Mario González, o homem-golo de Tondela – Agitar as redes e depois o mercado

À data do artigo e à partida para a última jornada da Liga NOS, o Tondela já tem tranquilamente assegurada a manutenção no principal escalão para a próxima época. Individualmente, temos de destacar claramente a influência do avançado Mario González, emprestado pelos espanhóis do Villarreal, com um contributo ofensivo assinalável e com alguns apontamentos quantitativos históricos mesmo: é o terceiro melhor marcador do campeonato, com 15 golos (melhor marcador de sempre do Tondela, bem como espanhol, numa edição da 1ª Liga), com destaque para um hat-trick relâmpago em pouco mais de 8 minutos na vitória contra o Moreirense e a recente nomeação como o melhor avançado do campeonato no mês de Abril. A produtividade do espanhol não tem passado despercebida e deve ser mais um nome a agitar o próximo mercado de transferências (não parece que Unai Emery por alguma razão vá prescindir de Carlos Bacca, Paco Alcácer ou G. Moreno), uma vez que o próprio já confirmou que não vai continuar em Tondela. Em relação às características, importa olhar para:

  • A relação com o golo que é instinto– apesar de obviamente não jogar na equipa que mais volume ofensivo cria na Liga NOS, os números impressionam e ao olhar para os golos em pormenor ainda mais, já que apresenta um reportório de finalizações variado com situações de 1v0+GR, saída em drible com finalização com ambos os pés, chegada com concretização de cruzamento e utilização do jogo aéreo que lhe permitem um grande aproveitamento das situações de finalização que a equipa lhe proporciona.
  • A mobilidade que é imprevisível – é um avançado que (até pelo perfil das suas capacidades condicionais, particularmente pela velocidade) tem uma grande abrangência de espaço na frente, estado confortável tanto no papel de afundar a linha contrária com movimentos a procurar a profundidade pelo lado cego dos centrais (aguenta muito bem o timing de aceleração para se manter em jogo nestes movimentos) ou a vir buscar em apoio para se orientar e ser ele a acelerar o jogo (uma das suas assistências é paradigmática deste movimento) – ver no vídeo abaixo.

Sou um jogador rápido, essa é a minha maior qualidade. Talvez este ano não esteja a ser tanto por causa dos problemas que tive, mas mesmo assim acho que demonstro que sou forte a atacar o espaço, onde causo muitos danos. Sou bom de cabeça, muito trabalhador e forte mentalmente.

Mario González, em entrevista ao portal zerozero.pt
Sobre Juan Román Riquelme 63 artigos
Analista de performance em contexto de formação e de seniores. Fanático pela sinergia: análise - treino - jogo.

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