A diferença entre os melhores - um exemplo de Pizzi

É com alguma frequência que ouvimos dizer que os melhores jogadores são aqueles que sabem o que vão fazer antes de receber a bola.

Não negando a importância dessa recolha de informação prévia, acredito que os melhores serão aqueles, que embora tenham uma ideia do que fazer, conseguem adaptar de forma rápida e assertiva a sua ação.

O contexto de jogo varia a uma velocidade tremenda e nem sempre os cenários que existem antes da receção da bola, são os mesmo que se encontram quando a bola chega ao portador.

Será, portanto, necessário existir uma capacidade de ajuste face ao contexto imediato.

Observamos Pizzi e embora tenha verificado o que rodeia, não se apercebeu do adversário que se aproximava pelas costas. Imagino que antes de receber tenha pensado em colocar a bola em Jiménez, mas, depois da receção, a situação mudou.

A sua capacidade de ajuste fez a diferença e acredito que seja isso que distingue realmente, os melhores.

Bruno Fidalgo
Sobre Bruno Fidalgo 6 artigos
Licenciado em Ciências do Desporto. Criador e autor do blog Código Futebolístico. À função de treinador tem aliado alguns trabalhos como observador.

8 comentários em A diferença entre os melhores - um exemplo de Pizzi

  1. Já agora…neste video dá para perceber o que referi sobre ele na BTV… está o tempo todo a tirar fotografias ao que o rodeia…por isso sabe onde está o espaço, mesmo que esteja de costas para ele..

  2. Com um pequeno pormenor, arriscado mas perfeitamente compreensível, eliminou 2/3 jogadores da jogada e conduziu. Excelente. Mas depois disso poderia ter dado em Jimenez que estava sozinho entre-linhas (o problema depois era o que Jimenez faria a seguir, mas ficava numa situação de 4×4 quando após a decisão de Pizzi a situação passa para um 5×6)

  3. Fantástico
    Pena que a maior parte só lhe deiam valor agora (que marcou 2 golos), quem (para mim) nem foi das melhores exibiçoes dele

  4. Esta eh a grande diferenca entre a psicologia ecologica, e as teorias que dizem que funcionamos como os computadores com input – processamento – decisao – accao.

    Um robot, nunca tinha conseguido ajustar porque o estimulo que recebeu nao continha a informacao do adversario a chegar.

    • Este lance é um bom exemplo de mais uma não-decisão. Um computador SÓ toma decisões: processamento hiper-veloz de informaçao e tomada de decisões sempre correctas, e é isso que faz do computador uma máquina inteligente.

      Pizzi aqui não tomou uma decisão. Jogou como jogou porque além de muito inteligente é um jogador 300% intuitivo.

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