A final ali ao canto – curtas do Braga vs. Benfica

Foi um Braga vs. Benfica muito disputado, que só as bolas paradas conseguiram separar no momento da verdade.

  • Braga estruturado num 4-4-2 com bola. Sem bola, fazia baixar Galeno e alterava o seu sistema para 5-3-2, tal como tem sido habitual esta temporada.
  • Um Benfica desfalcadíssimo levou Jesus a apresentar a equipa em 3-4-3, com Weigl no meio de Todibo e Jardel.
  • Lado esquerdo do Braga a criar desequilíbrios em jogo corrido, muito por culpa de Galeno e dos seus lances individuais.
  • Também no Benfica, o lado esquerdo assumia maior preponderância: se querem um ala que faça piscinas, realize movimentos verticais e cruze, então Cervi satisfaz esses todos requisitos; já Darwin, muito dinâmico (sobretudo na primeira parte) a cair também no corredor para apoiar Cervi, mas também forte e seguro a receber a bola entre linhas.
  • Al-Musrati e Castro a encaixarem em Taarabt e Pizzi, e vice-versa. O jogo passou muito pelas ligações entre laterais/alas e extremos, visto que os médios das duas equipas pouco conseguiram criar hoje.
  • Quando entraram Pedrinho e Everton, o Benfica deixou de ter presença na área. Provavelmente porque ambos estão habituados a servir e não a terem que finalizar, ao contrário do próprio Darwin (como extremo esquerdo) e Rafa. Posto isto, pouca gente acompanhou Darwin (aí como ponta referência) nesses momentos.
  • Nos minutos finais, Jesus adiantou Weigl para o meio-campo, passando para um 4-3-3. Carvalhal respondeu e voltou a “encaixar”, ao baixar Fransérgio para igualar no miolo.
  • Nos descontos, Gonçalo Ramos entrou para a saída de Pizzi. O sistema alterou-se novamente, desta feita para 4-4-2, mas sem tempo algum para surtir qualquer efeito.
  • Num jogo tão encaixado, emergiu Tormena, que assistiu e marcou no seguimento de lances de bola parada. Do outro lado, só um penálti convertido por Pizzi permitiu ao Benfica chegar ao golo.

Destaques individuais

  • Ricardo Horta – duas assistências, primeiro para Abel Ruiz, depois para Tormena. Decisivo e objetivo!
  • Al-Musrati – assertivo. Juntamente com Castro, varreu o jogo interior do Benfica. Com bola, entregou com qualidade.
  • Weigl – a central, ajudou a controlar a profundidade e esteve bem a dobrar Todibo e Jardel. Em posse, não falha um passe.
Yaya Touré
Sobre Yaya Touré 24 artigos
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