A força do Sporting

Que jogadores mais gosto no Sporting? Olhe, gosto sobretudo da filosofia do treinador. Jogando sempre por dentro, com três defesas, muito flexível, faz a bola circular muito bem, povoa muito bem o meio campo, se a gente fecha por dentro eles jogam por fora, se a gente marca por fora eles joga por dentro…

Claro que há o William, Slimani e Ruiz, mas o que diferencia mesmo o Sporting é a filosofia e a táctica do treinador.

Palavras de Dante.

Infelizmente para Jorge Jesus não são os jogadores ou sequer quem mais sabe de futebol a tomar decisões neste mundo, porque o seu modelo, cada vez mais replicado em toda a parte, mereceria a possibilidade de se mostrar noutros palcos com outras individualidades.

Tudo pensado e definido ao pormenor em todo o espaço do campo e não apenas no centro do jogo. Terá estado ai também na vanguarda. Tudo se liga. Ofensivamente as movimentações e posicionamentos. Defensivamente, e sobretudo, tudo preparado para as transições. Continua a ter um dos modelos mais marcantes no futebol, ainda que hoje sejam cada vez mais os treinadores a assumir por completo as rédeas das equipas, conferindo-lhes identidades vincadas.

Enquanto estiver no Sporting há que contar sempre com uma luta a três.

Rodrigo Castro
Sobre Rodrigo Castro 217 artigos
Rodrigo Castro, um dos fundadores do Lateral Esquerdo. Licenciado em Ed física e desporto, com especialização em treino de desportos colectivos, pôs graduação em reabilitação cardíaca e em marketing do desporto, em Portugal com percurso ligado ao ensino básico e secundario, treino de futsal, futebol e basquetebol, experiência como director técnico de uma Academia. Desde 2013 em Londres onde desempenhou as funções de personal trainer ligado à reabilitação e rendimento de atletas. Treinador UEFA A.

3 Comentários

    • Está na pré-época. E tem qualidade como sempre. Vamos ver na champions que é o maior desafio, porque no campeonato é impossível não vencerem com muitos pontos de diferença.

      • E não sei se não é esse o principal problema. Chegam a março com a liga ganha, começam a desligar e torna-se difícil manter os níveis de concentração a topo.

        E depois não estão tão “ligados à corrente” quanto às restantes equipas ainda na luta pelas respectivas ligas internas.

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