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Perceber e ensinar o jogo. Javier Pastore.

Rabiot no tenía tanta constancia en los partidos pero siempre estaba presente y entiende muy bien el juego. Cuando un equipo sabe a lo que juega es mucho más fácil moverse dentro del campo. Nosotros sabemos lo que hará el compañero antes de que agarre la pelota. Eso te da una ventaja para saber cómo ayudarlo y hacia qué espacio moverte para no superponerte.

A importância de conhecer o jogo como factor primordial para o sucesso. Responder rapidamente a cada situação. E a vantagem de conhecer o colega como forma de se associar com bola, ou mesmo na movimentação. Numa era em que ser mais que a soma dos onze se traduz em conhecimento e não somente em lutar “fisicamente” por cada colega.

(Quem tem Verratti) Tiene de todo. Menos altura. Refleja a Iniesta o a Xavi en su mejor momento. Con él tenemos siempre salida. Juega como si estuviera en el patio de su casa. Como Iniesta, ve siempre antes. Cubre muy bien la pelota. Sacarle la pelota es imposible. Le suele pasar a los más bajitos. El centro de gravedad es mejor para cubrir y tener.

Uma das críticas no post recente à incoerência apresentada por Jorge Jesus. Se em Matic e Enzo tinha jogadores que cumpriam com o seu perfíl morfológico e simultaneamente apresentavam características técnicas e de decisão que lhes permitiam sair da pressão, não pode definir como primeiro critério o perfil morfológico e posteriormente queixar-se que não tem saída para o ataque. Sobre Verratti, Pastore a referenciar uma das enormes vantagens do baixo centro de gravidade, e que acaba por tornar um contra senso a aposta total num perfíl morfológico para qualquer posição no campo.

Es tener consciencia de distancia y tiempo. Es saber a la velocidad a la que corre el defensor que viene a marcarte, si te viene rápido o te marca lento. Es raro. Yo me paso la vida mirando lo que pasa alrededor.

Espaço e tempo. Factores decisivos no jogo de grande nível na actualidade. Os mais aptos cognitivamente estarão sempre em vantagem. O observar, ver e antecipar tudo ao redor. E a velocidade a que se consegue fazê-lo a determinar muito do sucesso.

Mi juego no es de ir y encarar. El primer toque trato de hacerlo un poco largo, para que el defensor crea que llega. No necesito hacer firuletes. Soy de esperar ese segundo en el que el marcador cree que la va a agarrar y ¡tac! La toco y no la agarra.

Conhecer-se a si e mover e enganar a oposição. O pormenor delicioso que referencia receber um pouco mais largo para desorganizar o adversário. Um pouco como os passes outrora referenciados aqui. Aqueles bem rápidos que passam tão perto do opositor que o fazem sair da posição por pensarem que o podem interceptar. E ai, o desequilibrio fica desde logo feito. Inteligência suprema, é jogar com os colegas, mas também com o adversário. É jogar com todas as variáveis sem decisões predeterminadas.

Es el nueve que me gusta tener. Jugar detrás de él significa tener 25 diagonales y movimientos por partido. Si de esos 25 le doy 20 pases, y si de esos 20 diez son buenos, te puede hacer cinco goles. A mí me encanta porque ataca siempre la profundidad, siempre está poniendo en dificultad a los defensores. Tira una diagonal y si no le puedo dar la pelota me hace otra en la segunda jugada. No se queda protestando porque no se la di, o se da vuelta y espera para otra jugada. En un minuto te hace tres diagonales y tres posibilidades de pase. Hay muy pocos delanteros con esa movilidad. Físicamente es un animal. Te puede jugar dos partidos seguidos y no se cansa nunca. Para nosotros es fundamental porque al tener dos delanteros por afuera con tendencia a meterse al medio y contactar mucho con el balón, como Draxler o Di María, que por ahí no son jugadores que van a hacer 20 goles al año, nos hace falta un nueve como él que busque siempre la profundidad y piense solo en hacer goles.

Nunca pide la pelota al pie?

R. Muy poco porque sabe que su fuerte es otro. Tenemos tantos jugadores que vienen al pie que si él viene también jugaríamos en la mitad de la cancha y no llegaríamos nunca a la portería contraria.

Não que deva ser sempre o avançado centro, ou alguém em específico a procurar as rupturas. Mas é importante perceber que mesmo o jogo apoiado é sempre com o intuito de chegar ao momento de colocar a ruptura. E que se ninguém tem a capacidade que Pastore vê em Cavani, criar ocasiões de golo é muito mais complicado. Ainda o exemplo do texto recente sobre a falta de profundidade do Sporting. Pela primeira vez Jorge Jesus com um único jogador na sua equipa com capacidade para procurar a ruptura, e mesmo ele (Gélson) muito menos forte nos movimentos com bola do que no que cria com bola no pé.

E algo possivelmente pouco percebido por quem não anda pelo relvado. Traços de personalidade a permitirem mais ou menos. O elogio de um colega que percebe que a bola não entra sempre e volta para pedir de novo, em detrimento daqueles que desligam quando da primeira vez a bola não segue o rumo que desejariam. A persistência e capacidade para se relacionar também emocionalmente com colegas e jogo. Tantas vezes a fazer a diferença para se ser melhor. E para que seja aprazível partilhar o campo consigo.

Qué significa el pase a un toque en la relación mediapunta-delantero?

R. Siempre hablamos en los entrenamientos. Cuando a un volante le dan una pelota y de un toque la da larga, los centrales no se lo esperan casi nunca. Me gusta muchísimo jugar a un toque. Podría jugar a un toque todo el partido. Me encanta. Es muy raro que en los entrenamientos juegue a dos toques. Me gusta tocar y moverme, tocar y moverme.

P. En la asistencia para el 0-1 contra el Olympique en Marsella, hace dos semanas, usted jugó a un toque y le puso el balón muerto a la espalda de la defensa.

R. Si hubiese sido otro delantero, a lo mejor yo tenía que parar y ver a quién se la voy a pasar o en qué momento. Pero él va siempre. Se la des o no se la des, él va. Así que yo se la tiro, por las dudas. Y él en Marsella llegó. Mi pase fue bueno pero la jugada es de él. Porque otro delantero no va ahí, y el pase lo agarra el arquero. Él da valor al pase

O conhecer o colega. A forma como se associam na origem do golo. Na mente de ambos a mesma decisão. Pastore que sabia o que Cavani decidiria na sua movimentação. Cavani que sabia onde iria a um toque entrar a bola que ainda não tinha sequer chegado ao pé do colega. Pequenas sociedades num jogo colectivo a desbloquearem problemas.

Uma entrevista fascinante. Aqui.

P.S. – Já passam de duas centenas de utilizadores registados na COMUNIDADE LATERAL ESQUERDO. Esperamos lá por vocês para continuar as discussões sobre este jogo maravilhoso!P.S. II – Agradecimento muito grande a todos os que já se juntaram a nós no Patreon. Para terem acesso a todos os conteúdos que por cá se produzem, é passar por lá. Recordamos que 1 euro mês será desde logo uma grande ajuda! Alternativa no lateralesquerdo.com@gmail.com.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2706 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

1 comentário em Perceber e ensinar o jogo. Javier Pastore.

  1. Desta vez a entrevista completa está ainda melhor que o artigo!

    A Federação devia mandar imprimir isto e colar nos balneários de todos os escalões de formação e seniores.

    Está cada vez mais parecido com Riquelme, só que ainda tem muito menos golo.

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