United a caminho da final – A dinâmica do 3º jogador que é imparável

Com ressurgimento das marcações individuais, a especialização das zonas pressionantes e dos momentos de contrapressão, há uma dificuldade que se torna cada vez mais premente: a capacidade para jogar de frente enquadrado para jogo e de quebrar linhas de pressão. Já não é apenas uma questão de correta orientação corporal, orientação dos apoios e capacidade individual para bater esses encurtamentos por ações individuais de drible/finta/simulação, mas também um exercício coletivo para encontrar soluções para a problemática. Uma delas pode ser a que o United utilizou em dois dos seus golos na noite que praticamente sentenciou a eliminatória das meias-finais da Liga Europa, com uma goleada expressiva por 6-2 frente à Roma.

Por forma a bater a pressão da Roma, a utilização da dinâmica dos apoios frontais para terceiro jogador revelou-se bem sucedida, permitindo num golo que o jogador recetor final (o tal 3º jogador) solicitasse o espaço em profundidade para finalização e noutro que se encontrasse enquadrado em progressão de frente para a linha defensiva, com liberdade para definir (e os envolvidos, curiosamente, foram sempre os mesmos – Bruno Fernandes, Pogba e Cavani – possível sinal de que a dinâmica pode ser favorecida pelo treino e pelo índice associativo que estes jogadores apresentam, sendo capazes de identificar os momentos para ativarem os apoios frontais e chegada do 3º jogador através da linguagem corporal dos colegas).

O objetivo da dinâmica está inerente aos princípios ofensivos do jogo: gerar uma mobilidade que permita uma penetração sobre a linha defensiva/baliza, constantemente reduzindo números ao bloco adversário.

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Juan Román Riquelme
Sobre Juan Román Riquelme 60 artigos
Analista de performance em contexto de formação e de seniores. Fanático pela sinergia: análise - treino - jogo.

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