Curtas Sporting x Rio Ave

Apesar de ter muita posse, o Sporting mostrou dificuldades e inépcia dos primeiros 27 minutos de jogo para desmontar o 5x3x2 do Rio Ave que colocou os seus alas a encaixar nos alas contrários. Na habitual construção leonina com 3 centrais, a equipa de Pedro Cunha fechava o meio com Dala e Geraldes e convidava a jogar pela sua esquerda onde Quaresma tinha espaço para progredir, uma vez que, estrategicamente Geraldes estava  mais preocupado em fechar, numa primeira fase, a linha de passe para Palhinha e quando o jovem central do Sporting avançava impedir que a bola fosse jogada dentro do bloco vila condense.

Resultou porque Quaresma esteve especialmente temerário na decisão. Conduzia mas de frente para o bloco do Rio Ave fazia bola parar, colegas não davam soluções de passe e o jogo do Sporting “encravou” à direita, já que, a bola não saia daquele corredor, ou quando saia era pelos centrais por trás.

A primeira boa aproximação à baliza de Kieszek  foi o prenuncio do melhor último quarto de hora na 1ª parte. Duas diferenças fundamentais: João Mário aproximou-se do corredor direito quando a bola lá estava, baralhando as marcações com Quaresma a soltar bola mais rápido e o factor Geraldes. Os centrais do Sporting levaram a bola à esquerda e fizeram questão de atrair o ex-leão que começou a saltar mais cedo à pressão, permitindo que se jogasse nas suas costas. Tudo isto, fez com que o Sporting aumentasse a sequência de passes, conseguindo jogar entre linhas mesmo que o destino final da bola fosse o corredor contrário. Foi assim que nasceu o primeiro golo do jogo.

Na 2ª parte o Rio Ave subiu as linhas e o jogo foi mais dividido e completamente diferente. O Sporting voltou a mostrar dificuldades na 1ª fase de construção quando é pressionado. Procuram passes verticais para os 3 da frente que hoje estiveram sempre com marcação e bem condicionados.

Por outro lado, as saídas curtas dos vila condenses foram melhores. Os dois alas ficaram muito profundos a fixar os alas do Sporting atrás. Os leões continuaram a pressionar alto mas viram sistematicamente a bola entrar nas costas dos médios. Muito espaço entre linhas à frente da defesa, e é precisamente aqui que surge o golo do Rio Ave com Geraldes a ter espaço para definir e novamente a linha defensiva mal articulada na hora de controlar o espaço nas suas costas.

Até ao final, o Sporting mudou os protagonistas, colocou cada vez mais gente na frente, tentou várias vezes uma abordagem mais directa, jogando rapidamente, pelo ar ou pelo chão, em Tiago Tomás e os dois médios ofensivos cada vez mais próximos entre si. No entanto, a falta de critério e paciência foi-se acentuado à medida que o tempo passou e nunca chegaram verdadeiramente a incomodar Kieszek

Sobre Lahm 31 artigos
De sua graça Diogo Laranjeira é treinador desde 2010 tendo passado por quase todos os escalões e níveis competitivos. Paralelamente realiza análise de jogo tentado observar tendências e novas ideias que surgem no futebol. Escreve para o Lateral Esquerdo desde 2019. Para contacto segundabola2012@gmail.com

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