Se é para jogar que se jogue.

No dia a dia, o que há que ir fazer nos campos de jogo é jogar futebol.

Porque não jogamos em vez de transferir? Vamos jogar para jogar, não vamos fazer outra coisa qualquer porque tem transferência para o jogo. “Vou fazer isto porque tem transferência”: Homem, então é melhor fazermos aquilo que vamos fazer ao domingo, que é jogar futebol.

Óscar Cano.

Não há exercício por mais organizado ou por maior “transfer” que possa ter que contribua para se atingir tal nível. Só jogando, só deixando cair o analítico e promovendo o jogo durante a semana teremos talentos e obras de arte ao fim de semana.

Não entenda o jogo, pelo formal 11×11 que não promove a repetição frequente dos gestos e decisões com bola importantes para o jogo. Mas, o jogo reduzido. Que promova variabilidade, que mantenha mais vezes os jogadores no centro de cada jogada. Que os obrigue a manter o foco constante, que lhes dê a bola mais vezes, obrigando-os a resolver problemas atrás de problemas. A acertar, a errar e a adaptar.

Ninguém desenvolve de forma harmoniosa a motricidade e o comportamento motor se orientado de forma rígida. Seja nas estruturas fechadas dos exercícios, seja no condicionamento da tomada de decisão.

Se é para jogar que se jogue.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2941 artigos
Creator of the "Lateral Esquerdo", is also a teacher at the University Stadium in Lisbon. Soccer coach, having conquered several national titles in Portugal. Experience as soccer coordinator, and lecturer at various Sports Universities. Author of the book "Build a champion team" from the publisher PrimeBooks.

5 Comentários

  1. Mas jogue se o nosso Jogar !!
    Propensie o que pretendemos que apareça de forma (mais) sistemática no Nosso Jogar pra assim jogar o jogo alicerçado nos macros critérios ( que orientam o critério circunstâncial) que dão vida aos nossos princípios

    Abraço

  2. Que brutalidade. Capacidade plena para perceber a sua posição, a dos colegas, dos adversários e reagir em milésimos de segundos. Rasgou toda a equipa adversária.

    A prova viva de que os que jogam “simples” na maioria das vezes não o fazem por não terem qualidade ou técnica para mais. Fazem-no porque se adaptam ao que a equipa precisa.

  3. Anda por ai uma corrente de malucos todos preocupados com a “carga” que o jogo tras no treino. Como se a variabilidade e o caos organizado fossem prejudiciais a aprendizagem.

    Dizem que isto eh tudo muito bonito quando ja teem um nivel intermedio, mas que para beginners, o jogo impossibilidade o desenvolvimento.

    “Nao se sente necessidade daquilo que se desconhece”.

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