O Derby, bem lido pelo Benfica

Um Sporting versus Benfica, é sempre um inquietante desafio com desfecho múltiplo e cheio de imprevisibilidade.

Este jogo do campeonato foi marcado pela associação às mudanças das equipas técnicas de ambas as equipas. Assim, novas identidades, novas dinâmicas assolaram o estádio de Alvalade.

No jogo jogado, a equipa do Benfica ampliou a vantagem pontual para os seus rivais e descobriu o caminho para o êxito através do espaçamento concedido entre Coates e André Pinto. Foi através desta inconsistente tarefa defensiva, na atribuição de papéis de responsabilidade aos 2 avançados benfiquistas, que o desequilíbrio tendeu para a felicidade dos encarnados.

A estratégia do Sporting foi clara, tentou explorar a sua transição ofensiva, nomeadamente partindo o jogo. Deixou sempre os seus alas nas costas dos laterais do Benfica, explorando assim a projeção destes no jogo padrão de amplitude que Bruno Lage vem capitalizando. Apenas no primeiro golo por Bruno Fernandes houve dividendos deste lado explanado.

Mas, nada como as imagens para dissecar estas duas dissociações. Vídeo com som.

Forum LE não deixem para a ultima
Cruijff
Sobre Cruijff 15 artigos
Leandro Monteiro, desde muito novo é aficionado pelo estudo do futebol, fazendo-o enveredar por uma formação superior em Ciências do Desporto, indagando mais sobre a modalidade. Durante a realização do mestrado, juntou-se ao plantel profissional dos seniores do Sporting Clube da Covilhã, onde esteve a trabalhar durante sete anos. Neste, aliava a coordenação do scouting, com a preparação física, a observação dos adversários e da própria equipa, sendo treinador principal dos juniores e equipa sénior B. Deste percurso destaca-se o facto de na equipa B, ter sido o treinador mais novo campeão de Portugal em seniores, aquando da conquista do Campeonato Distrital. Alcançando na época seguinte a subida aos campeonatos nacionais, pelos juniores. Atualmente é analista de futebol. Contato: leandrocgmonteiro@gmail.com

4 Comentários

  1. Numa defesa com esta qualidade, sem trabalho de casa q a sustente parece me até mais produtivo se o Sporting assumi se uma marcação H-H (Petrovic/Gudelj – Felix/ um central com seferovic…)

    Mais do que o não planeamento é a incapacidade de adaptar a equipa durante o jogo…

  2. Os primeiros golos do Sporting e do Porto sao devidos à perda de bola nas aberturas das jogadas com os alas muito em frente. E so foram dois, o que é pouco com uma estrategia ofensiva tao arriscada

    Quando se sabe o pouco empenho com bola dos três de tràs ( Ruben Dias, Jardel e Samaris) mais o AA, era bom que o LE estudasse o modelo de jogo na abertura das jogadas do Benfica porque as perdas de bola sao poucas mesmo devido à pressao do Sporting e do Porto. Desde o Guimaraes, hà aqui um belo trabalho do Lage.

    Também seria interesante ver ao pormenor a estrategia defensiva à perda de bola (no meio e na finalisaçao das jogadas) do Benfica porque o Sporting nunca soube explorar os alas tao avançados.

  3. Benfica com 2 a defender e quatro meio campo, não pode ter um jogador que com todo o tempo do mundo transporta a bola e depois entrega-a daquela forma, pior ainda, perde o duelo individual que criou daquela forma. A falta teria que existir, os jogadores têm que saber utilizar e interprtar os lances. Samaris é em tudo o elo mais fraco do Benfica. O Lage conseguiu defender-se disso, mas ele é tão mau, que consegue criar ele próprio situações para adversário, sozinho!!!! 😉

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