Everton – A história de um Desequilibrador que se tornou “Definidor”

O elevado valor da transferência trouxe-lhe o peso da responsabilidade, e embora seja experienciado em contexto internacional, continua a ser um miúdo de 24 anos pela primeira vez fora do seu país. Mas nem por isso as criticas a que vem sendo sujeito são justas. Não é por ser o jogador com mais assistências da Liga – a par de Grimaldo, ou por ser atrás de Gauld e excluindo os pontas de lança, o homem com melhor registo entre Golos e Assistências da Época em Portugal.

É provavelmente porque de Everton se esperava desequilíbrio em forma de “Folclore”. Os dribles estonteantes que em tempo o mundo assistiu com a camisola da “canarinha” estarão bem presentes entre todos quanto esperavam mais de Cebolinha. O problema é que Everton evoluiu para um jogador diferente. É mais um definidor que um desequilibrador. E os primeiros têm naturalmente mais valor – Para se perceber a distinção, insira Rafa na segunda categoria. Everton tornou-se um jogador eficiente mesmo que não espetacular. Recebe bem, percebe os momentos de acelerar ou refrear ímpetos ofensivos e sobretudo, no último terço define com muita qualidade. A percentagem de lances com sucesso em que participa é naturalmente muito superior a praticamente todos os jogadores da liga em Portugal. Se há espaço para acelerar e condições para ser perigoso, se vai nos pés de Everton… provavelmente levará mesmo perigo. Se não há, não força, não vai para cima. Refreia os ímpetos, e não é isso que o “povão” espera daquele driblador que nas madrugadas de Copa América nos entrava pela TV adentro. 

De todos os homens do ataque do Benfica, Everton é o melhor jogador encarnado, e quanto mais confortável estiver, maior diferença fará. 

Em Tondela fez tudo simples. Contudo, sempre que o contexto o proporcionou, o simples guiou o Benfica ao perigo. 

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