Mais e Menos da Semana

white corner field line on artificial green grass of soccer field

MAIS

Carlos Manuel

Facilmente se elegeria os avançados Liedson (mais uma vez), Cardozo, Lisandro ou até Nuno Gomes pelo desempenho nos seus jogos da Liga Sagres. Porém, a grande surpresa, pela positiva, da semana foi Carlos Manuel. O heroi de Estugarda. Ao contrário do habitual, uma das estações televisivas, optou por ceder o lugar de comentador a alguém, que demonstrou perceber realmente de futebol. O Carlão, pode não ser um comunicador por excelência, mas ouvir falar em “apoios frontais”, “desmarcações nas costas” e “contenções”, ao mesmo tempo que se enuncia as vantagem de cada uma das acções, explicando que decisões deveriam ser tomadas e a que momento (claro que corrigir Di Maria, é um exercício relativamente fácil), foi uma lufada de ar fresco a este nível. Desde as aparições televisivas de José Mourinho e Carvalhal que não mais tinha valido a pena deixar o som da TV ligado.

MENOS

Minuto 58 no Estádio do Dragão.

Mais um prego na putrefacta indústria do futebol português. Se os clubes tendem a acabar, a culpa não pode ser, somente, atribuída à má gestão dos dirigentes. O futebol em Portugal há muito que deixou de ser atractivo para quem tem princípios. Vai morrendo lentamente. Adeptos, quase que nem vê-los. Se há algo que a mulher de César não pareça ser, é séria.

MAIS OU MENOS

Quique Flores

O SL Benfica voltou a vencer. Aparentemente com uma boa exibição. Finalmente foi possível ver boas combinações ofensivas, um futebol ofensivo envolvente e bons golos (o 2ndo é fabuloso. A antítese do que foi o Benfica ao longo da época). Contudo, nem tudo foi louvável. A transição ataque-defesa voltou a ser demasiado sofrível. A equipa voltou a partir-se ao meio. Na 2nda parte, em demasiados momentos, sobravam somente 6 jogadores para defender. A entrada de Katsouranis ajudou um pouco (Carlos Manuel referiu que o grego, por diversas vezes, chamou Reyes e Di Maria, corrigindo-os, obrigando-os a contribuírem para o encurtamento do espaço), mas a equipa continua sem a segurança necessária que um candidato ao titulo tem de apresentar. Mais uma vez, o jogo tornou-se uma lotaria.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2359 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

6 comentários em Mais e Menos da Semana

  1. “MENOS

    Minuto 58 no Estádio do Dragão.”

    Considerar que as exibições do L Lima(principalmente) e do B Gama seriam suficientes para evitar uma vitória do FCP revela um baixo nível que não consigo adjectivar de outra forma.

    E considerar que o treinador do Vitória agiu motivado por outras influências, faz-me, desde já, deixar de ser frequentador deste espaço.

  2. não imaginas como fiquei feliz com o segundo golo do Benfica…finalmente uma jogada com principio, meio e fim. Depois veio o costume: uma equipa que pura e simplesmente não é capaz de gerir um jogo. Se bem que o arbitro voltou a dar uma ajuda aos adversários do benfica.

  3. Ola Mr Blue

    Nc, em momento algum foi escrito ou sequer pensado q L Lima e B Gama evitariam a vitoria do FCP.

    Nem tao pouco que o treinador do Vitória agiu por outras influências.

    Daí o “A mulher de César, n parece séria”

    Se o é… só alguns o saberão. Agora, q este episódio fica marcado e q é no minimo estranho, é.

    Independentemente das cores clubisticas. Obviamente.

  4. Se não jogam por acordo entre os clubes, é porque é uma vergonha.
    Se há lesões que os afastam dos jogos contra os clubes de origem é porque é uma vergonha.
    Se jogam e falham penalties ou marcam golos na própria baliza ou se não defendem remates à queima com dois jogadores adversários pela frente é porque é uma vergonha. Se jogam uma hora, é porque é uma vergonha.
    Decidam-se, porque lançar boatos é fácil, uma vergonha é querer ganhar o campeonato sem jogar nada.

  5. Joao, na minha opinião, só ha uma medida a tomar, q é fazer exactamente o mm q a Premiership.

    N é permitido haver jogadores emprestados entre equipas da mesma divisao.

    Parecia, de certeza absoluta, uma competição mais séria, uma vez q deixava de estar exposta a este tipo de falatório.

    O futebol português é prodigo em alianças, mexericos e jogadas menos claras, q nada têm a ver, e q nada dignificam o q realmente interessa. O jogo de futebol. Parece-me q todos temos noção disso. Ou nao?

  6. Essa medida que falas é a que vou propor hoje no post que escrevo no Futebol Total.

    Mas em Inglaterra isso não acontece. Jay Simpson do Arsenal joga no WBA, Manucho do MU joga no Hull City.

    abraço

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