Golos do Clássico: toques de genialidade e o espelho das fraquezas das duas equipas

FC Porto - SL Benfica

O Clássico de ontem no dragão foi um jogo interessante do ponto de vista estratégico (principalmente por parte de Jorge Jesus), teve a intensidade e correria normal de um jogo de emoções altas, mas podemos todos concluir que esteve longe de ser um jogo bem disputado no que toca à eficiência e qualidade das ações dos jogadores. Muitos passes falhados, muita pressa com bola, pouco domínio de forma organizada (por momentos o Benfica conseguiu superiorizar-se, principalmente após a expulsão) e acima de tudo pouco tempo útil de jogo que não beneficiou o espetáculo.

Entre esta vontade e intensidade dos jogadores, dois lances acabaram por decidir a partida, lances em que rasgos de génio de Seferovic e Sérgio Oliveira abriram portas para Grimaldo, Corona e Taremi mostrarem a sua qualidade técnica. Vendo o copo meio cheio, foi também possível ver nestes golos algumas das fraquezas das duas equipas, não só no Clássico, como durante a temporada. O Futebol Clube do Porto teve alguns problemas em controlar o espaço atrás dos seus médios, principalmente quando a bola entrava num corredor lateral primeiro, algo que o Benfica explorou principalmente pelo lado esquerdo, com Nuno Tavares, Grimaldo e Darwin. Apesar de se ter protegido com a presença de Grimaldo e Tavares em simultâneo controlando as investidas de Corona, o Benfica voltou a mostrar que comete muitos erros individuais sem bola (Gilberto esteve azarado em muitos momentos) e que quando a bola entra nas costas da linha defensiva, a ligação dos médios ao setor defensivo nem sempre foi eficiente, algo que tem sido uma das debilidades de Weigl, ele que até fez um belo jogo no Estádio do Dragão. Bastou Corona aparecer sozinho uma vez no lado direito da defesa encarnada e os campeões nacionais chegaram ao golo.

Passando das palavras aos golos, podem ligar o som e acompanhar a nossa rápida e detalhada análise aos lances que decidiram a partida mais antecipada da jornada da Liga NOS:

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Sobre RobertPires 60 artigos
Rodrigo Carvalho. 23 anos, experiência como treinador adjunto e analista em equipas séniores em Portugal e nos Estados Unidos. Passou pela Federação de Futebol dos Estados Unidos no departamento de Formação de Treinadores. Em colaboração com a Proscout, trabalhou diretamente com equipas técnicas profissionais e produziu relatórios de jogadores. Podem seguir muito do seu trabalho em @rodrigoccc97 no Twitter.

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