Como Jesus garantiu mais bola no Derby

Abordei nas curtas a forma como o Sporting conseguiu criar dúvidas e dificuldades ao SL Benfica na sua possível pressão. Se uma equipa conseguiu sair em futebol apoiado desde trás e outra não, muito se deveu à forma como Jorge Jesus preparou uma inovação ao seu modelo para o Derby.

Trocou Patrício por William no centro da linha de 3 na construção, metendo William nas costas dos avançados e avançando Adrien para as costas dos médios do Benfica, fixando Fejsa e sobretudo Pizzi mais atrás, garantindo que este nunca iria pressionar William, ganhando espaço e vantagem numérica na construção.

Trocava com paciência entre centrais e guarda redes, esperando que o espaço para progredir surgisse. Ai, Semedo conduzia, invadia as costas dos avançados adversários em posse, e William ocupava a posição de defesa central, precavendo uma possível perda.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3767 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

4 Comentários

  1. Também tinha reparado que o Patrício esta a fazer de William hoje, e que por isso estávamos com mais dificuldade em queimar linhas com um passe, mas que as quebrávamos depois em progressão.

  2. Pensando numa perspetiva de duelos, caso William baixasse, o Pizzi poderia estar + adiantado (saíria ao Adrien), com o Fejsa e os centrais em 3vs2 com o PL e 2ºAV do SCP.

    Desta forma, fica um 4vs4 na zona central (Pizzi+Fejsa+Luisão+Lindelof vs. William+Adrien+Bryan+B.Dost), mas que pode passar a um 5vs4 caso um dos DC do SCP consiga a tal progressão e obrigue alguém a sair na contenção.
    Ou isto ou criaria desequilíbrio no corredor lateral, como tentaram no vídeo.

    Aliás, com esta construção, muitas vezes o jogo estava um 10vs10 a nível de duelos (com os jogadores a fecharem os espaços, obviamente), sendo o Patrício o homem que estava livre e que conseguia libertar um dos centrais, que depois tentaria libertar outro colega para depois se criarem desequilíbrios.

    Agora, queria perguntar se esta opção não tem a desvantagem de iniciar a construção muito atrás (DCs muito baixos)? E quais os impactos que isso tem no jogo do Sporting, neste caso?

  3. Em nada resultou porque o Benfica jogou sempre como é habitual entre linhas e defesa subida. Defendeu sempre em bloco…mais uma vez sofrer golo com a saída do Gonçalo Guedes devido à falta de pressão na primeira linha. O Benfica jogou o seu jogo sempre em bloco e contra ataque rápido e o Sporting poucas vezes conseguiu jogar como gosta em toda a largura mantendo só a posse. Se no proximo jogo em alvalade for assim o Sporting volta a perder. Só é capaz de ter hipotese se explorar passes nas costas dos laterais como vez em alguns lances perigosos deste jogo.

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