A medida europeia: demais para Vitória, ou demais para qualquer um?

Juanjo Martin/EPA

Há algo que une as dualidades. E, ainda que não estejamos aqui para, hoje, falar do FC Porto, há algo que ‘une’ (com aspas bem vincadas) benfiquistas e portistas. Ambos beijaram o maior sucesso. Fosse ele em forma de Taça dos Campeões Europeus ou em forma de Liga dos Campeões, essa chegada ao topo aconteceu aos dois. E, como tal, nada, a partir daí, seria o mesmo para cada um. Daí que a maneira como as duas partes vivem no insucesso seja, até, condizente ou, demasiado, parecida. E é esse sabor de colonizador (o que é uma equipa que tem sucesso senão um colonizador da sua ideia?) que lhes dá um sentido de superioridade parecido ao que, ainda hoje, os ingleses têm quando se fala do jogo que, supostamente, inventaram.

We invented fucking futebol!”, mas perderam com a Croácia. Estão a perceber, não estão? Ainda que não seja uma associação fácil, todo o clube (ou selecção) que chegou ao topo instituiu nos seus adeptos o desejo de permanecer no topo. E isso não é diferente para equipas que, como FC Porto e Benfica, partilharam o topo (ainda que como tantas, mas tantas, outras já fizeram). Ora, os anos de sucesso encarnado (ainda que doméstico mas com ênfase também nas finais da Liga Europa e nos ‘quartos‘ de Champions) acordaram esse sonho dos benfiquistas. E essa medida, na qual o Benfica se revê (não fazendo juízos de valor) é, por agora, demasiado alta para qualquer treinador que se sente no banco das águias. E serve este epílogo para falarmos, finalmente, de Rui Vitória.

Aquando da sua chegada à Luz preveram-se cataclismos . Eu próprio fiz uma comparação entre o posicionamento do seu Vitória e o posicionamento do Benfica que em Turim (uma das mais altas demonstrações de organização defensiva) chegou à Final da Liga Europa. Fui mauzinho (eu sei) e comparei o rudimentar Vitória (SC) a algo de excelência – que foi uma das melhores equipas que o Benfica já teve, ainda que as derrotas nos jogos (fulcrais) lhe pintem outras cores. Pensei eu que, com Rui Vitória ao comando, o Benfica voltaria aos tempos de Camacho, de Quique, de Santos, de Koeman. Mas (e paguei jantares à pala disso) Rui Vitória levou a sua avante.

Desistiu de impor uma ideia rudimentar e apoiou-se no bom que a equipa construiu ao longo do bi e até nos anos do quase, aqueles em que JJ perdeu para VP (excluindo aqui o ano em que não teve qualquer hipótese com o Porto de AVB). E ainda que a ideia de JJ fosse demasiado clara (mas mesmo demasiado clara!) o cunho de Vitória (por vezes foi mais corajoso que um antecessor que nunca abandonaria a ideologia) e o lançar de jovens para dentro da ideia, estiveram também bem vincados. Pressionando alto equipas com menor qualidade, não as deixando sair, estendendo a manta no meio-campo ofensivo, Vitória arranjou aí a forma de lutar por campeonatos. Ganhou dois, perdeu um, mas lá estará – como homem bom e honrado – na luta por mais.

Rui Vitória não é assim o parolo que todos imaginámos. Nem é assim o homem recto e ético que ele se imagina. Fosse ele a rectidão em pessoa e não teria pejo em admitir que Jorge Jesus foi uma grande influência na sua carreira como treinador, e que as ideias que [JJ] deixou na Luz foram percussoras do seu Benfica bicampeão. No entanto guardou-o para si, como guardou o mérito que essas conquistas lhe deram. E em vez de agradecer, como Sérgio agradeceu a NES pelo trabalho de lançamento, amealhou todo o mérito para si – como se o passado não existisse.

O cunho, obviamente, não deixará de lá estar. Mesmo que o achem ‘isto ou aquilo’, o mérito não sai, nem sairia beliscado se RV admitisse a influencia anterior, mas a relutância em admiti-lo leva-me para um padrão que em Rui Vitória parece extremamente recorrente.

Tantos foram os jogos em que o seu Benfica marcou em momentos-chave, fazendo do golo a apologia ao que mais há de importante em futebol, que qualquer pessoa ligada ao fenómeno não deixaria de elogiar a enorme facilidade dos encarnados marcarem momentos decisivos do jogo. Esse vício, digamos, durou duas épocas (que valeram dois campeonatos, com golos saídos do banco, golos contra a corrente, golos marcados com as virilhas, ou joelhos…) e em nenhum jogo vimos RV admitir que o Benfica perdeu algum controlo do jogo (leia-se jogou mal) mas que teve a facilidade de marcar na hora-chave, sossegando jogos que indiciavam o pior (e foram bastantes). Vitória guardou sempre os méritos, e escondeu dos benfiquistas momentos menos bons, como se estivesse na sua liderança, a competência a causa dos momentos bons, e no azar a causa dos momentos maus. E hoje é quase irónico observar que quando o Benfica fica sem golo (aquele golo fácil que tantas vezes o salvou) a explicação não recaia para si próprio, nem para a sua liderança – ele que também é responsável pela maneira e tranquilidade com que os jogadores finalizam as jogadas). Assim, das duas uma: ou os golos salvadores não foram da sua responsabilidade, ou se foram também esta falta deles se deve a si.

Somemos estas incongruências, então, com o desejo que o sucesso interno despertou nos adeptos benfiquistas. Somemos também a prestação na Champions como barómetro desse desejo. E teremos, sem dúvida alguma, ‘razão’ para o exagero na recente contestação a uma equipa que, ainda assim, anda longe de ser paupérrima e de ter um futebol sem ideias (como muitos apregoam). Sim, RV não é o professor de Educacão Física sem valências para mais e que muitos defendem que ele é. É bicampeão, é mais do que isso (só a experiencia adquirida nestes dois anos e meio faz dele alguém com muito mais conhecimento de causa do que o anormal que escreve estas linhas), mas parece fugir àquela ‘middle way‘ que lhe faria mais sentido: não é um perfeito idiota (ainda que às vezes pareça), mas anda longe de poder catapultar o Benfica para o desejo secreto que muitos dos seus adeptos veem como realista (aquele desígnio europeu). E a sua constante fuga para a frente (alguma vez admitiu um jogo mau do seu Benfica?) é a pior coisa que um adepto mais avisado pode sentir. Toda essa areia que lhes atira (a cada flash interview depois de um jogo menos conseguido) são achas para a fogueira num lugar que eles nunca acharam seu. O dilema e dualidade (de todos, Rui Vitória e adeptos) serão: São adequados à realidade o desejo e fasquia europeia? Terá o Benfica sempre que ganhar de caras aos Ajax que são, convenhamos, do mesmo nível? Haverá, assim, também de caras, quem chegue e faça logo melhor do que quem sabe a fórmula dos ‘80 ou mais pontos‘ de cór? Por mais nomes que avancem, a mudança não seria branda, nem fácil, para uma Liga que é, cada vez mais, para conhecedores. Se bem que uma lufada de ar fresco, daquelas que catapulta o futebol nacional para outros níveis, seria muito bem vinda. O problema será onde encontrá-la. Até lá, RV garante o essencial: lutar pelo título. À Luz do desejo europeu pode parecer pouco, mas perguntem a Fonseca, Lopetegui, Peseiro e NES se não gostariam de ser bicampeões.

14 Comentários

  1. Confesso ter um ódio de estimação pelo sujeito visado pelo artigo, o Ex.mo Sr. Professor de Educação física, apreciador de chouriços e bom garfo, Rui Vitória. Aquela pré-época e início de época asquerosos pós-JJ ainda hoje causam-me pesadelos, tal foi o downgrade em termos de jogo jogado. Não tinha ponta por onde se pegar, e se não fosse levar 3 batatas do SCP em casa e a chacota resultante, o bicho nunca mais engolia o orgulho e revisitava o modelo do antecessor. Também ajuda ter o jogador mais dominante da Liga desta década no plantel a fazer uma época de sonho.

    O Laudrup, com razão, condena RV por não admitir que muita parte do seu sucesso se deve aos jogadores e modelo do antecessor, mas aqui vou servir de advogado do diabo. Admitir tal coisa seria negar a sua raison-d’etre, ainda mais para dar crédito a um sujeito que a SAD fez todo o possível e imaginável para denegrir, apelidando-o de treinador medíocre que devia tudo ao SLB e até inventando a história do JJ querer por o Bernardo Silva a LE (quem acredita nesta ou é burro ou come merda).

    Quanto a expectativas irrealistas, não acho que se deva ao facto de a equipa ter historial no topo europeu. O adepto comum, talvez porque veja pouco futebol fora de portas, ou por pura ignorância, constantemente acha que os jogadores que vê por cá são melhores que realmente são. Qualquer sucesso fora de portas é excepção, nunca regra. Agora o problema do Rui Vitória é que ele não responde às expectativas realistas, como dominar as equipas que estão ao alcance dele. Ou simplesmente praticar um futebol de jeito, que ajudaria bastante a alcançar os objectivos realistas.

    Quanto à cabeça dele, eu sei bem que pô-la a rolar não iria melhorar os resultados, graças ao Equilíbrio de Nash e tal, mas ao menos daria uma satisfação primal a mim e a outros tantos. A não ser que RV admita, pelo menos tacitamente, que o seu sucesso foi apoiado sobre os ombros de um gigante, e que deixe de tentar reinventar a roda quando não tem capacidade para tal,

  2. Rui Vitória é bicampeão com a dose de “fortuna” relatada no texto e também com Ederson, Nélson Semedo, Lindelof, Gaitán, Mitroglou, etc e um sistema herdado.
    Não lhe retiro mérito nenhum. Outros também ganharam campeonatos com piparotes aos 92 minutos sem saber ler nem escrever. Faz parte.

    O que torna insustentável a permanência de RV no Benfica já nem são as suas ideias banais. Essas já eram ou deveriam ser conhecidas quando o foram buscar ao VSC.
    O que torna insustentável a permanência de RV no Benfica é o impacto que as suas ideias limitadas têm na consolidação do projecto de futebol do Benfica. É Filipe Augusto ter mais minutos que João Carvalho, é Pêpê não entrar nas contas, é desperdiçar Jovic, é desperdiçar Zivkovic, é “descobrir” Krovinovic em Novembro, etc. É olhar para RV e perceber que, com ele, o Benfica nunca vai retirar de Félix tudo o que ele pode dar, ou de Jota, ou de Dantas porque este treinador não pensa o futebol como estes meninos pensam. E se de facto o Benfica quer fazer algo na Europa terá que ser com Pêpe e o Florentino, o Gedson e o Dantas, o Jota ,o Umaro e o Félix e todos os outros que vêm atrás e que com estas ideias serão triturados.

    O barómetro europeu que utiliza para justificar o “exagero” da contestação é, sejamos claros, o seguinte. Zero pontos e um golo marcado na CL do ano passado e este ano, na fase de grupos, marcou ao AEK. Aspirar a mais que isto não é exagero nenhum. É o desígnio do Benfica.

    Manter Rui Vitória será, a nível desportivo, uma oportunidade desperdiçada de colossal dimensão.

  3. Com os jogadores que tem, o futebol apresentado é muito fraco. Para além disso, parece que ele próprio não acredita no que treina, porque ao mínimo desaire decide sempre meter mais avançados e começar a bombear bolas para a área. Ainda hoje estou a tentar perceber qual é a identidade do Benfica. Foi bicampeão, mas muito pouca influência teve ele nesse facto. Depende demais da boa forma de determinados jogadores, porque o que treina diariamente não esconde as debilidades técnicas de alguns jogadores. Não é treinador para o Benfica, nem para clubes com ambições europeias ou sequer de bom futebol.

  4. O Benfica ganhou algo na Europa quando a TV era a preto e branco é um luxo para os ricos e a Malta “via” futebol pela rádio. Mas o que é que essa conquista há 70 anos atrás tem a ver com o nível de exigência hoje? O Benfica hoje em dia passar a fase de grupos da Liga Europa com a mediocridade de plantel que tem já é uma vitória!

  5. “Rui Vitória não é assim o parolo que todos imaginámos. Nem é assim o homem recto e ético que ele se imagina.”
    Até porque se fosse parolo, tanto a treinar como na relação com os seus subordinados, os jogadores tê-lo-iam em muito pouca ou má conta, e o caso não é esse. Laudrup, é interessante como numa medida grande, fora da esfera técnica que evidentemente não sei avaliar, a origem das suas virtudes é a mesma de defeitos. No seguinte modo: Rui Vitória beneficia como dizes da imagem que o vê como um exemplo público em matéria de boa postura e de boas-maneiras, uma que se salientou (passado recente) quando contrastada (ou quando outros pretende(ra)m contrastá-la) com a postura também pública do seu (justamente) predecessor, J. Jesus, quando poucos duvidarão (ou eu não duvido) da qualidade humana de Rui Vitória e da forma (presumo) notável como se relacionará com os seus jogadores e colaboradores próximos, para cima e abaixo, razão pela qual nunca ouviremos um jogador ou ex-jogador aludir a Rui Vitória de forma negativa. Por não terem motivos para tal. Será assim tão simples e esta qualidade, escusado será dizer, é valiosíssima, porque boa e rara, podendo até ser decisiva para somar pontos especialmente no contexto de um clube grande onde não poucas vezes não há espaço para tanto ego, especialmente nas fases de maus resultados. Mas Rui Vitória, como qualquer competidor, e este é (só para este efeito) o seu defeito, não deveria procurar imitar no espaço público a atitude que naturalmente adopta na esfera privada com os seus jogadores e colaboradores. Se o fizer, também como sugeres, estará a enganar-se e a enganar os outros, erro no qual incorre quando se sente confortável. Já desconfortável, vem ao cimo uma versão mais próxima do verdadeiro Rui Vitória na esfera não-privada, para o mal quando se desculpa com arbitragens e entra em choradinhos bacocos (algo que faz todas as épocas), e para o bem quando agastado, sem pejo, na última temporada, atirou por exemplo de forma espontânea «um não ganha há 5 anos e o outro há 17». Era esse Rui Vitória que deveríamos ver mais vezes, sendo pena que prefira na maioria do tempo gerir imagem. Por acaso naquela altura enganou-se porque um não ganhava há 3 (J. Jesus) e o outro (S. Conceição) só naquele momento estava em posição de ambicionar ganhar, por só então treinar um candidato ao título.
    De acordo também que tecnicamente existirão treinadores porventura muito mais fortes do que Rui Vitória que passando por equipas grandes e por clubes com orçamentos disparatados nunca se sagraram campeões (uma vez), quando mais duas, e quando até poderiam ter sido três não fosse o tiro de Herrera na Luz para lá do minuto 90 na última temporada. Ainda tecnicamente, não directamente relacionado com o que mencionaste sobre o peso do trabalho de Jesus no bicampeonato de Vitória mas a tal associado, não vale a pena comparar Vitória com o seu antecessor porque são de divisões completamente diferentes. «Este resultado é ridículo, nunca tinha visto tanto domínio duma equipa sobre outra a este nível», Thomas Tuchel dixit, depois de visitar o Estádio da Luz com o Dortmund. «Em nenhuma fase da partida conseguimos fazer o nosso jogo», o mesmo Tuchel, um ano antes, após a visita do Sporting do mestre Jorge Jesus ao Westfalenstadion na poderosa Alemanha, para a mesma competição.
    Dúvidas existissem/existam, ficou aí tudo dito, quando nem deveriam existir dúvidas e quando nem seria preciso dissipar as que existem de tão óbvia que essa (não) questão é.

  6. O problema do Rui Vitória chama-se “e-mails” e esse é o problema que nenhum benfiquista nem vocês aqui no blog querem ver. Durante 2 anos foi demasiado fácil, aliás já com Jesus foi demasiado fácil. Porque é que o Jesus no Sporting parecia demasiado banal e no Benfica parecia o maior do mundo? Porque tal como no bicampeonato do Vítória havia sempre uma forma da bola entrar, era o frango por jornada, era a assistência do defesa, era tudo a facilitar, eram os jogos contra o Belenenses, lol, que não eram os únicos. Isso tudo acabou com o caso dos e-mails. A verdade veio ao de cima, o futebol português ganhou e o Benfica está outra vez a meio dos anos 90.

    • Aqui fala-se de futebol, se queres entrar por outro tipo de discussões acho que deverias dar a opinião noutro tipo de blogs e deixar quem gosta realmente de discutir e ler os entendidos falarem da matéria em paz (sem aludir seja ao que for extra futebol, de qualquer clube). Obrigado.

  7. Este acaba por ser o post mais importante que vocês já fizeram – toca o ponto fundamental estratégico do futebol português – NÂO VAMOS PARA LADO NENHUM ASSIM – NEM JOGADORES (7/10 no maximo da REALIDADE CURTA do futebol português), NEM TÉCNICOS, NEM DINHEIRO A ENTRAR COMO PODIA E DEVIA EM PORTUGAL.

    Quanto ao respeitável treinador da fotografia, isso já foi discutido aqui há três e dois anos atrás, e fica evidente quando abdica do meio-campo, isto é, de jogar futebol.

  8. Quando falam que a liga portuguesa é “cada vez mais, para conhecedores” fazem-me lembrar a discussão gerada em Inglaterra em torno das constantes contratações do “Big Sam” ou do Sam Allardyce para equipas da Premier League.

    Aí a queixa também era que não traziam ideias revolucionárias, e que o jogo era feio.

    Mas lá está, quem os contrata sabe o que tem – segurança, pragmatismo. Para quê arriscar num Miguel Cardoso, quando se tem um gajo que sabe o que é ser campeão.

    • Não me parece que seja igual comparar o nível de treinadores actualmente em Portugal com um nível britânico que estagnou e continua estagnado. Hoje, acredita, dado o nível táctico só um estrangeiro de classe mundial ganha esta Liga. E não faltam exemplos disso, como o de um treinador bastante razoável (Lopetegui) e com um plantel superior, ficou atrás de um Benfica em desenvestimento.

      Ainda que possa parecer, não é a mesma coisa, desculpa.

      • Acredito que em termos de treinadores a liga portuguesa esteja acima da inglesa. Não estava a comentar isso.

        Só estava a referir que a importância do “know-how” de um treinador não é exclusivo à liga portuguesa!

        Na liga inglesa também se procurava saber porque é que eram sempre os mesmos a ser contratados (ver abaixo), mas a resposta estava aí: cabia sempre nos mesmos, apesar de terem ideias “retrógradas”, porque conheciam a competição. Apesar de não serem grandes teóricos do futebol, “sabiam fazer”!

        “Seven far more interesting managerial options than Alan Pardew or Sam Allardyce ”

        https://www.telegraph.co.uk/football/2017/11/29/seven-far-interesting-managerial-options-alan-pardew-sam-allardyce/

        “Astonishing stats as Alan Pardew and Sam Allardyce 2 of 6 managers to now pick up 24 jobs at 10 clubs”

        https://www.themag.co.uk/2018/03/astonishing-stats-alan-pardew-sam-allardyce-2-6-managers-now-pick-24-jobs-10-clubs-newcastle-united-premier-league-mark-hughes/

        Mas agora também é interessante ver que o paradigma tem mudado na liga inglesa e que mesmo os clubes mais “humildes” vão contratar fora.

        • Ah, desculpa. Sim acho importante a tal influência de fora. Mas este casulo ainda não tem muitos anos. Antes, treinadores estrangeiros ganhavam a Liga – se tivessem condições para isso. Agora essas condições são mais reduzidas porque não se baseiam num plantel, ou estrutura, somente. Se agora, Porto, Benfica ou Sporting, apostassem num estrangeiro, esse teria de trazer algo mais revolucionário do que Boloni ou Adriaanse trouxeram, por exemplo. Porque isto está mesmo apertado. A última Liga com um Benfica com know-how de campeão, um Porto com Sérgio sedento e um Sporting com Jesus (atenção ao Braga de Abel) tem uma dificuldade gigantesca para uma carta fora do baralho.

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