Defender é muito mais do que “cortar”

Cada vez mais a importância de preencher cada lugar com jogadores capazes de jogar os diferentes momentos do jogo com categoria. O tão aclamado “corte” que deverá surgir somente no limite. A importância do recuperar para iniciar transição ofensiva. No momento defensivo, cada vez maior a importância dos que não “matam” a jogada. Mas sim, a transformam numa situação mais vantajosa. Roubar para sair a jogar. Um dos traços de um “novo” jogador bastante mais completo.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3767 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

10 Comentários

  1. Há vários comentários possíveis a fazer a este post.

    Assim mais no global, acho que podemos incluir os pequenos vídeos neste espaço colocados na categoria “estatísticas”… no sentido de poderem não ser a verdade absoluta do jogo. Eu não vi o jogo mas vendo o vídeo a ideia com que fico é que os jogadores do Midtjylland são uns totozinhos com bola e a defender ainda pior, não tendo a mínima noção dos espaços a ocupar mesmo em superioridade numérica gigantesca (como foi o caso do golo)… no entanto o resultado acho que foi empate com o Benfica depois a vencer nos pénaltis, logo a análise que faço da equipa do Midtjylland com a pouca amostra que me foi dada, pode ser ilusória.

    Depois isto:

    “O tão aclamado “corte” que deverá surgir somente no limite.”

    “No momento defensivo, cada vez maior a importância dos que não “matam” a jogada. Mas sim, a transformam numa situação mais vantajosa. Roubar para sair a jogar.”

    Varia da equipa/jogadores que se treina, certo?

    Com a pouca amostra da equipa do Midtjylland, dada pelo vídeo, eu se fosse treinador se calhar aconselharia os jogadores mais recuados a aliviar se sentissem-se numa situação apertada… agora podes-me dizer “ah não, mas no jogador moderno tem de saber jogar com bola, tem de se ter critério” e isso é tudo muito bonito… mas será mesmo essa a direcção para a qual o futebol caminha? Os jogadores hoje são técnicos ou menos que no passado? A ausência cada vez maior do futebol de rua no futebol profissional veio trazer mais técnica a estes? Os jogadores formados hoje têm maior noção táctica e do colectivo mas não acho que se possa exigir a estes, coisas que não conseguem fazer.

    Por outras palavras, com treino conseguem-se coisas… o Bas Dost hoje é muito mais “Slimanizado” do que quando chegou… mas será que após estes meses todos, já é 20% do que o Slimani era? (não tou a falar de finalização como é óbvio (à parte só para n levar com a alguém a vir-me falar de golos)).

    • Faz sentido, visto que o vídeo não se enquadra particularmente.

      Só que o meu comentário era no sentido de ter-se uma visão do que era a implementação das tuas ideias numa equipa como o Midtjylland (que mais uma vez reforço, não sei se é boa ou má mas pelo vídeo parece muito limitada a nível técnico).

  2. O critério que tem q ser orientador .. Defender para atacar , tanto posicional( por exemplo criação de zonas pressionastes, que permitem que estejamos posicionalmente preparados para ganhar a bola para dar seguimento) como funcionalmente . O respeito pela Inteireza Inquebrantável do Jogo , pois sendo ele um Todo Que não parte o caminho passa mesmo pela Articulação que a ele se pretende dar .. nada melhor que defender para atacar !!

    Abraço

  3. Por acaso esta jogada é muito gira… A concentração de jogadores num curto espaço, a forma como o Benfica tenta recuperar, sim, mas também encontrar um caminho bom para atacar e sair daquele pequeno quadrado, e a grande qualidade deste miúdo Florentino.

    Ontem apenas vi a primeira parte. Mas fiquei bem impressionado com a qualidade do Benfica. Só na zona central do meio-campo estavam Florentino e Gedson Fernandes, dois excelentes jovens, com grande potencial (físico, técnico, até de conhecimento do jogo), Zé Gomes, D. Gonçalves, J. Filipe, os centrais.

    E uma ideia de jogo globalmente agradável e que representa não só a cultura do clube mas também a necessidade do clube (as equipas do Benfica, de todos os escalões, passam a maior parte do tempo em cima dos adversários, então julgo que faz mais sentido desenvolver atletas e ideias de jogo que possam se enquadrar na realidade e nas necessidades competitivas do clube).

    O adversário também apresentou algumas ideias interessantes, pelo menos na primeira parte.

  4. Boas.Achas que o facto de experimentar e jogar noutras posições contribuí para essas valências? Claro que o rigor no treino e a ideia que nos transmitem são importantes, mas depois em campo a coisa pode dissipar facilmente quando somos mais novos.
    E cada vez mais,vemos jogadores novos em grandes equipas e pricipalmente com mais maturidade.
    Quem achas que é o grande impulsionador, o treino rigoroso ou a experimentação?

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