Paolo Maldini
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Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

18 Comentários

  1. Maldini,

    (?) Leste há uns dias o Gareth Bale quando disse que os 6 clubes de topo em Espanha são melhores do que os 6 clubes de topo em Inglaterra mas que a Liga Espanhola, segundo ele, é muito mais fácil do que a Liga Inglesa porque em Inglaterra uma equipa que não joga a 100% durante os 90m não vence jogos. Já em Espanha, ainda segundo Bale, as equipas mais capacitadas podem “descansar” durante o jogo. “In Spain, you can be up at half-time against the bottom club and take your foot off the gas. You can rest players and take people off. If you try for 45 minutes you won’t win a match in the Premier League.”

    É óbvio que todos os jogadores de todas as equipas querem sempre ganhar, independentemente de onde joguem, seja lá a que nível for, mas o que Bale refere tem tudo a ver com a “psicologia” dos jogadores no jogo que numa medida se pode traduzir na normalmente mencionada “intensidade”. Querer todos querem mas quando a isso se juntam motivação e pura vontade, as coisas acontecem muito mais facilmente e as surpresas são muito mais frequentes.

    Se o PSG tivesse vencido (imaginemos) 3-0 ou 3-1 em Paris, este 2º jogo teria sido porventura mais fácil …

    • Manuel… pormenor. Ninguém celebrou com Luis Enrique. Barça avassalador desde que anunciou saída… eu bem tinha dito no post dos 4 a 0 o quão estranho era ver determinada atitude e posicionamentos em demasiados jogadores…
      será só acaso?

      • Pois … mas com um 0-5 na bagagem, esta noite, na cabeça deles, só ia dar Barcelona, por muito que nos outros dias todos da semana queiram ver-se livres dele. A emoção é quase tão importante como tudo o resto.

    • ManuelHB,

      O problema inglês, é um problema de identidade, que parte não só da mentalidade como da questão da arbitragem.

      O facto de os ingleses serem por norma jogadores com características físicas desenvolvidas e gostarem muito do contacto físico, aliado a um estilo de arbitragem que favorece essa agressividade, tolda a evolução que o futebol inglês. Qualquer equipa que tenha gente alta na frente, com capacidade de contacto e muita energia, está apta a dividir um jogo com qualquer um dos grandes.

      É quanto a mim o grande problema a nível europeu das equipas inglesas, pois o futebol não é um jogo de força ou raça, mas um jogo de inteligência e qualidade tecnica (não digo que não exista em inglaterra) e quando uma equipa está preparada para semanalmente tentar ter qualidade tecnica mas não descurar os aspetos fisicos (falo das disputas de bola no ar e a força fisica necessária para lutar corpo a corpo como se vê em inglaterra), entra em desvantagem contra equipas em que aquilo que treinam é como melhorar os indices tecnicos e taticos diariamente.

      Daí o Bale dizer que não se pode descansar em inglaterra… pudera, qualquer equipa despeja bolas de uma area para a outra e cria dificuldades a outra… mesmo sem conseguir trocar 3 passes seguidos muita vezes infringindo as leis do “futebol dito europeu” para tornar o jogo mais competitivo (acham eles?!?!?!?).

      • “Daí o Bale dizer que não se pode descansar em inglaterra… pudera, qualquer equipa despeja bolas de uma area para a outra e cria dificuldades a outra…”

        Completamente de acordo, Jorge. Mas há qualquer coisa na Premiership que vai além dessa disponibilidade física e da permanente vontade de chegar o mais rapidamente possível à área adversária, e mesmo as equipas do meio da tabela não são colectivamente tão más como se pinta. Esse algo mais que se relaciona com a psicologia dos jogadores no jogo, com a emoção, com o público, contagia inclusivamente (como exemplo) as 6 ou 7 equipas de topo que não alinham com muitos jogadores Britânicos e são treinadas por técnicos Continentais (só existem de momento salvo erro 5 ou 6 equipas na PL com treinadores Britânicos). As ligas Inglesa e Alemã são neste aspecto parecidas.
        Eu por exemplo acho (tenho a impressão) que foi justamente a entrada excessiva de jogadores e de treinadores não Britânicos nos últimos 18 anos que mais prejudicou as prestações da equipa Inglesa em torneios internacionais ao nível de selecções, e das equipas Inglesas na Europa ao nível de clubes.

      • “O problema inglês, é um problema de identidade, que parte não só da mentalidade como da questão da arbitragem.”

        Caro Jorge Carolo

        O “problema” inglês está na incapacidade dos seus dirigentes de defenderem os seus próprios clubes, começando pela distribuição das receitas televisivas, onde os clubes pequenos conseguem sacar dinheiro aos clubes grandes.

        Segue-se um calendário verdadeiramente irracional, onde muitas vezes os clubes que disputam as competições europeias são nitidamente prejudicados.

        Além disso, existe legislação estatal que restringe ou dificulta a chegada de jogadores estrangeiros extra-comunitários que não brincam nas selecções.

        Por último, os dirigentes apesar de estarem num negócio de milhões, ainda não perceberam os prejuízos desportivos e financeiros causados pelas brincadeiras nas selecções.

        Mesmo assim e apesar do insucesso dos clubes ingleses nas competições europeias nos últimos anos continuam a ser os melhores.

  2. O melhor jogo do mundo é um bocadinho “ofensivo” para todos os outros jogos que também amamos.

    Mas hoje ficou provado que o peso relativo do ponto/golo do futebol, torna o jogo muito especial…

  3. Primeiro golo em fora de jogo, 3 penaltys por assinalar contra o Barça e o respectivo cartão vermelho ao Mascherano no lance do 3° penalty. Isto estraga completamente a épica remontada do Barcelona. Foi espectacular sem dúvida, mas assim não tem grande piada. O penalty do Mascherano sobre o Di Maria é tão óbvio que é simplesmente impossível que 4 árbitros não tenham visto.
    Agora só falta conseguirem que Bayern, Real, Barça e Dortmund se evitem nos quartos de final, sobretudo os primeiros 3 clubes

    • Quais 3 penalties? Só exitiu 1: o de Mascherano.
      Ficaram foi 2 por marcar contra o PSG. Faltas sobre Neymar e Messi.
      Vamos ser rigorosos.

  4. São duas eliminatórias (Benfica e PSG) que ficam claramente marcadas por arbitragens tendenciosas em prol das equipas que a UEFA quis ver passar, vamos ver se é este ano que têm a final ambicionada há muitos, Barcelona – Real Madrid.

  5. Eu, tal como vocês, dou primazia a um futebol organizado, com o controlo da anarquia do jogo, dentro dos limites possíveis.

    Mas não há como não por um sorriso de orelha a orelha quando vemos aquilo tudo escavacado e o Stengen à frente do meio campo a meter a bola no extremo e a evitar carrinhos aos joelhos.

    Grande jogatana.

    Um abraço

  6. Caro Paolo Maldini

    O que foi inacreditável foram as asneiras defensivas nos dois primeiros golos do Barcelona, tudo o resto foi perfeitamente normal, inclusivé o não assinalar do penalty cometido pelo Mascherano.

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