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Coberturas. Trabalho para Jesus.

Lisboa, 23/07/2016 - O Sporting Clube de Portugal recebeu esta tarde o Olympique Lyonnais em jogo de apresentação da equipa aos sócios, a contar para a pré época 2016/17. Petrovic (D) ( Pedro Rocha / Global Imagens )

Depois de um passe perdido por Iuri Medeiros, transição ofensiva da equipa turca. A bola entra nas costas da turma leonina, mas o guarda redes consegue interceptar.

Erro de posicionamento de Petrovic que poderia ter possibilitado o primeiro golo na partida.

Com somente três atrás da linha da bola, é importante manter mais que uma linha na situação de jogo. Coates saiu ao portador da bola (contenção) e Petrovic travou ao lado do colega, quando deveria ter baixado mais metros para se colocar numa linha mais recuada, e em diagonal com o central uruguaio. Garantida a cobertura, as dificuldades para o passe de ruptura entrar seria muito maiores, e as possibilidades do Fener chegar ao golo mais diminutas. No jogo, defender e atacar bem tem tudo a ver com posicionar e tomar decisões que aumentem probabilidades de acontecer o que pretendemos. Sabendo sempre que muitas vezes fazendo mal se chega ao resultado e outras fazendo bem, não se chega. O que é certo é que em vinte acções, se o comportamento for sempre o correcto, garantidamente que o sucesso será bem mais elevado do que no conjunto das vinte más acções.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2705 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

4 comentários em Coberturas. Trabalho para Jesus.

  1. Petrovic tem muito que evoluir, apesar do bom trabalho de Luis Castro, é muito mais difícil defender no Sporting, do que numa equipa como o Rio Ave.

  2. Battaglia na segunda parte, parece encaixar como uma luva no modelo de JJ.

    Faz lembrar o Javi Garcia, jogador muito disponível nos duelos e rápido, Jorge Jesus tentou fazer o mesmo com o Samaris por exemplo. Parece-me que caso o William saia o Battaglia leva vantagem!

  3. Dúvida: se ele se colocar mais atrás da linha dos centrais não estará a interferir com a capacidade dos centrais colocarem outro jogador adversário que entre na jogada em fora-de-jogo? No meu entender o limite onde o trinco deveria cair é entre os centrais, e deveria ser ele a sair ao portador e não o central. Portanto acho que esteve mal no sentido da coordenação com o Coates, mas parece-me que recuar não seria defender bem… Ou estou errado?

    • se me permites… estás errado…
      E se os centrais tiverem lá na frente e os avançados cá atrás? Como fazes… não se trata de analisar quem é quem, mas de perceber quantos estão no lance e em função do número de jogadores do lance… adaptar o posicionamento! Com 3 atrás da linha da bola… é assim como estão essas marcas mais claras. Um na bola, dois em cobertura.
      O trinco não podia sair na bola… não estava lá! Era o central que estava… logo ele tinha de reocupar a posição do central que saiu à bola 🙂 se param assim todos na mesma linha, todos os passes isolam colegas…

      abraço!

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