento Defensivo – duas possibilidades: uma postura de organização defensiva mais agressiva em 1-4-3-3 mas com inversão da frente e sendo os extremos a saltar nos centrais e o ponta a fechar corredor central juntamente com os interiores que pegam nas referências adversárias, com os laterais a terem indicação para saltarem mais acima no corredor; alternativa mais expectante em 1-4-1-4-1 com o ponta a condicionar os centrais, os interiores a pegarem por dentro e sendo desta vez os extremos a saltarem no corredor, mantendo a linha defensiva de 4 intacta, com o 6 em cobertura aos movimentos de pressão dos interiores.

Para além destes aspetos temos também de ressalvar a maturidade competitiva que uma equipa tão jovem tem revelado nos vários momentos do jogo, com a concentração e volição mantida em todos os momentos – veja-se o exemplo desta transição defensiva já em período de descontos:


Rating: 5 out of 5.

Sobre Juan Román Riquelme 93 artigos
Analista de performance em contexto de formação e de seniores. Fanático pela sinergia: análise - treino - jogo. Contacto: riquelme.lateralesquerdo@gmail.com

1 Comentário

  1. Se conseguir trazer esta atitude competitiva demonstrada no ultimo video, onde a ganhar por 6-3 e contra 10, todos correram com vontade de ganhar a bola o mais rapido possivel, por mim ja me conquista.

    Resta saber se os egos da equipa principal estão dispostos a esses sacrifícios e se mostram essa vontade.

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